O surpreendente renascimento da McLaren | Fórmula 1

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Com a temporada imbatível da Red Bull fica difícil olharmos com mérito para qualquer uma das restantes equipas. A verdade é que, apesar de nenhuma ter estado perto de bater a campeã de construtores, houve quem apresentasse uma evolução admirável. Falo da McLaren que conseguiu progredir de uma forma pouco vista na Fórmula 1.

A equipa britânica conseguiu a maior reviravolta da temporada de 2023 e deixou de partir dos últimos lugares da tabela para, no final da época, ter duplos pódios.

Não podiam ter começado a temporada de uma pior forma, apresentaram um carro fraco e pouco competitivo e, mais uma vez, previa-se que a McLaren não conseguisse competir de igual para igual com a Ferrari. Rapidamente perceberam que precisavam de uma reformulação dos monolugares porque, apesar de terem a meu ver a melhor dupla de pilotos de 2023, os resultados estavam muito aquém do expectável, fruto de incompetências mecânicas. 

Ainda antes do campeonato começar, Andrea Stella, atual chefe de equipa da McLaren, já assumia a insatisfação da equipa com o MCL60, devido a configurações erradas que iriam comprometer o funcionamento do monolugar. Essas declarações foram confirmadas assim que começou a época e só assistimos a um cenário diferente aquando do GP da Áustria.

A equipa de Woking, à semelhança das outras equipas, tinha como objetivo aproximar-se da Red Bull. Dessa forma, olhavam para o RB19 como uma meta a alcançar e procuravam inspirar-se nas suas configurações. Contudo, há atualizações que não se conseguem fazer no decorrer de uma temporada, como é o caso das suspensões. Este pode ser o grande foco de mudança, na pausa de inverno, para todas as equipas. É, também, uma das mais valias do “supercarro” da equipa austríaca que apresenta uma boa aerodinâmica, conseguindo manter uma baixa degradação de pneus, em ritmo de corrida.

Depois de terem sido feitas alterações, nomeadamente na asa dianteira, no design, e até no DRS, a McLaren fez o que parecia impossível: a meio da época transformou-se no principal adversário da Red Bull. A partir desse momento, foi capaz de canalizar o talento dos seus pilotos, juntamente com um carro competitivo, para resultados excelentes, contrastando com o começo de temporada. No mundial de construtores, terminaram em quarto lugar depois de somarem 302 pontos – grande parte deles conseguidos na segunda metade da época.

Os próprios pilotos, Lando Norris e Oscar Piastri, mostraram-se satisfeitos com a evolução do MCL60, realçando o grande passo em frente para a aproximação à Red Bull e a possibilidade de conseguirem somar pontos para o campeonato de pilotos.

Relativamente ao próximo ano, 2024, são várias as dúvidas quanto a uma possível competitividade no campeonato. Por um lado, há quem veja esta mudança na McLaren como uma esperança para que as outras equipas possam sonhar com uma aproximação ao primeiro lugar de construtores. Por outro lado, a hegemonia da Red Bull é de tal maneira impressionante que é fácil questionar se poderá estar perto do fim.

Como já vimos, a Fórmula 1 consegue sempre surpreender-nos e mudar as nossas previsões num instante. Por essa razão, é difícil adivinhar se as restantes equipas vão conseguir fazer frente à equipa austríaca. Por querer que seja um ano mais competitivo, penso que este renascimento da McLaren é bastante promissor, podendo ser um excelente indicativo para a temporada que se aproxima.

Mafalda Ferreira Costa
Mafalda Ferreira Costa
A Mafalda está no último ano da licenciatura em jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). É apaixonada por desporto e vê nele um hábito diário na sua vida. Desde sempre que acompanha futebol e Fórmula 1, tendo-se rendido recentemente ao ténis. Para além do desporto, a escrita é outra das suas paixões e vê no Bola na Rede a fusão perfeita para aliar esses dois mundos.

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