Fórmula E: Com os protões, marchar, marchar!

- Advertisement -

Pelo meio de tudo isto, e do ensurdecedor silêncio dos desportos motorizados durante o confinamento, chegavam novidades, o campeonato seria terminado em pouco mais de uma semana, com seis corridas em Berlim, em três configurações de pista diferentes. Obviamente, sem público e com todas as regras de segurança, isto era a Fórmula E a querer despachar o assunto da forma mais eficiente e rápida possível.

Era pedido a António Félix da Costa que para confirmar o campeonato apenas fosse calmamente recolhendo os pontos dele, aproveitando a imprevisibilidade da Fórmula E para ser o rapazinho pensador e consistente que, de calculadora na mão, vencia o campeonato. Mas ele não quis nada com isso, o homem estava com tanta sede de vencer, que conseguiu, pela primeira vez na Fórmula E, a pole position, a volta mais rápida e a vitória, para um total de 30 pontos de uma só vez. Com todos os seus rivais mais próximos a não terem uma boa corrida, o português disparou para o topo do campeonato, mas ainda assim não estava satisfeito, e na segunda corrida, vence mais uma vez, da pole, a dominar a corrida, a aplicar um sublime distanciamento social na tabela classificativa, com mais do dobro dos pontos do segundo classificado.

Primeira época notável para a Mercedes
Fonte: Formula E

Só aí é que o português acalmou, e começou a recolher os pontos “necessários”. Max Gunther (BMW) aproveitava para vencer a segunda corrida da temporada, numa fabulosa batalha com Robin Frijns (Virgin), naquela que foi possivelmente a corrida da temporada. Por entre isto, Jean-Eric Vergne regressava aos pódios, após duas corridas horríveis, que foram o exemplo da época inconsistente do bicampeão francês.

Vergne respondia com uma vitória na corrida seguinte, com dobradinha da DS Techeetah, que servia para garantir o campeonato para o António Félix da Costa e para a equipa, a duas rondas do fim.

As duas últimas provas serviram apenas para fazer campeonato e decidir as posições ainda em dúvida. Oliver Rowland (Nissan) estreia-se a vencer na Fórmula E, numa corrida em que se deve destacar a excelente performance de René Rast. Já a prova final, assustou alguns fãs do desporto motorizado, porque no seu primeiro ano como equipa oficial, a Mercedes conseguiu uma dobradinha na Fórmula E, deixando todos os fãs de Fórmula 1 que regozijam na competitividade e imprevisibilidade da Fórmula E, com flashbacks do domínio da marca da estrela.

No final de contas, foi uma época diferente, em todos os pontos de vista. Não foi tão competitiva como outros anos, mas a qualidade das corridas esteve sempre lá, vimos o maior número de equipas de fábrica da história da modalidade, o que fomenta uma ainda maior competitividade nos próximos anos.

O campeão foi o mais dominante das seis temporadas da Fórmula E, e foi português. Foram 158 pontos no total, para os 87 do segundo classificado, Stoffel Vandoorne. Agora é esperar pela próxima temporada, que, desta vez, será ao volante dos espectaculares carros da Gen 3.

Foto de Capa: Formula E

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

José Mourinho, Andreas Schjelderup e Richard Ríos: para onde vai o futuro do Benfica?

José Mourinho, José Mourinho e José Mourinho. Não foi o treinador do Benfica que marcou qualquer um dos três golos com que os encarnados bateram o Estoril Praia na última jornada da Primeira Liga, mas é sobre o Special One que mais se centra a discussão do universo encarnado

Ivan Baptista e Lúcia Alves respondem ao Bola na Rede: «A pressão das alas do FC Porto ia fazia com que o corredor central...

Ivan Baptista e Lúcia Alves analisaram a vitória do Benfica na Taça de Portugal Feminina. Técnico e ala responderam à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Daniel Chaves responde ao Bola na Rede: «O Benfica vive muito da qualidade da sua guarda-redes no primeiro momento de construção»

Daniel Chaves analisou a derrota do FC Porto na final da Taça de Portugal Feminina. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.

Jornada agitada na Liga Turca com resultados surpresa na luta pela manutenção

Jornada recheada de emoções na Liga Turca, com resultados surpresa tanto pela luta do segundo lugar, como na batalha pela manutenção.

PUB

Mais Artigos Populares

Casemiro despede-se do Manchester United com emoção: «Muito obrigado a todos»

Casemiro fez o último jogo pelo Manchester United em Old Trafford. Médio brasileiro vai deixar o clube inglês no final da temporada.

Milhões a entrar na conta: FC Porto vê confirmada venda por 5,5 milhões de euros

Danny Namaso deixou de ser jogador do FC Porto a título definitivo, depois do Auxerre ter alcançado a manutenção na Ligue 1.

Segunda Liga: Bryan Róchez bisa e dá vitória ao Leixões frente ao Lusitânia de Lourosa

O Leixões recebeu e venceu o Lusitânia de Lourosa por 2-1 na 34.ª jornada da Segunda Liga. Bryan Róchez marcou os dois golos da vitória.