E se os colegas de equipa não forem os melhores amigos? | Fórmula 1

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O mais expectável seria assistirmos a equipas coesas que adotam estratégias em conjunto para que os resultados possam ser os mais favoráveis para as construtoras. No entanto, ultimamente, parece que são cada vez mais os casos em que os pilotos querem correr por si, não se preocupando com o resultado coletivo. Por um lado, já perdemos a conta às vezes em que ouvimos, através das comunicações de rádio, alguns pilotos argumentarem que estão com um melhor ritmo que o colega de equipa e, por essa razão, sugerem que haja uma troca de posição. George Russell ou Carlos Sainz talvez estejam a ser os recordistas destes pedidos e são várias as vezes em que se queixam do ritmo de corrida dos seus companheiros de equipa.

Por outro lado, as relações entre colegas podem ser cada vez mais agrestes, devido às prioridades de equipa. Ou seja, quando as construtoras têm bem definido qual o primeiro e o segundo piloto e, dessa forma, beneficia em determinados momentos um em detrimento de outro.

Para além destes exemplos, ainda existem os casos em que a má relação se cimenta em declarações feitas à imprensa depois das corridas, fazendo com que existam acusações de parte a parte. Contudo, essas divergências ficam-se pelas palavras, conseguindo evitar as lutas que possam ser prejudiciais nas pistas.

Apesar de tudo, estas guerrilhas entre colegas de equipa não são recentes e têm um passado bastante vincado na modalidade.

Uma das rivalidades mais antigas na Fórmula 1 é entre Ayrton Senna e Alain Prost que foram tornando a sua relação cada vez mais agressiva, culminando em investidas um contra o outro nas pistas, resultando em acidentes entre os dois. Lewis Hamilton e Fernando Alonso são um caso mais recente que, por vezes, parece vir a atenuar-se devido ao facto de se defrontarem menos vezes do que no passado. Em tempos, as suas lutas refletiam-se em bloqueios mútuos nas pistas e passaram para a imprensa de uma forma bastante mediática.

Hoje em dia, aparentemente, existe uma maior contenção nas manifestações públicas de má convivência entre colegas, o que suscita que sejam criados alguns rumores sobre colegas de equipa que, apesar de terem uma relação difícil, passam uma imagem de harmonia.

No entanto, também persistem casos de clara animosidade como os casos de Magnussen e Hulkenberg e Ocon e Gasly.

O caso mais recente é o dos pilotos da Alpine que há muito que têm divergências devido às suas vidas pessoais e, por essa razão, foi com alguma estranheza que os fãs de Fórmula 1 reagiram à escolha de Pierre Gasly para a equipa francesa. Contudo, os pilotos já se tinham manifestado publicamente afirmando que, apesar de existirem conflitos pessoais, estaria assegurado o objetivo comum de trabalharem pelos melhores resultados da equipa. Ora, parece que as palavras tinham um prazo de validade e no Grande Prémio do Mónaco de 2024, os dois envolveram-se num incidente provocado por Ocon.

Esteban foi considerado culpado por ter feito “uma tentativa de ultrapassagem muitíssimo ambiciosa” e foi penalizado em 10 segundos. O caso causou estranheza em todo o lado, fruto da falta de compreensão pela manobra feita pelo piloto, e chegou a ser comentado pelo chefe da Alpine, Bruno Famin, dizendo que “é triste este tipo de comportamento. É exatamente aquilo que não queremos ver. E vamos ter consequências apropriadas”. Chegou a ser referido o facto de a equipa decidir excluir Ocon do Grande Prémio do Canadá. Pierre Gasly também reagiu ao incidente, logo depois deste acontecer, questionando a equipa se Esteban o estava a querer atacar. Ocon, depois de já ter tido desavenças com Fernando Alonso também na Alpine, pediu desculpa pelo ocorrido e assumiu as culpas por ter feito uma manobra imprudente.

Não deve ser fácil ter de conviver e planear estratégias com um colega de equipa com quem não simpatizamos. No entanto, os pilotos precisam, acima de tudo, de ser profissionais para que apresentem os melhores resultados, não só individualmente, mas também coletivamente. É por isso essencial que coloquem de lado as animosidades, uma vez que se a equipa não estiver em sintonia, eles próprios não conseguirão atingir o máximo rendimento.

Mafalda Ferreira Costa
Mafalda Ferreira Costa
A Mafalda está no último ano da licenciatura em jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). É apaixonada por desporto e vê nele um hábito diário na sua vida. Desde sempre que acompanha futebol e Fórmula 1, tendo-se rendido recentemente ao ténis. Para além do desporto, a escrita é outra das suas paixões e vê no Bola na Rede a fusão perfeita para aliar esses dois mundos.

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