Publicidade

É disto que o meu povo gosta

Rodrigo Fernandes · 3 min

É disto que o meu povo gosta

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab desportos motorizados

Ainda estamos meio a brincar: afinal foram feitos apenas 24,06 dos mais de 226 km de prova. Como seria de esperar, as diferenças ainda são pequenas entre os primeiros, sendo o Craig Breen o líder. Kajto está em segundo a apenas 1,4s e em terceiro segue Moura a 6.2s. Depois as diferenças aumentam já para a casa dos 20s, mas isto fica para mais tarde.

Ontem ao final da tarde/noite foi a apresentação das equipas na baixa de Ponta Delgada, a que se seguiu a disputa de uma prova de apresentação das equipas sem contar para a classificação. Esta especial citadina teve milhares de pessoas a assistir, sendo a maior enchente desde que esta prova se realiza. O público que assistiu a este momento inicial espera os melhores carros (a ordem de partida é do último para o primeiro) e deu as maiores ovações da noite a Bruno Magalhães e Ricardo Moura – especialmente ao açoriano, e que foi quem deu maior espetáculo.

Hoje, logo pela manhã, foi a altura do Shakedown e Qualifying Stage no troço dos Remédios. Se no primeiro foi Kajto o mais rápido, no segundo o polaco viu-se ultrapassado por Breen e Moura. Esta prova, que conta para saber qual a ordem de escolha de posição de partida, foi assim o primeiro momento importante para a competição.

A “sorte” de ser o primeiro na estrada coube a Carlos Martins, que foi o último a escolher a sua posição de partida numa cerimónia que envolveu as várias ilhas dos Açores. Seguiu-se a conferência de imprensa, onde estiverem presentes Breen, Moura, Magalhães e Gago. A declaração que mais agradou aos açorianos pertenceu ao irlandês por dizer que os primeiros km da PEC das Sete Cidades são os melhores do rali. E porque agradou? Porque recentemente um grupo de pilotos, onde o que teve mais destaque foi Salvi, alertou para o perigo dos primeiros três km deste troço, o que gerou uma onda de revolta.

O piloto da Peugeot inglesa lidera entre os juniores
O piloto da Peugeot inglesa lidera entre os juniores

Voltando agora à competição. O rali começou com a super especial Grupo Marques, que mais uma vez contou com muito público a assistir. Kajto foi o mais rápido, seguido de Moura e Breen. Os grandes destaque aqui vão para Adruzilo Lopes e Salvi que fecharam o TOP 5 da PEC. Seguiu-se o troço Soluções M, onde Breen foi o mais rápido, Moura repetiu o segundo lugar e Kajto ficou em terceiro. Na última PEC do dia, Vila Franca-São Brás, Breen repetiu a vitória, Kajto foi segundo e Moura fechou o pódio da especial. Uma prova de que serão os três principais candidatos à vitória, tal como tinha sido avançado na antevisão da prova. A fechar os cinco primeiros estão Josh Moffett e Bruno Magalhães. O piloto de Lisboa tem tido problemas no motor do seu 208 T16 que o têm condicionado.

O ERCJ também está a ser muito animado, Chris Ingram lidera com apenas 0,3s de vantagem sobre Ralfs Sirmacis. A completar o pódio está o sueco Emil Bergkvist. O Opel Adam R2 é claramente um carro bem nascido, e aqui nos Açores está a ser muito bem pilotado, pelo que tem de se juntar ao lote de favoritos da prova e não meter num segundo grupo como meti na antevisão da prova. Diogo Gago, o único português nesta categoria terminou o dia em quinto.

No campeonato português Moura é quem lidera, seguido de José Pedro Fontes e de João Barros – a ordem que era a esperada. Nas duas rodas motorizes Marco Cid está na frente seguido de Paulo Neto e Miguel Carvalho. Nos Açores, Moura lidera, Luís Miguel Rego e Ruben Rodrigues fecham os três primeiros.

Amanhã o dia de prova começa às 10h03 e termina às 16h07 (hora local) num total de oito PEC’s, onde se inclui a dupla passagem pelas Sete Cidades. Os 10 primeiros classificados invertem a ordem em que saem para a estrada, pelo que o primeiro será Costenaro.


Recorda ainda toda a Antevisão à prova.

Fotos: Rodrigo Fernandes

Rodrigo Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.