Antevisão GP Espanha: Dios mío, Charles

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A ANTEVISÃO: MERCEDES À ESPREITA DE UM LUGAR NO PÓDIO

Depois da vitória de Max Verstappen, nos Estados Unidos, a Fórmula 1 está de volta, com o penúltimo fim-de-semana de maio a marcar o regresso da categoria rainha do automobilismo ao Grande Prémio de Espanha. Depois de, no último ano, Hamilton ter igualado Michael Schumacher no número de vitórias neste grande prémio, este ano a luta é outra e a grande questão prende-se com a dúvida entre Ferrari e Red Bull.

Os prognósticos para a corrida são muitos e, creio que as apostas sobre quem vai levar a melhor nestas 66 voltas no circuito espanhol recaem sobre aqueles que têm sido os maiores protagonistas deste campeonato: Max Verstappen e Charles Leclerc.

Durante as sessões de treinos-livres pudemos ver, tal como tem acontecido até aqui, a luta acesa entre Red Bull e Ferrari, contudo e, para ânimo dos fãs da Mercedes, esta semana parecia que íamos ter uma luta a três, com Russel e Hamilton a intrometerem-se.

Na primeira sessão de treinos, na manhã de sexta-feira, conseguimos constatar que os prognósticos começavam a bater certo, com Charles Leclerc a ser o mais rápido com 1:19.828, seguido de seu companheiro de equipa, Carlos Sainz (+0.079) e o neerlandês Max Verstappen (+0.336).

Na segunda sessão de treinos do dia, os Mercedes começavam a mostrar que podiam intrometer-se na luta entre Ferrari e Red Bull. Charles Leclerc marcou novamente o tempo mais rápido com 1:19.670, com os dois Mercedes a cravarem o segundo e o terceiro tempo mais rápidos da sessão, com Russell a ficar muito perto de Charles (+0.117) seguido de Hamilton (+0.204).

Já nesta manhã, na última sessão de treinos antes da qualificação, o rumo parecia idêntico. Leclerlc novamente a fazer a volta mais rápida da sessão, com o tempo de 1:19.772, seguido de Max Verstappen (+0.072) e George Russel (+0.148). A curiosidade prendia-se com Max Verstappen que tinha sido o único piloto do grupo da frente a conseguir melhorar o seu tempo comparativamente à última sessão de treino de sexta-feira.

Se na pista o ambiente prometia, nas bancadas não desiludia com o público espanhol a puxar pelos da casa com uma grande multidão de pessoas a torcer, quer por Fernando Alonso, quer por Carlos Sainz.

Chegando à parte “séria”, os Mercedes mostraram que não era só fogo de vista e que os resultados obtidos nos treinos não tinham sido engano. Na primeira sessão de qualificação Charles Leclerc foi o mais rápido (1:19.861), onde a grande surpresa foi mesmo a eliminação do piloto “da casa” Fernando Alonso que não conseguiu chegar à Q2. De fora da Q2 ficaram ainda os dois Aston Martin e os dois Williams.

Entrando na Q2, Max Verstappen fez uma volta incrível para marcar o melhor tempo da segunda sessão de qualificação com 1:19.219, retirando cerca de seis décimas ao tempo de Leclerc na sessão anterior. De fora da Q3 ficaram o Alfa Romeo de Zhou, os dois Alpha Tauri (Tsunoda e Gasly), o Alpine de Ocon e ainda o Mclaren de Lando Norris. Com Daniel Ricciardo a bater o seu companheiro de equipa, em termos de qualificação, pela primeira vez, nas últimas dez corridas e Mick Schumacher a alcançar a Q3 pela primeira vez.

Na luta pela pole position, Charles Leclerc não deu qualquer hipótese à concorrência. Depois de ter falhado a sua primeira tentativa, na segunda trucidou os concorrentes cravando o tempo de 1:18.750, garantido a sua décima terceira pole position. Na segunda posição ficou Max Verstappen que acabou por não fazer uma segunda tentativa devido a uma falha de potência no motor. Carlos Sainz fechou o último lugar do pódio.

Nesta terceira qualificação, apesar do bom ritmo que já haviam mostrado, os Mercedes não conseguiram intrometer-se na luta por um lugar no pódio.

Curiosidade: Desde 2008 que não havia um Ferrari na pole position na Catalunha.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Artigo redigido por Duarte Amaro

Duarte Amaro
Duarte Amarohttp://www.bolanarede.pt
Duas são as paixões que definem o Duarte: A Comunicação e o Desporto. Desde muito novo aprendeu a amar o desporto, muito por culpa dos intervenientes que o compõem. Cresceu a apreciar a mestria de Guardiola, a valentia de Rossi e a habilidade de Hamilton, poder escrever sobre estes é algo com que sempre sonhou.

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