As 4 corridas a rever no GP Portugal de Fórmula 1

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Grande Prémio de Portugal 1993 – O ano é 1993, os computadores cada vez mais se tornam uma ferramenta essencial, capazes de maravilhas, desde os maravilhosos efeitos visuais do Parque Jurássico, aos carros de Fórmula 1 mais avançados que já se viram nas pistas do nosso planeta. Apesar de adorar falar dessa obra-prima de blockbuster do Steven Spielberg, é nas quatro rodas que me vou focar, particularmente no Grande Prémio de Portugal, no nosso Autódromo do Estoril.

Vamos só fazer um pequeno apanhado da época de 1993. A Williams vinha de uma época absolutamente dominadora em 1992, em que Nigel Mansell, ao volante do seu FW14, limpou por completo toda a concorrência. Em 1993, Mansell retira-se e, para o seu lugar, saído da reforma, vai Alain Prost, na altura, tricampeão mundial.

O francês toma conta do Williams FW15C, cuja lista de equipamento faz inveja a muitos carros de luxo modernos. Estamos a falar de Suspensão Ativa, Direção assistida, ABS, uma transmissão semi-automática que podia ser usada como automática, uma infinidade de sensores e computadores e, se isto não bastasse, um botão de ultrapassagem. Com um arsenal destes à sua disposição, o único piloto que ainda foi capaz de fazer frente, mas sem sequer dar luta pelo campeonato foi Ayrton Senna, ao volante do comparativamente limitado, McLaren MP4-8.

Chegando a Portugal, a Williams já tinha garantido o Campeonato de Construtores duas corridas antes na Bélgica, só faltava Prost garantir o Campeonato de Pilotos. Apesar de vitorioso, o francês revelou antes da corrida em Portugal, que 1993, seria a sua última época ao volante de um carro de Fórmula 1.

Na qualificação, os Williams fizeram a habitual dobradinha na fila da frente, mas desta vez com Damon Hill na pole position e Prost em segundo. Um dos grandes acontecimentos desta corrida foi a estreia de um tal Mika Häkkinen ao volante de um McLaren, que na sua primeira sessão de qualificação se colocou em terceiro à frente de Senna, em quarto, e Jean Alesi ao volante do seu Ferrari, em quinto. (Häkkinen substituía Michael Andretti depois de uma temporada sofrível do americano).

Apesar de conseguir a pole position, Damon Hill deixou o carro ir abaixo durante a volta de aquecimento, sendo enviado para o fim da grelha. As luzes vermelhas apagam e Prost foi apanhado a dormir ultrapassado por Alesi e pelos dois McLarens com Alesi à frente de Senna e Häkkinen. No final da primeira volta, Alesi estava na liderança, seguido por Senna, Häkkinen, Prost e Schumacher no seu Benneton.

A luta entre os cinco primeiros manteve-se acesa durante as primeiras voltas, porém, à vigésima volta, o motor Ford do McLaren de Senna decidiu desistir da corrida. Após uma luta estratégica entre os candidatos à vitória, e cada um fazer a sua paragem, a ordem era diferente, com Schumacher na liderança, seguido por Prost, Häkkinen, Hill e Alesi.

Enquanto a corrida desenrolava, a luta pela vitória passou a resumir-se a dois homens: Prost e Schumacher. O francês começou a tentar atacar a posição do alemão, mas Prost é conhecido como “O Professor” por alguma razão, e fazendo as contas, viu que o segundo lugar chegava, e não havia necessidade de correr riscos desnecessários que lhe estragassem a vitória mais importante. Schumacher venceu assim a sua segunda corrida (a primeira foi o Grande Prémio da Bélgica em 1992), Prost terminou em segundo, tornando-se Campeão do Mundo e Damon Hill recuperou estupendamente dos problemas iniciais para terminar em terceiro.

Faltavam ainda duas corridas para terminar o campeonato, que foram vencidas por Ayrton Senna, mas nós, como portugueses, podemos sentir orgulho em ver a última vitória e o último título daquele que será para sempre recordado como uma lenda da Fórmula 1, “O Professor”, Alain Prost.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Redação BnR
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