A Fórmula 1, dos aficionados à ficção

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Faz hoje pouco mais de uma semana que terminou o último Grande Prémio da temporada de Fórmula 1, o GP de Abu Dhabi. A derradeira corrida, a hora da verdade, o embate entre dois titãs, que marcou o fim de uma das temporadas mais épicas da modalidade, não deixou ninguém indiferente.

Hamilton e Verstappen partiam os dois com o mesmo número de pontos (algo só visto no ano de 1974) e ambos com a ambição de atingirem um patamar histórico: o britânico procurava o oitavo título mundial, ultrapassando Michael Schumacher; o neerlandês procurava ser o primeiro piloto dos Países Baixos a ser campeão do mundo e um dos novos de sempre a conquistar tal título.

Abu Dhabi foi um turbilhão de emoções, com muita polémica à mistura, que acabou com o coroar de Max Verstappen como novo campeão mundial, contudo o papel de protagonista principal ficou a cargo da direção de corrida e até já há quem ironize a situação comparando a Fórmula 1 ao futebol, uma vez que se falou mais do árbitro do que da corrida. Assim que Max voou sobre a bandeira axadrezada, pondo fim à hegemonia de Lewis Hamilton, as emoções vieram ao de cima, de um lado a alegria e do outro a tristeza.

Mas aqui não estaria a ser eu se não salientasse aquela que foi a atitude de Hamilton de puro desportivismo. Dei por mim boquiaberto a apreciar aquilo que via na televisão, um piloto destroçado depois de sair derrotado de um dos campeonatos mais frenéticos da história, de cabeça erguida a felicitar Max pela vitória. Defendo, piamente, que isto não deveria ser algo que me deixasse espantado, porque deveria ser sempre assim. A verdade é que, por defeito ou qualidade do ser humano, são raros os casos como este.

Apesar de todos estes acontecimentos, creio que Abu Dhabi acabou por se superiorizar a tudo isso, mostrando que este desporto está mais vivo que nunca e que atingiu uma dimensão global. É isso que me apraz, hoje, aqui, constatar. Assisti a algo que nunca tinha visto, de repente milhões de pessoas falavam sobre a Fórmula 1, jornais faziam capas com a Fórmula 1, as redes sociais inundavam-se com mensagens, tweets, posts sobre a Fórmula 1.

Vimos estrelas como Martin Garrix ou Marc Márquez a puxar por Max Verstappen. Assistimos a Justin Bieber intitular Hamilton de GOAT e George Lucas “abençoá-lo” com a mítica frase que marcara a saga Star Wars (“The force be with you”).

Duarte Amaro
Duarte Amarohttp://www.bolanarede.pt
Duas são as paixões que definem o Duarte: A Comunicação e o Desporto. Desde muito novo aprendeu a amar o desporto, muito por culpa dos intervenientes que o compõem. Cresceu a apreciar a mestria de Guardiola, a valentia de Rossi e a habilidade de Hamilton, poder escrever sobre estes é algo com que sempre sonhou.

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