Granerud encaminhado para conquistar «o prato gigante» | Saltos de Esqui

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Depois das emoções vividas em Oslo, o Raw Air mudava-se para Lillehammer, palco de duas competições individuais e respetivas qualificações. Pela frente os atletas teriam o trampolim olímpico Lysgards, uma estrutura de 140m cujo K-Point se localizava nos 123 e que via o record 146m da autoria de Simon Ammann vigorar desde 2009. Com Kraft na frente, mas com Granerud a ameaçar ferozmente a sua liderança , o espetáculo, a qualidade, a emoção e a incerteza eram dados assentes para estas jornadas! Selecionamos os cinco destaques destes quatro dias em Lillehammer. Que outro farias?

5. EISENBICHLER IGUALA RECORD, MAS NÃO ATINGE PÓDIO

Seria e depois de prestações bem abaixo do valor que todos lhe reconhecemos, que Eisenbichler no derradeiro dia de disputa, finalmente, voltaria a brindar os amantes da modalidade com algum do seu “perfume”. Ajudado, também em parte, pelo vento de que dispôs no momento em que realizou o seu segundo salto, foi também com enorme: mestria, elegância, requinte e confiança que logrou alcançar e igualar o máximo alguma vez voado neste trampolim. Penalizado, e de que forma, por não concretizar o movimento de telemark , o germânico ficaria fora do pódio, um gigantesco balde de água fria! Poderá este desempenho motivá-lo para melhores prestações nos próximos eventos, ou à semelhança dos compatriotas Geiger e Wellinger não revelará consistência suficiente para dar seguimento a resultados de excelência?

4. QUIÇÁ INSPIRADO POR GRANERUD, FORFANG VIVE MELHOR MOMENTO DA TEMPORADA

Após ter-mos visto, já em Oslo, lampejos do entusiasmante Forfang  de há algumas épocas, teríamos em Lillehammer a confirmação dessa boa fase vivida por um antigo campeão mundial júnior. Perto de conquistar três mil francos suíços no dia inaugural, foi apenas o compatriota Granerud a negar-lhe a chegada ao potinho de mel! Altamente:  motivado, regular, consistente e assertivo, o atleta viking atravessa um supremo momento de confiança, que o leva a figurar entre os dez mais pontuados do torneio, classificação que ainda poderia ser melhor caso não tivesse vacilado ligeiramente na derradeira jornada. Com o já referido objetivo a poder servir-lhe de aliciante para se galvanizar atuando entre portas, será capaz de colecionar mais resultados desta natureza, sendo depois de Granerud o melhor viking da atualidade, batendo um irreconhecível Lindvik por larguíssima margem?

3.  LANISEK VOLTA A RIMAR COM REGULARIDADE!

Novamente na senda dos resultados de alto nível, foi mantendo esta toada que o esloveno se apresentou em Lillehammer, após o êxito vivido em Oslo. Ainda que incapaz de picar o ponto no Lysgards, foi estando sempre bem juntinho ao pelotão da dianteira, que não só recuperaria a vice-liderança deste mini torneio como colocaria em apenas um ponto a distância para o pódio da geral global, lugar este ainda na posse de Kraft. Nada afetado pela hostil atmosfera vivida, dada a enorme rivalidade entre noruegueses e eslovenos neste desporto, Anze parece extremamente à vontade neste tipo de estruturas, dando mostras de estar em ponto de rebuçado  para adicionar mais triunfos a um curriculum que se pode tornar num dos mais bem recheados da história deste país na modalidade.

2. KUBACKI VOLTA A VENCER E EM GRANDE ESTILO!

Seria e após prestações, um pouquinho, abaixo do que lhe vimos no primeiro pedaço de campeonato que o atleta de 33 anos mostraria qual a razão de ter transportado por largas semanas o dorsal amarelo de líder da geral. Ainda que viesse perdendo folgo para nomes como Kraft e Lanisek que ameaçavam poder ainda alcança-lo na vice-liderança do  campeonato,  esta vitória poderá servir de trampolim para catapultá-lo para um tramo final de época perto da forma ostentada no começo da mesma, com Lahti realisticamente a poder ser um palco apontado por Dawid para se reencontrar com os sucessos! Poderá ele surpreender e mostrar os seus progressos nos voos de esqui, sacando um coelho da cartola?

1. GRANERUD PARECE DE OUTRA GALÁXIA!

Quando se esperava que  e na sequência de uns mundiais onde não conseguiu explanar todo o domínio patenteado durante grande parte do campeonato pudéssemos assistir a uma ligeira quebra anímica por parte do dorsal amarelo, foi com aparente facilidade que o norueguês deitou essa questão para trás das costas. Demonstrando uma grande capacidade de abstração face a esse desaire, seria no imediato que colocaria o pé na tábua, revelando-se inalcançável para toda a concorrência! Não arriscando em todos os eventos para vencer, mas sim para ir vencendo aos poucos, foi sempre com grande inteligência estratégica que manteve e aumentou, ligeiramente, distâncias para os rivais mais diretos. Detendo uma vantagem de mais de três centenas de pontos no comando da Taça do Mundo, nem o Raw Air lhe parece ir escapar. Caso o viking não baixe a guarda, creio que estaremos em presença de um dos títulos conseguidos por maior margem nas temporadas mais recentes. Haverá alguém capaz de parar um campeão desta envergadura?

Com os voos de esqui a marcarem os últimos dias da sexta edição do Raw Air, será em Vikersund que a ação decorrerá, com o seu BNR a contar-lhe o que de mais significativo aí se passar.

Marcamos encontro?

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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