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Cabeçalho modalidadesMonte Carlo abriu a época do WRC, como normalmente, e teve de tudo na estreia dos novos carros; e quando digo tudo é mesmo tudo, do espetáculo a uma morte – vamos começar mesmo por esta parte.

Estávamos na primeira especial do rali e, um acidente de Hayden Paddon provocou a morte a um fotógrafo que estava mal posicionado, um início trágico, e que podia ser evitado, que veio a ser compensado pelo resto da prova. Apesar disto, nota para o mau posicionamento de muito público, o que levou mesmo a cancelar a especial 16.

Thierry Neuville foi o grande dominador da prova, mas a 13ª especial foi mesmo de azar para o belga. O homem da Hyundai estava a brilhar e tinha 51s de vantagem sobre Sébastien Ogier quando o problema na suspensão traseira do lado esquerdo o fez descer para 15º, posição em que viria a terminar. Como prémio de consolação teve os 5 pontos da Power Stage.

Azar de uns sorte de outros, Ogier passou para a liderança, que não largou mais; estreia brilhante da M-Sport em 2017, que só não foi melhor porque Ott Tanak teve problemas de motor que o fizeram perder muito tempo, descendo do seu segundo lugar para o mais baixo do pódio.

Ogier ganhou com sorte, dizem alguns por aí, eu, sinceramente, não acho; teve sorte, sim, mas também tem muito a ver com o saber arriscar nos locais certos, é isto que faz um campeão e isto viu-se nesta prova.

Reestreia muito boa 19 anos depois Fonte: WRC
Reestreia muito boa 19 anos depois
Fonte: WRC

Jari-Matti Latvala aproveitou este problema e deu o segundo lugar à Toyota, neste seu regresso ao WRC. O finlandês mostrou que o Yaris é um bom carro – assim como Juho Hanninen, até desistir – e que teremos de contar com a equipa para a temporada.

Desilusão mesmo foram os homens da Citroen, ou melhor, os seus resultados. Kris Meeke até estava bem até desistir e Stéphane Lefebvre foi nono no final, após também ele ter tido uma saída de estrada, Craig Breen, no velhinho DS3, foi mesmo o melhor homem da equipa francesa, ao terminar no quinto lugar.

Quem também se destacou (e muito!) foi Andreas Mikkelsen: o norueguês dominou por completo o WRC2 e mostrou que o seu lugar tem de ser com um WRC, uma pena ver um piloto tão talentoso sem volante para 2017…

Dia 9 de fevereiro, o WRC volta às estradas na Suécia, uma prova de neve que favorece os nórdicos, em teoria, mas que Ogier venceu por três vezes nos últimos quatro anos. Conseguirá repetir? Eu arriscaria num pódio muito parecido, os dois primeiros lugares iguais, a fechar o pódio é que as dúvidas me surgem: Hanninen, Tanak e Mads Ostberg são os favoritos para este lugar.

Foto de capa: WRC

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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