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A vitória do outro Sébastien

André Eusébio · 3 min

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O mundial de ralis deste ano tinha uma certeza antes do início: iríamos ter um novo campeão do mundo. Sébastien Loeb apenas fez quatro rondas, o que fez com que, pela primeira vez desde 2003, Loeb não fosse o campeão mundial. Ogier e a Volkswagen (VW) foram, de resto, os grandes vencedores da temporada de 2013, algo que já era esperado por todos os que seguem a modalidade.

O campeonato começou no mítico Rali de Monte Carlo, a meio de janeiro. O rali foi ganho com autoridade por Loeb, com 1m40s de vantagem sobre Ogier. A fechar o pódio ficou Sordo, num Citröen DS3 WRC.

Ogier em Monte Carlo. http://www.5minutesatuer.com
Ogier em Monte Carlo
Fonte: 5minutesatuer.com

A Suécia foi a segunda prova do ano, um rali de neve onde os nórdicos costumam dominar. Mas, desta vez, a luta foi entre os dois franceses do costume. Nesta prova da Escandinávia, o vencedor foi o piloto da VW, ficando Loeb no 2º posto do pódio. A fechar o top3 ficou Mads Ostberg, num Fiesta WRC.

A terceira ronda do WRC foi a primeira incursão a outro continente que não o europeu. O rali do México foi conquistado por Ogier; em segundo, ficou Hirvonen, em DS3, e, em terceiro, ficou o Fiesta de Neuville.

Na quarta prova, tivemos o regresso à Europa, para se disputar o “nosso” rali de Portugal. O vencedor? Ogier, pois claro. Esta foi a terceira vitória em quatro anos do francês na nossa competição, sendo que, provavelmente, não vai para quatro seguidas porque, em 2012, correu de Skoda S2000. A completar o pódio, estiveram Hirvonen e Latvala, o outro piloto da VW.

A quinta ronda foi o regresso ao continente americano, mas desta vez à parte do sul. O rali da Argentina foi uma das quatro provas que Loeb fez, e o campeoníssimo acabou por vencê-la. Em segundo, classificou-se o outro Sébastien, enquanto que, a fechar o pódio, ficou Latvala, novamente.

O rali dos Deuses foi a sexta prova do WRC. O rali da Grécia é um dos mais duros do mundial – e do Mundo -, e Ogier desistiu logo na primeira especial. Mesmo assim, acabou em 10º, devido ao Rally2, uma regra que eu vou chamar “estúpida”, para não ter de chamar outra coisa pior. Na Grécia, o vencedor foi Latvala, ficando Sordo e Neuville nas restantes posições do pódio.

Da Grécia seguimos para Itália, e Ogier regressou às vitórias. Na Sardenha, Neuville ficou em 2º e Latvala em 3º.

Em agosto, regressamos à Escandinávia para se disputar o rali da Finlândia, ou rali dos 1000 lagos, como é conhecido. A vitória foi – novamente – para Ogier, enquanto que a fechar o pódio ficaram dois Fiesta, conduzidos por Neuville e Ostberg.

Celebração de Sordo. http://jgclicktimephoto.blogspot.pt
Celebração de Sordo
Fonte: jgclicktimephoto.blogspot.pt

Ainda em agosto, disputou-se o rali da Alemanha. A prova germânica deu um novo nome à lista de vencedores de provas do WRC: Sordo venceu pela primeira vez. Em segundo, ficou Neuville. Latvala fechou o pódio.

Na 10ª ronda, viajámos até à Oceânia para se disputar o rali da Austrália. Ogier regressou às vitórias, em segundo ficou – pela quarta vez seguida – Neuville, e a fechar o pódio Hirvonen.

O regresso à Europa ficou marcado pela consagração do título de Ogier, precisamente no seu país natal. Ogier venceu mais uma prova, tendo como companheiros no pódio Sordo e Latvala.

De França fomos para Espanha, e aí deu-se a primeira dobradinha do ano. Ogier e Latvala terminaram nas duas primeiras posições do top3. A completá-lo, ficou Hirvonen.

O último rali da temporada foi em Gales, onde se repetiu a dobradinha da VW, precisamente pela mesma ordem daquela de Espanha. Neuville completou o pódio.

http://www.autoblog.com/
Fonte: autoblog.com

A classificação ditou que Ogier fosse aclamado campeão do Mundo – tal como já disse –, ficando Neuville em 2º e Latvala na 3ª posição.

Nos construtores, a VW também foi a clara vencedora, ficando a Citröen em 2º.

No WRC2, o vencedor foi Robert Kubica. Já no WRC3, foi Sébastien Chardonnet quem mais se destacou, enquanto que no JWRC o triunfo foi para Pontus Tidemand.

O WRC regressa já em janeiro, com várias novidades, em mais uma edição do Rali de Monte Carlo.

André Eusébio

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