Antevisão GP de Portugal: Bem-vindos à Montanha Russa de Portimão

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A ANTEVISÃO: BOTTAS DOS TREINOS VS HAMILTON DAS QUALIFICAÇÕES

Chegou o fim-de-semana antecipado há 24 anos. A Fórmula 1 está de regresso ao nosso Portugal, desta vez no fantástico Autódromo Internacional do Algarve. Os veredictos já começam a chegar, em termos daquilo que é desenho do circuito, e os pilotos estão apaixonados, apesar de dúvidas relativamente aos pneus e ao asfalto.

Como em qualquer circuito novo, onde as equipas não possuem dados significativos, os treinos livres serviram para explorar onde estava a velocidade e como melhor abordar as subidas, as descidas, as curvas e as curvas com subidas e descidas que esta montanha russa disfarçada de circuito tem para oferecer. Como tal, nas sessões de treinos livres, vimos vários erros dos pilotos, imensas voltas anuladas por ultrapassar os limites de pista e muitas queixas relativamente aos pneus enviados pela Pirelli, os 3 compostos mais duros, que não tinham o maior nível de tração num circuito com asfalto muito recente.

O Status Quo parecia definido, com as diferenças a serem uma Ferrari muito mais próxima do topo e uma Renault a cair para trás daquela batalha pelo terceiro lugar do campeonato. Na qualificação, foi assim que se desenrolou.

Após um atraso devido à reparação de uma tampa de escoamento de água solta durante a última sessão de treinos livres, finalmente conseguimos ver a performance total dos bólides mais rápidos do mundo em Portimão.

Valtteri Bottas (Mercedes) parecia o homem a bater, após liderar todas as sessões, incluindo a primeira e segunda Qualificação. Contudo, um tal de Lewis Hamilton (Mercedes) conseguiu a sua 97.ª pole position, na última volta da sessão. Os dois Mercedes, que mais uma vez fecharam a primeira fila da grelha, foram seguidos de muito perto pelo suspeito do costume, Max Verstappen (Red Bull), que começa em terceiro.

Ao lado do homem da Red Bull, em quarto, começa um fantástico Charles Leclerc, que espremeu ao máximo as novas actualizações do seu Ferrari. Leclerc ficou a menos de meio segundo dos líderes, seguido de muito perto por Sergio Perez (Racing Point), que, mais uma vez, mostra o quão incompreensível é o facto de ele ainda não ter contrato para 2021.

Alexander Albon (Red Bull) começa em sexto, ainda muito longe do seu colega de equipa. Albon está sobre ainda maior pressão já que Christian Horner, o chefe de equipa da Red Bull, afirmar que o piloto tem duas corridas para provar que merece continuar na equipa. Os homens da Mclaren fecham a quarta fila, com Carlos Sainz em sétimo e Lando Norris em oitavo. As actualizações que a equipa tem testado não parecem estar a fazer efeito, estando a equipa britânica no mesmo sítio de antes, ou até ligeiramente menos competitiva.

Os últimos lugares do top 10 ficaram reservados para Pierre Gasly (Alpha Tauri), com mais uma excelente sessão de qualificação e luta por preciosos pontos em vista, e para Daniel Ricciardo (Renault), que, após um despiste na segunda sessão de qualificação, conseguiu manter-se dentro do top 10, mas sem realizar uma volta na Q3.

A Renault aparenta não se ter adaptado tão bem ao circuito quanto era esperado. Após várias corridas (nas quais foi solidamente a terceira melhor equipa), voltou a cair para a retaguarda da batalha pelo terceiro lugar do campeonato. Esteban Ocon acabou em 11.º.

Daqui até ao final da grelha, são os suspeitos do costume. Destaco a má performance de Lance Stroll (Racing Point), que ficou muito longe do colega de equipa e do ritmo que aquele carro proporciona.

Para a corrida, há dois parâmetros que podem definir a história da mesma: os pneus e a primeira volta. Os pilotos queixaram-se da falta de tração dos sapatos durante todo o fim-de-semana. E com uma pit-lane bastante curta, há a possibilidade de se arriscar uma estratégia de duas paragens, dependendo de como terminar a primeira volta.

A pista tem várias curvas um pouco apertadas e “às cegas”, por isso, quando 20 carros tiverem de as contornar, há uma real possibilidade de uma situação semelhante à de Mugello… E um pouco de caos para baralhar a ordem estabelecida é sempre muito bem-vindo.

 

Foto de capa: Mercedes AMG

Luís Manuel Barros
Luís Manuel Barros
O Luís tem 21 anos e é de Marco de Canavezes, tem em si uma paixão por automobilismo desde muito novo quando via o Schumacher num carro vermelho a dominar todas as pistas por esse mundo fora. Esse amor pelas 4 rodas é partilhado com o gosto por Wrestling que voltou a acompanhar religiosamente desde 2016.                                                                                                                                                 O Luís escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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