A vantagem da Red Bull e a ascensão da Aston Martin | Fórmula 1

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Se a época de 2022 tinha terminado com domínio da Red Bull, os testes de pré-temporada reforçaram essa ideia, com o campeão de construtores a mostrar grande força e conforto durante os três dias de testes no Bahrain. E a primeira corrida da época confirmou que a marca austríaca está mesmo muito à frente da concorrência. A novidade é que apareceu uma equipa nova na luta pelos lugares da frente que pode alterar o quadro que vinha do ano passado.

Começando pela Red Bull, os treinos livres até não correram tão bem como tinham corrido os testes, como o próprio Max Verstappen referiu. E a qualificação estreitou bastante mais o pelotão, com a vantagem da Red Bull a ser maior do que poderia ter sido, uma vez que Verstappen e Sergio Pérez foram dos poucos a fazer duas voltas rápidas na Q3. Mas, chegado o dia da corrida, rapidamente se percebeu quem ia dominar.

A estratégia da Ferrari, de abdicar de uma segunda volta na Q3 para ficar com um jogo de pneus macios novos para a corrida, era perfeitamente compreensível e até ajudou Charles Leclerc a ultrapassar Pérez no arranque. Só que, com um carro que desgasta tanto os pneus e com um ritmo de corrida tão fraco, qualquer boa estratégia cai por água abaixo. A diferença entre um carro que mantém todas as qualidades do ano passado e até acrescentou outras (Red Bull) e um que não consegue fazer muitas voltas seguidas em ritmo rápido (Ferrari) rapidamente se notou e Verstappen foi embora para uma vitória tranquila, com Pérez a fugir também rapidamente do monegasco assim que o ultrapassou. Para ajudar à festa, o motor Ferrari voltou a dar problemas, logo na primeira amostra, levando ao abandono de Leclerc.

E se a Ferrari continua com os problemas de 2022, a Mercedes segue o mesmo caminho. O carro já não saltita de forma tão agressiva como saltava em 2022 e os pontões laterais são um pouco maiores do que no ano anterior, mas a diferença de performance não é o que se desejava. No Bahrain, até sentiram dificuldades com os pneus (o asfalto também é dos mais abrasivos do calendário) e terminaram em quinto e sétimo lugar, ajudados pela ascensão de uma equipa que lutava bem mais em baixo no ano passado.

A Aston Martin parece ter construído um carro muito interessante para 2023, merecendo inclusivamente algumas ‘bocas’ dos elementos da Red Bull. O ritmo é bastante bom, consegue fazer bem todo o tipo de curvas, trata bem dos pneus e parece estar mesmo à frente de Ferrari e Mercedes nesta altura. Os pilotos também ajudam, com Fernando Alonso, em particular, a ter muitos anos de experiência e a saber exatamente o que fazer no cockpit. Ainda não vimos o que é que este Aston Martin é capaz de fazer em luta direta com o Red Bull, mas fica essa curiosidade para futuras corridas.

Perante isto tudo, é importante dizer que todas as corridas têm a sua história. A próxima pista (na Arábia Saudita) é bastante diferente da do Bahrain e as equipas que estiveram mal na primeira prova podem mostrar algo completamente diferente em Jeddah. Mas a Mercedes já está a equacionar uma mudança radical de conceito e a Ferrari mostrou exatamente os mesmos problemas do ano de 2022. E a Aston Martin, sétima classificada no campeonato de construtores em 2022, chegou e já lhes mostrou como se faz. Veremos o que reservam as próximas corridas.

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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