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GP Arábia Saudita: Hamilton deixa tudo igualado para a última corrida

Bernardo Figueiredo · 3 min

GP Arábia Saudita: Hamilton deixa tudo igualado para a última corrida
Foto: F1

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A CRÓNICA: CORRIDA BIZARRA E CONTROVERSA VIU HAMILTON A COLAR-SE AO RIVAL NA LUTA PELO TÍTULO

É difícil saber por onde começar, por isso vamos já ao resultado. Lewis Hamilton (Mercedes) venceu o Grande Prémio da Arábia Saudita, deixando o rival Max Verstappen (Red Bull) em segundo e o colega de equipa Valtteri Bottas em terceiro. Mas a jornada para lá chegarmos foi repleta de incidentes.

Hamilton começou na pole, com Bottas em segundo e Verstappen em terceiro, e assim se mantiveram no arranque e nas primeiras voltas até ao momento da primeira bandeira vermelha. Mick Schumacher não conseguiu evitar a colisão do seu Haas com a barreira, levando inicialmente a um safety car. Ambos os Mercedes pararam para trocar de pneus, Verstappen não o fez e só depois é que foi ativada a bandeira vermelha, garantindo que o neerlandês iria partir à frente para o segundo arranque.

Nessa segunda largada, Hamilton arrancou melhor, mas quer ele, quer Verstappen, saíram para fora de pista e Esteban Ocon (Alpine) ultrapassou Hamilton e ficou com o segundo lugar. Só que depois veio nova bandeira vermelha depois de incidentes que eliminaram três carros: Sergio Pérez (Red Bull), George Russell (Williams) e Nikita Mazepin (Haas). A FIA instruiu a Red Bull para que Verstappen recomeçasse em terceiro, atrás de Ocon em primeiro e Hamilton em segundo.

Verstappen deixou essas questões para trás das costas e passou Hamilton e Ocon no terceiro arranque, com Hamilton a despachar o francês uma volta depois e a perseguir Verstappen, num pára-arranca com um par de safety cars virtuais para limpar detritos que estavam em pista. Até que, a 14 voltas do fim, Hamilton apanhou e atacou Verstappen antes da primeira curva. Nenhum dos pilotos conseguiu efetuar a curva de forma correta, mas Verstappen foi considerado culpado e foi instruído a devolver a posição ao britânico. Mas depois o neerlandês abrandou quando se aproximava da sequência final da volta, Hamilton colidiu com a traseira do Red Bull e ficou com pequenos danos na asa da frente.

Isto deixou o piloto da Red Bull na liderança, Verstappen permitiu que Hamilton o ultrapassasse no mesmo lugar umas voltas mais tarde, apenas para recuperar a posição imediatamente na última curva. Até que depois veio a decisão sobre o tal incidente na curva 1: cinco segundos de penalização para Max, que deixou Lewis passar uma volta mais tarde. A partir daí, o piloto da Mercedes foi embora, venceu a corrida com a volta mais rápida e Verstappen ficou-se pelo segundo lugar. Confuso? Sim, é um bom adjetivo para esta corrida.

Esteban Ocon esteve a maior parte da corrida em terceiro, mas perdeu o lugar na última reta para Valtteri Bottas, que dá uma boa ajuda à Mercedes na luta pelo campeonato de construtores. O McLaren de Daniel Ricciardo foi quinto à frente do AlphaTauri de Pierre Gasly e da dupla da Ferrari, Carlos Sainz e Charles Leclerc. Antonio Giovinazzi foi nono pela Alfa Romeo, com Lando Norris a fechar o top-10 para a McLaren.

O PILOTO DO DIA

Lewis Hamilton (Mercedes) – O britânico sobreviveu a todos os incidentes que a corrida teve (e a todos os mind games que Verstappen lhe colocou) e saiu de Jeddah com o resultado que precisava para manter a luta pelo título bem viva. No final, notou-se bem o quão cansados estavam os pilotos depois da prova, mas Hamilton foi mais forte nos momentos decisivos.

DESILUSÃO DO DIA

Yuki Tsunoda (AlphaTauri) – O piloto japonês começou dentro do top-10, mas foi perdendo vários lugares no primeiro stint. Depois foi considerado culpado por uma colisão com Sebastian Vettel (Aston Martin), foi penalizado em cinco segundos e nunca mais teve hipóteses de recuperar a corrida. O facto de um Alpine ter acabado em quarto praticamente destrói as hipóteses da AlphaTauri lutar pelo quinto lugar no campeonato de construtores.

Bernardo Figueiredo

Redação Bola na Rede · ver artigos

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