A Zuffa Boxing (organização de boxe da mesma empresa que o UFC), organizou o seu maior card até à data, com duas lutas por cinturão e com grandes nomes da nobre arte.
Ryan Garcia x Connor Benn
Após um non-contest contra David Haney, por uso de doping, e uma derrota frente a Rolando Romero no mega evento que decorreu no meio do Time Square, Ryan Garcia conseguiu voltar ao bom caminho.
Começou por desafiar Mario Barrios pelo seu cinturão dos pesos-meio-médios da WBC, luta essa que venceu por KO ainda no primeiro round. E agora, associado à Zuffa Boxing, marcou luta com o fenómeno Connor Benn, nos meio-médios.
Apesar de ter começado a sua carreira nessa categoria, Connor Benn já não lutava com 66,68kg há anos, tendo migrado para categorias mais pesadas, onde teve as suas recentes guerras com Eubanks Jr, por exemplo.
Então esse corte de peso sempre foi uma incógnita, e uma grande narrativa no build up da luta, seria Connor Benn de bater o peso? E o quão afetado ficaria?
A verdade é que um corte tão drástico, onde se leva o corpo ao pico da desidratação, tem consequências, e talvez o “massacre” que vimos possa ser atribuído a isso.
No primeiro round ficou clara uma coisa, a diferença de velocidade, Ryan Garcia com os seus pés de gazela contra um Connor Benn mais lento e com uma base mais rígida a tentar impor-se sobre o americano que rapidamente evadia.
Logo no começo do segundo Ryan Garcia acerta um potente cruzado que deixou o inglês de quatro apoios no meio do ringue.
Após resistir à contagem até 10, teria de resistir a Garcia pelo menos até ao final do round para se recompor, mas ainda cambaleando, viu aplicada a derrota a 1:34 minutos do fim, via KO.
Embora o resultado pudesse ser o mesmo, independente do corte de peso, a drástica diferença desta prestação de Connor Benn com as anteriores, levanta essa questão. O card contou também com a luta pelo cinturão da Zuffa, entre o campeão Jai Opetaia contra Noel Mikaelian.
Jai manteve o título após paragem via KO, no nono round.
