GP Singapura: Sainz acaba com o domínio da Red Bull

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Após Max Verstappen e Sergio Pérez serem eliminados no Q2 e partirem das 11ª e 13ª posições respetivamente, a corrida em Singapura prometia ser a mais emocionante na disputa pela vitória em todo o campeonato, e não decepcionou. A partir da pole position pela segunda vez consecutiva, Carlos Sainz manteve-se firme na liderança ao longo de toda a corrida, acabando assim com a hegemonia da Red Bull no topo do pódio pela primeira vez na temporada de 2023.

A CORRIDA: PROVA QUENTE COM UM FINAL DIFERENTE

A corrida teve início com Carlos Sainz a segurar a liderança, seguido de perto pelo seu colega de equipa, Charles Leclerc, que ultrapassou George Russell nos primeiros momentos do Grande Prémio. Yuki Tsunoda viu-se obrigado a desistir da corrida depois de um toque no carro do Sérgio Perez.

O primeiro terço da corrida transcorreu de forma serena para a equipa de Maranello, com seus dois pilotos dominando a dianteira da prova. Leclerc assumiu o papel de guarda-costas de Sainz, que liderava a corrida, fazendo o possível para retardar o avanço de Russell. No entanto, a trama da corrida ganhou um toque de suspense na volta 20, quando Sargeant bateu, deixando destroços na pista e obrigando a entrada do safety car.

Nesse momento crucial, todos os protagonistas da disputa pela vitória, incluindo Sainz, Leclerc, Russell, Norris e Hamilton, optaram por parar nas boxes e trocar para pneus duros. Essa estratégia abriu as portas para a ascensão da Red Bull na classificação, com Max Verstappen alcançando a segunda posição e Sergio Perez a quarta. No entanto, a decisão de não parar para trocar pneus acabou por ser infrutífera, uma vez que a falta de aderência comprometeu a performance da equipa, levando à perda das suas posições para os pilotos que vinham atrás.

A restante corrida permaneceu incerta e emocionante até ao fim. Sem certezas quanto ao vencedor da mesma, a cinco voltas do fim, já sem Leclerc na disputa pelo pódio, os restantes quatro pilotos carregaram prego a fundo e fizeram os impossíveis para vencer. Tanto se ousaram para vencer que George Russell viria mesmo a bater na última volta, quando se encontrava em terceiro lugar, segundos antes de ser coroada a vitória de Carlos Sainz. Seguiu-se Norris e depois Hamilton, para fecharem o pódio.

Max Verstappen acabou a prova em quinto lugar, mesmo em cima de Leclerc, com um final de prova com pneus médios muito ritmo. Fica a sensação que a equipa poderia ter explorado mais esta composição de pneus na estratégia para a corrida. O seu colega de equipa, Sergio Perez, finalizou em oitavo atrás do sexto e quinto classificados Gasly e Piastri. Já Liam Lawson acabou em nono, pontuando pela primeira vez na fórmula um, e Magnussen fechou os lugares pontuáveis.

O desfecho da corrida corrobora um consenso ecoado por todos ao longo da temporada: se não fosse pela presença da Red Bull, teríamos testemunhado um campeonato de grande envergadura, com batalhas intensas a cada corrida e múltiplos pilotos alcançando o degrau mais alto do pódio.

PILOTO DO DIA

CARLOS SAINZ – Depois de na última prova ter conseguido desafiar Max Verstappen, mantendo-o em segundo lugar um par de voltas, em Singapura conseguiu destronar a Red Bull, algo impensável de ser feito face ao domínio da equipa austríaca em 2023, e vencer a sua segunda corrida na Fórmula 1. O espanhol está à frente do seu colega de equipa no campeonato de pilotos no quinto posto.

DESILUSÃO DO DIA

FERNANDO ALONSO – Numa prova sem os Red Bull na frente da corrida era previsto que o piloto da Aston Martin se conseguisse intrometer na luta pela vitória. Algo que em pista nunca veio a confirmar-se. Alonso viria mesmo a ser o último piloto a cruzar a linha de meta, depois de sofrer uma penalização de cinco segundos e ter uma troca de pneus atribulada.

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