O adeus de Nikita Mazepin e o regresso de Kevin Magnussen à Fórmula 1

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A Haas já tinha tido um ano de 2021 para lá de complicado, mas este ano não parece vir a melhorar. A invasão da Rússia à Ucrânia obrigou a equipa a tomar várias decisões, sendo que as mais impactantes são o fim do patrocínio da Uralkali e a separação com o russo Nikita Mazepin.

A Fórmula 1 está longe de ser a única a tomar medidas relativas a empresas e a desportistas russos, praticamente toda a gente o tem feito. E a questão de ser justo ou não para mim também é fácil de responder. Claro que é ingrato para Mazepin (e para qualquer russo) estar a sofrer estas sanções quando muitos deles não têm qualquer relação, nem apoiam, o que Vladimir Putin está a fazer. Mas injusto é o que está a acontecer a todos os ucranianos que estão a ser afetados pela guerra. A questão que quero discutir é: para onde vai a Haas nesta situação?

Talvez sem surpresa (embora este nome não fosse muito falado), a Haas optou por um piloto que já conhece bem a equipa. O dinamarquês Kevin Magnussen foi o escolhido para ocupar a vaga deixada em aberto pela saída de Mazepin. O mais surpreendente, para mim, até tem a ver com o ponto de vista do piloto. Magnussen estava no IMSA, onde fez a temporada com a Chip Ganassi, tendo feito já este ano as 24 Horas de Daytona e tendo ainda contrato com a Peugeot para o WEC (contrato esse que fica agora sem efeito). Aceitar trocar tudo isso para voltar a uma equipa que não se sabe se cresceu em relação ao ano passado é perigoso.

Sabe-se também que será o brasileiro Pietro Fittipaldi a fazer os testes de pré-temporada, juntamente com o alemão Mick Schumacher e provavelmente Magnussen. Mas a Haas praticamente abdicou das temporadas de 2020, ainda com Grosjean e Magnussen, e de 2021. Será que têm ambição para voltar ao que eram, por exemplo, em 2018, quando eram candidatos aos lugares imediatamente atrás de Mercedes, Ferrari e Red Bull?

Magnussen traz consigo a experiência que já tem da Haas e de várias épocas na Fórmula 1 e vai ser interessante perceber como se comparam as suas performances às de Mick Schumacher. Vai ser uma boa combinação de experiência e juventude, mas a dúvida em relação à qualidade do carro mantém-se.

Em jeito de conclusão, Kevin Magnussen é uma escolha segura, mas que só trará resultados se o carro for competitivo, como não foi nos últimos anos. E isso parte da ambição da equipa em aproveitar este ano com novos regulamentos. Veremos como correm as primeiras corridas de 2022 para a equipa de Gene Haas.

Foto de Capa: Formula 1

Bernardo Figueiredo
Bernardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
O Bernardo é licenciado em Comunicação Social (jornalismo) na Universidade Católica de Lisboa e está a terminar uma pós-graduação em Comunicação no Futebol Profissional, no Porto. Acompanha futebol atentamente desde 2010, Fórmula 1 desde 2018 e também gosta de seguir ténis de vez em quando. Pretende seguir jornalismo desportivo e considera o Bola na Rede um bom projeto para aliar a escrita ao acompanhamento dos desportos que mais gosta.

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