WWE Backlash: Fatu ainda não está pronto para desistir de Roman Reigns

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Depois da WrestleMania, o Backlash foi o primeiro premium live event da WWE, realizado em Tampa, na Flórida. O cartaz tinha cinco combates (mais um anúncio de John Cena) e prometia alguma expetativa, embora não exatamente momentos muito surpreendentes.

BREAKKER E ROLLINS COMEÇAM COMO QUERÍAMOS

Seth Rollins e Bron Breakker abriram a noite em Tampa com um combate construído à volta da história da Vision, que Rollins fundou, mas depois foi atacado e retirado do grupo. O combate foi de boa qualidade, com um ou outro botch aqui e ali (um Breakkensteiner falhado e uma transição de Rollins que falhou), mas com o nível que se espera destes dois. No final, depois de um false finish após interferência de Austin Theory e Logan Paul e de um spear contra-atacado para um pedigree, Breakker evitou um stomp das cordas e venceu de forma limpa com o seu spear.

Breakker era quem precisava mais da vitória, por isso ganhou a pessoa certa e evitaram o erro de terminar o combate logo a seguir à interferência. Um ou outro erro fez com que este fosse apenas o terceiro melhor combate da noite, mas não deixou de ser bom. Rollins se calhar precisa de ajustar o seu wrestling à sua idade, porque há coisas que já faz com menos eficiência, mas isso é outra conversa.

Nota do combate: 4/5

FRAQUEZA DE SAMI CUSTA-LHE A DERROTA

Trick Williams, acompanhado por Lil Yachty, tinha depois a missão de tentar manter o título dos Estados Unidos contra Sami Zayn, adversário a quem ganhou o título na WrestleMania. O combate, não sendo tão bom como o primeiro, também teve boa qualidade e alguns momentos bem contados/impactantes, como a utilização de um pau de kendo por parte de Sami e de Yachty quando o árbitro não estava a olhar e um DDT nas escadas. No final, Sami ficou demasiado obcecado com Yachty, acertando-lhe um Helluva Kick fora do ringue, com Trick a recuperar o suficiente para depois vencer com o Trick Shot.

Foi sem dúvida melhor do que o combate que tiveram na WrestleMania, mas não foi o melhor que podia ter sido devido à história que estavam a contar com a personagem de Zayn (o que não é uma crítica, mas, se escolhes uma coisa, vais prejudicar a outra). A obsessão de Zayn com aquilo que não interessa custou-lhe o combate. Dar mérito a Lil Yachty, porque estou a gostar muito da forma como ele está a abordar o seu papel de manager.

Nota do combate: 3.5/5

FAMÍLIA HAUSEN AMALDIÇOA MIZ E WILSON

Chegava a hora de saber quem seria o parceiro mistério de Danhausen para defrontar The Miz e Kit Wilson, com Danhausen a clonar uma versão sua e a ficar com Minihausen para ser seu parceiro (Mascarita Sagrada na AAA, mas pintado de Danhausen para aqui). O combate teve o tom cómico que se esperava, com destaque para um curse revertido devido a um espelho, um extintor que Miz usou contra si próprio e o seu parceiro inadvertidamente e a vitória dos Hausens, depois de Danhausen aplicar o seu finisher em The Miz.

Foi a comédia esperada para um combate a envolver Danhausen. A reação a Minihausen no início foi silenciosa, porque os fãs estavam certamente à espera de alguém que conhecessem, mas Minihausen trabalhou bem e foi o melhor wrestler do combate. Para lá disso, o combate foi divertido e teve as pessoas apropriadas para o executar.

Nota do combate: 2.5/5 como combate, mas mais do que isso como entretenimento

IYO VENCE A SUA SENPAI (E OBRIGADO, ASUKA)

O penúltimo combate da noite era um combate que se sentia que devia ter estado na WrestleMania (mas, devido à falta de tempo que grande parte dos duelos da WrestleMania tiveram, este palco se calhar foi o indicado). IYO SKY defrontou Asuka, numa rivalidade que chegou a incluir Kairi Sane, que agora já não está na WWE. Como se esperava, foi o melhor combate da noite, incluindo todo o bom wrestling que tanto uma como outra sabem proporcionar. Também houve um spot criativo, com IYO a evitar o mist da compatriota com o laptop de Wade Barrett. IYO acabaria por vencer com o Bullet Train Attack e o Over the Moonsault.

Asuka emocionou-se depois do combate e abraçou IYO, com as reações de várias outras lutadoras da WWE nas redes sociais a darem a entender que esta pode ter sido a despedida de Asuka. Tem 44 anos e ainda foi capaz de fazer a sua parte num combate com uma das melhores do mundo, esse é o primeiro elogio. Se foi a última vez de Asuka na WWE (e talvez num ringue), fica uma carreira absolutamente lendária e um combate final da qual se deve orgulhar.

Nota do combate: 4.5/5

REIGNS VENCE, MAS FATU NÃO VAI EMBORA

Depois de John Cena anunciar o John Cena Classic (um torneio que envolve superstars do main roster contra superstars do NXT), chegava altura do main event, com Roman Reigns a defender o título contra Jacob Fatu. Como se esperava, o Tongan Death Grip foi utilizado por Fatu algumas vezes, com o combate a ter a qualidade esperada e alguns false finishes. No final, Reigns acabou por expor um turnbuckle quando estava preso num Death Grip, atirando Fatu contra esse canto e vencendo com um spear. Jacob perdeu a cabeça depois do combate e aplicou o Tongan Death Grip mais algumas vezes em Reigns antes do final do show.

Este não foi o tipo de batota que Reigns costumava aplicar no seu reinado anterior, com interferência de toda a gente (nunca vimos os Usos no Backlash), foi mais batota vinda de desespero para sobreviver ao Death Grip. Pareceu ser um heel turn de Fatu depois do combate, que foi provavelmente o melhor combate de Fatu na WWE, e Reigns merece o seu mérito. Esta história vai certamente continuar e Fatu não perde nada com a derrota.

Nota do combate: 4.5/5

O balanço final é que esta noite corrigiu o principal erro da WrestleMania, em termos de tempo dos combates, com todos a terem o seu tempo para respirar e a melhorar automaticamente a noite. De resto, não foi uma noite perfeita, nem uma noite com momentos inesquecíveis, mas foi uma noite muito bem conseguida e às vezes é só isso que é preciso em eventos destes. A única crítica é que, tendo um combate de Danhausen e um segmento de John Cena, não me importaria se tivéssemos um combate extra.

Nota final: 93/100

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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