Será a Fórmula de Verstappen imbatível? | Fórmula 1

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Sempre que há mais um grande prémio, o favorito que nos vem ao pensamento é Max Verstappen. Não é surpresa para ninguém que a sua prestação tem sido avassaladora e quase imbatível. Será que vai haver oposição ou estamos prestes a assistir a anos de domínio do neerlandês?

Aos 26 anos, coleciona um tricampeonato mundial, recordes atrás de recordes e um palmarés invejável. É-lhe reconhecido talento para conquistar tudo o que ainda não foi conquistado e, assim, destacar-se como um dos melhores desportistas da atualidade.

Esta temporada, apresentou-se mais consistente, pragmático e capaz de lidar com qualquer situação com grande maturidade, que nem sempre lhe foi característica. Não cometeu qualquer erro que pudesse pôr em causa a sua prestação, nem a da equipa.

Para além do extraordinário piloto que é, Max está rodeado de uma equipa que tem uma grande responsabilidade no seu sucesso. São raras – ou quase nenhuma – as falhas que a equipa de Verstappen comete. Desde pit-stops e decisões de equipa irrepreensíveis, até estratégias infalíveis encabeçadas por Hannah Schmitz, a Red Bull tem demonstrado estar um passo à frente dos seus adversários.

Criaram um carro entusiasmante e visivelmente mais rápido e mais completo do que qualquer outro carro do grid. De tal forma, que tem sido quase impossível fazer frente ao RB19 de Max, apesar de o mesmo não se aplicar ao seu colega de equipa.

A verdade é que, mesmo tendo carros semelhantes, a diferença de resultados entre Verstappen e Pérez é gritante. A duas corridas de terminar o campeonato, são 266 pontos que separam os dois colegas de equipa, o que demonstra que não só o carro é justificação para o êxito do neerlandês. Há um aspeto diferenciador entre os dois pilotos, e talvez o mais importante: o talento inquestionável de Max Verstappen.

Max foi conquistando o seu lugar na equipa e mostrou, desde muito cedo, que era merecedor de um papel de destaque. E assim foi, rapidamente se percebeu que para a Red Bull, o neerlandês era o piloto principal e, por consequência, os esforços estavam alinhados a seu favor. Com carros que preenchiam as suas medidas e necessidades, foram vários os parceiros que sofreram com essas decisões de equipa. Desde Ricciardo, Gasly, Albon, até Pérez, são vários os pilotos que tiveram diferenças abismais de resultados, quando comparados com Verstappen. Apesar de ser também óbvia a diferença de qualidade entre pilotos, é de estranhar tanta discrepância de resultados, uma vez que, geralmente, os monolugares não são tão distintos.

Com carros que parecem ser feitos para ele, juntamente com o seu talento fora do comum: está encontrada a fórmula para o sucesso de um campeão.

Conseguirá algum piloto se intrometer neste sucesso?

Depois de percebermos que o talento de Verstappen parece crescer a cada dia e o carro acompanha o seu sucesso, resta saber se algum outro piloto do grid consegue colocar um ponto final nesta sua era.

Creio que as restantes equipas procuram que os seus carros sejam tão extraordinários como o RB19, contudo isso parece estar longe de acontecer se o cenário se mantiver semelhante ao de 2023.

Algo que poderia importunar a presença intocável de Max na equipa seria um parceiro que fizesse frente às suas vitórias. O mexicano Sergio Pérez não faz a Red Bull ponderar sobre qual deve ser o primeiro piloto, até porque não tem estado sequer perto das exibições do seu colega de equipa.

Por um lado, creio que existem pilotos capazes de fazer frente ao neerlandês e, assim, corresponder à sua competitividade. Por outro, acredito que seria injusto colocar qualquer um desses pilotos como parceiro de Max. Falo de Charles Leclerc ou Lando Norris, dois pilotos da nova geração com um talento inacreditável que têm experiência suficiente para assumir uma equipa como a Red Bull. Se acho que seria benéfico para qualquer um dos dois estar nesse papel? Não, simplesmente porque tenho dúvidas da posição da equipa, caso exista capacidade no outro piloto de  ser campeão do mundo.

Enquanto amante desta modalidade, espero que em 2024 exista mais competitividade e um campeonato que nos entusiasme do início ao fim. Penso que não é benéfico para ninguém – a não ser para quem está no topo – que a meio da temporada já se saiba quem vai ser o campeão, passando apenas a existir luta a partir do segundo lugar do campeonato.

Acredito que as equipas vão tentar diminuir o fosso que existe entre os carros, para que seja possível uma aproximação à Red Bull, e assim possam sonhar com o primeiro lugar de construtores.

Quanto aos outros pilotos, não tenho dúvidas de que existem muitos com um talento admirável, mas precisam de uma equipa que esteja em sintonia com as suas prestações. Até que nada disto aconteça, continuaremos a assistir à era Verstappen, sem que pareça existir um fim à vista para a sua carreira demolidora.

Mafalda Ferreira Costa
Mafalda Ferreira Costa
A Mafalda está no último ano da licenciatura em jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). É apaixonada por desporto e vê nele um hábito diário na sua vida. Desde sempre que acompanha futebol e Fórmula 1, tendo-se rendido recentemente ao ténis. Para além do desporto, a escrita é outra das suas paixões e vê no Bola na Rede a fusão perfeita para aliar esses dois mundos.

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