

A WWE realizou mais uma edição do Saturday Night’s Main Event este fim de semana, no Madison Square Garden, com um cartaz com alguns pontos de interesse, mas algo fraco, e com promessa de algumas referências ao título da NBA dos New York Knicks. Veremos se a WWE superou ou ficou abaixo das expetativas.
SHOWCASE PARA TRICK E LAREDO
Antes de começarmos, o countdown show teve um combate que opôs o campeão dos Estados Unidos, Trick Williams, contra um dos luchadores da AAA, Laredo Kid. Num duelo que rondou os oito minutos, Laredo falhou o corkscrew moonsault e Williams acertou o Trick Shot para vencer, com o título a não estar em jogo.
Sou a favor de combates em pre-shows, embora este tenha sido demasiado aleatório. Seja como for, o combate foi apropriado para um pre-show (embora tenha estado longe de ser excelente) e serviu para animar o público antes do main card (sobretudo tendo em conta que iam começar com o tag team feminino, que era o combate mais frio dos quatro anunciados).
Nota do combate: 3.25
FATAL INFLUENCE PRECISAVAM DISTO
O main show começou precisamente com esse combate pelos títulos de tag team femininos, com as Fatal Influence (Fallon Henley e Lainey Reid, neste caso) a desafiarem Paige e Brie Bella. Na reta final, Brie Bella ficou com Fallon Henley, e, quando a tinha num rollup, Jacy Jayne empurrou Brie para que fosse ela a sofrer o rollup, com as Fatal Influence a vencerem os títulos.
O combate voltou a ser curto, mas não precisamos de combates longos da Paige e da Brie, e o resultado foi o correto. Gostava que o final fosse mais definitivo, com um finisher. Paige e Brie vinham a fazer alguma batota para manter os títulos e aqui provaram do próprio veneno. Preferia também que as novas campeãs tivessem celebrado dentro do ringue em vez de fugirem para celebrar fora, o que minimiza um pouco a mudança de títulos. Nikki Bella deve estar a voltar e ela e Brie deverão ter pelo menos mais um reinado antes de se retirarem, mas as Fatal Influence precisavam disto depois de se estrearem bem e terem arrefecido muito ultimamente.
Nota do combate: 2.75
KNICKS RETRIBUEM AJUDA DE DANHAUSEN
Seguia-se o momento em que Danhausen defrontava JD McDonagh, num combate sem desqualificações. JD vinha acompanhado de Dominik Mysterio e dominou os primeiros instantes, com a ajuda do campeão da AAA, mas Danhausen começou a dominar quando vestiu a camisola dos New York Knicks. Alguns Minihausens vieram ajudar Danhausen, mas isso não estava a ser suficiente, até que Danhausen foi buscar o seu reforço, Karl Anthony Towns, que aplicou um chokeslam a cada um dos membros dos Judgment Day e ajudou Danhausen a ganhar.
KAT era a surpresa aqui e os chokeslams foram bem executados, também por causa dos elementos dos Judgment Day. McDonagh foi o adversário perfeito aqui, serviu para animar o público e foi a primeira de duas referências ao basquetebol, que já se esperavam ao longo da noite. De resto, já sabemos o que esperar nos combates de Danhausen e este não foi exceção.
Nota do combate: 3
NOVA LYRA VALKYRIA TEM MUITO POTENCIAL
Seguia-se um duelo entre Bayley e Lyra Valkyria, com a irlandesa a mostrar mais sinais da sua mudança de personagem, também pela nova entrada. Infelizmente, logo no primeiro minuto, Bayley parece ter partido o nariz da sua adversária e o combate demorou a ficar bom por causa desse momento. Eventualmente ficou bom e Lyra venceu com um bulldog choke, com Bayley a desmaiar e o triunfo a ir para Valkyria, que voltou a aplicar o choke fora do ringue depois do combate e ainda um Night Wing nas escadas.
O início do combate ficou aquém do desejado, mas depois melhorou muito. Lyra ter uma nova submissão é bom e Bayley vendeu bem os ataques. Poderá ter sido o final de Bayley na WWE (porque se fala do final do contrato dela), mas só acredito quando vir. Se foi a última vez, colocou outra pessoa over, que é o que ela faz. Se não foi, deve ficar algum tempo fora para vender o ataque. Seja como for, isto foi muito importante para a personagem de Lyra.
Nota do combate: 3.75
ALDIS CUSTA COMBATE A GUNTHER (E A SAMI)
O combate final opôs o campeão da WWE CM Punk a fazer equipa com o seu adversário do SummerSlam Cody Rhodes contra Gunther e Sami Zayn, que seriam adicionados a esse duelo do SummerSlam se vencessem. O combate foi um sprint, com um ritmo bastante rápido, o que ajudou a que fosse o melhor duelo da noite. Perto do final, Gunther parecia ter Punk derrotado, mas Nick Aldis, atacado por Gunther há uma semana, puxou o austríaco para fora do ringue, e Gunther perderia depois para os babyfaces.
Combate de 14 minutos, mas a ação teve muito mais do que isso. Não era o resultado que eu queria, mas é capaz de ser o resultado certo para a história. Excelente combate, facilmente o melhor da noite, e superou as minhas expetativas nesse sentido. Para o SummerSlam, não há grande animosidade entre Punk e Rhodes (houve um vídeo no pós-show, mas por uma coisa de nada) e isso é problemático porque já só falta um episódio do SmackDown para lá chegarmos e agora está confirmado que é um contra um. Gunther deve lutar contra Aldis e isso tem sido bem construído, mas continuo a ter dúvidas que um Fatal 4 way no SummerSlam não seria melhor. Em relação a Sami, vamos ver o que o booking tem para ele, porque neste momento ele não tem um caminho para o SummerSlam.
Nota do combate: 4.25
O segmento final envolveu Jalen Brunson e Roman Reigns, de modo a celebrar a conquista do campeonato da NBA por parte dos New York Knicks no Madison Square Garden, com Tyrese Haliburton e Seth Rollins a envolverem-se e tudo a terminar com um spear do campeão ao seu antigo colega dos Shield. Não vou aprofundar muito, porque não sou fã de basquetebol, e este segmento não me disse nada, sendo apenas confuso que Rollins estivesse do lado do basquetebolista heel e Roman do lado face.
Em relação à noite geral, os dois últimos combates foram claramente os melhores da noite, sobretudo o tag team, o resto não foi grande coisa, mas as expetativas para este show também não eram particularmente altas. O show foi feito em alguns momentos para fãs dos New York Knicks e isso alienou um pouco pessoas como eu, mas ainda houve momentos de qualidade.
Nota final: 87 (em 100)

