GP México: A ilusão da tensão

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Este Grande Prémio foi como um balão, que enche, enche, mas não explode. Durante dezenas de voltas foi-nos prometida uma batalha pela liderança com quatro frentes e, no final, a promessa não foi cumprida, e tudo ficou como estava. Quer dizer, mais ou menos.

Lewis Hamilton (Mercedes) sai do México vencedor, e agora só a precisar de uma diferença de quatro pontos para o seu rival do título (se é que se pode chamar isso) Valteri Bottas (Mercedes) para vencer o título já na próxima corrida em Austin, nos Estados Unidos. O piloto inglês extraiu todo o sumo possível dos pneus, o que foi essencial após um mergulhar nas boxes muito cedo, o que por várias voltas, parecia ter assinado a sua sentença, mas Hamilton aguentou bem o primeiro lugar.

Atrás do britânico chegou Sebastian Vettel (Ferrari) que a certa altura parecia o herdeiro da liderança, graças a uma estratégia aparentemente superior à da Mercedes, mas que no final, acabou por não chegar.

Fechando o pódio, o finlandês Valteri Bottas foi mais um dos que ainda aparentou ter a corrida no bolso, mas que também não resultou em nada. Contudo, foi um dos melhores em pista, após o choque na qualificação de sábado, que o fez começar em sexto lugar, por isso uma recuperação para um pódio quase a cheirar a liderança é um grande resultado.

Lewis Hamilton executou a estratégia na perfeição
Fonte: Formula 1

Charles Leclerc (Ferrari) sai com um sabor amargo desta corrida. Após herdar a pole position de Max Verstappen (Redbull), o piloto monegasco foi colocado numa estratégia de duas paragens, que podia ter funcionado, não fosse o erro dos mecânicos da Scuderia. E, pouco depois, um erro de travagem de Leclerc, que tirou demasiada vida aos pneus. Um lugar do pódio esteve visível, mas muito dificilmente a estratégia em que foi colocado lhe traria a vitória.

Alexander Albon (Redbull), não esteve mal, mas também não foi excelente. A estratégia prejudicou-o, porque, até à primeira das duas paragens, estava a ser capaz de acompanhar o ritmo dos pilotos da frente, mas ao focarem-se numa estratégia de duas paragens, numa pista com um segundo setor tão apertado, correram o risco de perder tempo a tentar dar voltas de avanço e, infelizmente, foi isso mesmo que aconteceu.

Do outro lado da garagem, estava um rapaz que deixa saudades de um tal de Max Verstappen que na corrida da Hungria, a par de Lewis Hamilton, estava a anos-luz de qualquer outro em termos de qualidade de condução. Desde o início da segunda metade da época que as coisas não correm bem a Verstappen, mas nem sempre por culpa dele, mas hoje foi muito trapalhão em várias ocasiões.

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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