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Saltos de Esqui | Halvor Egner Granerud chega à mão cheia

Diogo Rodrigues · 5 min

Saltos de Esqui | Halvor Egner Granerud chega à mão cheia
Foto: FIS Ski Jumping

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“O Circo” (Taça do Mundo de Saltos de Esqui) voltou, após uma semana de interregno, que se prendeu com a realização dos Campeonatos do Mundo de Sky Flying (voos de esqui), com os mesmos a serem arrecadados por Karl Geiger na vertente individual. Na prova por equipas o triunfo sorriu à seleção da Noruega, que assim revalidou o título em questão, sagrando-se tri- campeã na especialidade.

Debrucemo-nos mais a fundo nas etapas do passado fim de semana. Tudo começou dias antes, quando foi comunicado que o recém campeão do mundo, Karl Geiger, havia testado positivo à Covid19. Importa referir que este já não é caso virgem na “Champions” dos saltos de esqui, dado que já se havia registado um surto na formação A dos austríacos, o que fez com que o seu “exercito” ficasse  depauperado, para o primeiro tramo da Taça do Mundo . Isto já para não referir alguns casos isolados em formações como a da República Checa e da Itália.

O trampolim que os atletas teriam de “domar” seria o Gross- Titlis de Engelberg, na Suíça, um K140, com um k- Point localizado nos 125m. Esta linha de calculo ao ser atingida dá-lhes uma bonificação na ordem dos 60 pontos por cada metro acima da mesma. O record da estrutura  estava fixado nos 144m, pertencente ao  “Harry Potter suíço” Simon Ammann e ao nipónico Ryoyu Kobayashi. O primeiro atingiu a referida marca em 2016, já o japonês logrou voar esta distância dois anos depois. À partida para este duplo evento, o primeiro posto à geral era ocupado por Halvor Egner Granerud, o norueguês, mas seria ele capaz de fazer valer esta liderança?

Depois da qualificação, na sexta-feira, vencida por Yukiya Sato do Japão e que apurou cinquenta destemidos homens para a competição a realizar no dia seguinte onde se ficaria a conhecer o vencedor da ronda número sete.

Num evento marcado pelo  forte vento de cauda que soprava no sentido contrário ao do salto e que fazia com que os saltadores se precipitassem mais rapidamente para o solo originando uma menor distância obtida. Houve algumas surpresas ao cabo da ronda 1, onde vinte atletas ficariam pelo caminho, assistindo à derradeira ronda nos ecrãs gigantes instalados no recinto . Os competidores Yukiya Sato, Robert Johansson, “o bigode Viking”, terceiro classificado do campeonato ou até mesmo o norueguês Daniel-André Tande, não tiveram sorte com as condições e abriram vaga a outros contendores, falhando desta forma a qualificação para a ronda final.

Foram trinta os que avançaram para uma segunda ronda, em que o pelotão era encabeçado por Granerud, pelo polaco Kamil Stoch e um surpreendente, visto que este ano o seu percurso tem sido pautado por uma extrema regularidade, o esloveno Anze Lanisek.

Na ronda 2, apenas a destacar que as condições melhoraram um pouco, principalmente no que concerne ao vento que havia sofrido uma acalmia considerável, permitindo ver marcas mais condizentes com o real valor dos atletas.

De realçar que o austríaco Daniel Huber, foi capaz de recuperar de um lugar fora dos vinte primeiros, (22.º) subindo até ao 12.º posto. De resto e no que respeita aos lugares das medalhas, Granerud ficou com o ouro, o quarto da temporada, a prata foi para Stoch, com o bronze a cair nas vitrinas eslovenas, com o “culpado” a ser o jovem Anze Lanisek, de apenas 24 anos.

As condições para a etapa de domingo não divergiram muito das com que os saltadores se haviam deparado no dia anterior. O vento de cauda, incomodativo, esse marcava novamente presença, mesmo que soprando com menor intensidade.

Desta feita assistiu-se a uma ronda inicial com marcas mais distantes, em que com condições não tão voláteis e aleatórias, veio ao de cima toda a qualidade patenteada por estes super desportistas. Mesmo assim, nomes como Peter Prevc da Eslovénia, antigo vencedor da Taça do Mundo (2014 e 2016), bem como o campeão olímpico de K120, Andreas Wellinger, ficavam de fora do momento de todas as decisões.

Quem partia na “pole position” para atacar pela última vez antes da pausa natalícia um trampolim, era o polaco Piotr Zyla, conhecido entre os seus pares como o “homem da mosquinha”, segundado  por Yukiya Sato e Robert Johansson, ambos a corrigirem as fracas prestações da véspera.

Nota para Mackenzie Boyd-Clowes e Mattew Soukup ambos canadianos, sendo que se fez história, dado que já mais este país havia colocado dois competidores, entre os trinta melhores de uma prova pontuável para a Taça do Mundo de saltos de esqui. Ainda a merecer uma menção Artti Aigro, o estoniano, garantiu somente pela segunda ocasião na carreira, uma presença numa ronda final.

Sem ninguém a lograr o que Huber havia feito na jornada anterior, estava toda a emoção reservada para os saltos finais. Foi então que emergiu Halvor Egner Granerud, que chegou ao quinto triunfo esta época, no escalão máximo deste desporto. Alargando deste modo a vantagem no comando para Markus Eisenbichler, que se contentou com o 2º posto, com Zyla a vacilar ligeiramente, no entanto garantiria o bronze.

Findada que está a prova de Engelberg, vale a pena referir que o nórdico Granerud leva 600 pontos, contra os 463 do germânico Eisenbichler.

Depois da pausa natalícia, decorrerá a partir de dia 28 do presente mês e até dia seis de janeiro de 2021, o “Four Hills Tournament” ou em português “Torneio dos Quatro Trampolins”, com passagens por: Oberstdorf e Garmisch-partenKirchen na Alemanha e Innsbruck e Vischofshofen em solo austríaco.

O BNR contar-lhe-á tudo sobre o desenrolar da competição, que fará o adeus a este fatídico ano e que dará as boas-vindas ao seguinte, coroando o rei da competição em dia de Reis.

Foto de Capa: FIS Ski Jumping

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

Diogo Rodrigues

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