Emoção até ao horizonte, e mais além

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A Taça do Mundo de Carros de Turismo está de volta. Desde 2018 que as regras TCR entraram em vigor e o campeonato ficou claramente melhor. O WTCC – ou Campeonato do Mundo de Carros de Turismo – estava, na minha opinião, a ir para patamares de protótipos. Muito dinheiro investido pelas marcas, o que favorecia algumas, como a Chevrolet e a Citroen. E, se continuasse assim, a Volvo. 

Hoje, a Taça do Mundo conta com muito mais carros na grelha. Não existem “equipas de fábrica”, apenas equipas privadas, de acordo com o regulamento TCR. Se em 2017 vimos a Hyundai ganhar o campeonato de equipas pela YMR, este ano a entrada dos chineses da Lynk & Co com esta mesma equipa veio dar mais ânimo. 

O Hyundai i30 N TCR continua competitivo, o Honda Civic TCR mostra potencial, o Lynk & Co 03 TCR parece ter nascido bem (teve um boa equipa e preparação para isso), o Cupra TCR mantém-se no campeonato, mas muda de mãos. O Volkswagen Golf GTI TCR é que me parece não estar tão rápido como gostaria, mas o campeonato é longo. 

A primeira ronda correu-se no circuito de Marrakesh, em Marrocos. Como tem vindo a ser habitual, o circuito citadino africano é muito complicado para se efetuar ultrapassagens, ou seja, as três corridas do fim-de-semana acabaram por ser um pouco monótonas. Pouco monótonas, porque, lá está, num circuito tão estreito estamos sujeitos a ver despistes e acidentes. Em Marrocos, o calor também teve grande influência. Perda de travões foi um problema muito comum, tanto na frente da corrida, como no meio do pelotão, como na retaguarda. 

Quanto às corridas: na primeira, a vitória foi para Esteban Guerrieri, em Honda Civic TCR. O argentino mostrou a sua garra e também a do carro japonês. Em 2019, o Honda está bem mais competitivo do que em 2018. Na segunda posição ficou o campeão de 2017 do WTCC, Thed Bjork, no novo Link & Co. Terceira posição para o outro Honda da Munnich Motorsport, com Nestor Girolami. O campeão, Gabriele Tarquini, ficou na quarta posição. 

Na segunda corrida, Nicky Catsburg saiu da pole position. O holandês, que regressa ao campeonato a bordo de um Hyundai i30 N TCR, parecia ter a vitória no bolso quando um problema de travões fez com que o Hyundai fosse parar às barreiras de segurança. Assim, Gabriele Tarquini herdou a liderança e venceu. Na segunda posição ficou o Audi RS3 LMS de Jean-Karl Verney, que, na primeira corrida, terminou também em terceiro, mas uma penalização fez com que o francês não fosse ao pódio. A completar o pódio desta corrida ficou Yann Ehrlacher – mais uma vez, um dos Link & Co 03 TCR no pódio. 

Terceira e principal corrida do fim-de-semana, a vitória foi para Thed Bjork. Fred Vervish levou o Audi RS3 LMS à pole com Yvan Muller do seu lado. O belga ficou no seu lugar enquanto os dois carros chineses de Muller e Bjork saltaram para a liderança. Mais uma vez, problemas com o líder Muller. A sorte assim sorriu a Bjork, que venceu a corrida e é o primeiro líder da Taça do Mundo de Carros de Turismo. Esta corrida também marca a primeira vitória da marca chinesa. 

Uma vitória, um quarto e um quinto lugar para o atual campeão do WTCR. É sempre bom ver um carro de corridas com o número 1. Já não há muitos pilotos de topo a usarem-no.
Fonte: BRC

Para nós, portugueses, este fim-de-semana teve um carinho especial. Tiago Monteiro regressou a tempo inteiro às pistas. Depois de em 2018 só ter feito a prova de Suzuka, terra da Honda, o português está de volta e parece ter uma palavra a dizer. O Honda Civic TCR está competitivo e Tiago fez sexto na primeira corrida e oitavo na segunda. Na corrida principal, um toque com Ehrlacher viu os dois pilotos irem parar às barreiras, ditando o abandono. Melhor sorte para a próxima!

A Taça do Mundo de Carros de Turismo segue para o Hungaroring, na Hungria, de 26 a 28 de abril.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: FIA WTCR / Oscaro

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