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Desde 2001 que ninguém na Ferrari conseguia quatro pole positions seguidas, até Charles Leclerc (Ferrari). O monegasco e a própria Ferrari estão em grande nível desde a pausa de verão. Em Spa e Monza, duas das pistas mais rápidas do calendário, já era expectável a vitória dos italianos, mas todos julgávamos que em Singapura, voltavam para a ordem original, bastante atrás da Mercedes. Até que conseguem uma dobradinha na pista que supostamente seria mais complicada para eles.
E agora, mais uma vez, o piloto monegasco da Ferrari mostra-se como um dos melhores no ritmo de qualificação que apareceram nos últimos anos, conseguindo mais uma pole position para a Ferrari na qualificação do Grande Prémio da Rússia.
Ao lado dele na linha da frente está, mais uma vez, Lewis Hamilton (Mercedes), ou seja, tudo aponta para mais uma batalha entre os dois. A começar na terceira posição, Sebastian Vettel (Ferrari) volta a mostrar que não está tão confortável com o carro como o seu colega de equipa, mas é um longo caminho até à primeira curva, e com a velocidade de ponta do Ferrari, tem tudo para conseguir colocar-se à frente de Lewis Hamilton.

Fonte: Formula 1
Do lado da Red Bull, Max Verstappen qualificou-se bem, em quarto, mas terá de começar de nono após uma penalização de cinco lugares pela mudança para o novo motor da Honda. Já Alexander Albon terá de começar do fundo da grelha, após perder o controlo do carro na primeira qualificação e embater contra as barreiras, isso trouxe uma bandeira vermelha, mas tudo estava bem com o piloto.
Valteri Bottas (Mercedes), voltou a mostrar-se desligado, já resignado ao seu papel de segundo piloto, sendo que numa das pistas favoritas dele, onde tem uma vitória e duas poles, apenas ficou em quinto lugar, após erros na última volta da qualificação. Mas irá subir para quarto após a penalização de Verstappen.
O quinto lugar fica então para Carlos Sainz (Mclaren), que foi mais uma vez, o “Melhor dos restantes”, seguido de Nico Hulkenberg (Renault), numa das raras situações em que conseguiu qualificar-se melhor que Daniel Ricciardo (Renault) este ano.
O colega de equipa de Sainz, Lando Norris (Mclaren), qualificou-se em oitavo, mas fica em sétimo, seguido de Romain Grosjean (Team Haas) que volta finalmente ao top 10, com Daniel Ricciardo em décimo ao lado do penalizado Verstappen que começa em nono, para fechar os participantes da Q3.

Fonte: Formula 1
Durante os treinos a liderança das simulações de corrida passou pelas três equipas do topo, logo, caso Max Verstappen consiga ganhar muitas posições na primeira volta como fez no ano passado, podemos esperar uma batalha muito interessante na frente. Já Leclerc tem um trabalho ingrato, em ter de segurar Hamilton e Vettel, que de certeza aproveitarão o vácuo criado pelo Ferrari do monegasco para ultrapassarem antes da primeira curva.
Já vimos também que o carro da Mercedes e o da Red Bull tratam melhor os pneus do que o monolugar da Ferrari, o que lhes pode dar uma vantagem estratégica vital para a corrida de amanhã. No pelotão a luta é realisticamente apenas entre a Mclaren e a Renault, e com os pilotos intercalados da forma como estão e os carros tão equilibrados. Vamos ver mais batalhas fenomenais na “Formula 1.5”.

Fonte: Formula 1
Após um início de época muito atrapalhado e aos tropeções, a Ferrari apresenta-se agora a um nível que não tínhamos visto ainda desde o início da era híbrida. Podemos até ir mais longe, talvez desde os tempos do domínio de Michael Schumacher que a Ferrari não se mostrava tão dominante, e foi a primeira equipa a conseguir mais de 4 poles seguidas desde que começou a era híbrida. Em termos estratégicos, já não cometem erros há bastante tempo (e não, Singapura não foi um erro, resultou numa dobradinha), por isso, agora podem acabar o ano em grande, e transportar este ritmo para a próxima época.

Fonte: Formula 1
Foto de Capa: Formula 1
artigo revisto por: Ana Ferreira









