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Lucas Di Grassi venceu o E-Prix do México nos últimos 10 metros da corrida ao ultrapassar Pascal Wehrlein, que ficou sem bateria antes da linha de chegada, em mais uma corrida de loucos na quinta temporada de Formula E.

A corrida mal tinha começado e Nelson Piquet Jr. choca contra Jean Eric Vergne e Alexander Sims, num acidente que causou uma bandeira vermelha e parou a corrida durante vários minutos.

Após meia hora, a corrida recomeçou com os pilotos do top 5 a ativar quase de imediato o Attack Mode, criando um comboio de cinco carros, com cerca de três segundos a separar o primeiro, Pascal Wehrlein, e o quinto, António Félix da Costa. No momento de ativar o seu segundo Attack Mode, Oliver Rowland sai mal da curva e Lucas di Grassi ultrapassa, e começa o seu ataque intenso ao primeiro classificado, Wehrlein.

Com uma volta para o final, Sebastian Buemi e Rowland ficaram sem bateria, caindo para as últimas posições, e Félix da Costa, que neste momento já estava pressionado por Mortara, aproveita, subindo ao terceiro lugar da corrida.

Di Grassi não dava descanso a Wehrlein, que, apesar de estar no limite da sua bateria, defendia-se como podia, fazendo até algumas manobras um pouco duvidosas, como cortar uma chicane para cobrir os ataques do brasileiro da Audi.

Contudo, quando parecia ter a vitória nas mãos, ao sair em primeiro da última curva, o piloto alemão da Mahindra ficou sem bateria mesmo em cima da linha de chegada, chegando em segundo atrás de Di Grassi, que, pela primeira vez esta época, liderou uma corrida, apesar de apenas serem uns cinco metros.

Félix da Costa chegou em terceiro. No entanto, o português da BMW Andretti passou para o segundo lugar após Wehrlein ter recebido uma penalização de cinco segundos por cortar a chicane enquanto se defendia de Di Grassi, o que o atirou para a sexta posição.

O último lugar do pódio foi para Mortara da Venturi, que pouco a pouco foi subindo lugares e soube manter-se longe dos problemas, conseguindo chegar a um pódio inesperado.

Na quarta posição ficou Jerome D’ambrosio, que teve uma corrida fabulosa, que tal como Mortara foi isenta de problemas, que acabou por o levar à quarta posição, que o permite manter a liderança do campeonato.

Fonte: Audi Media Center

Destaque também para os primeiros pontos de Felipe Massa na Formula E, que tem desapontado um pouco, mas que lá conseguiu um oitavo lugar.

Foi uma das corridas mais intensas que já vi. As últimas três voltas foram de loucos e só nos últimos metros de pista é que se decidiu o resultado final, o verdadeiro significado de desporto motorizado. O que acabou por sair caro a Wehrlein foi que, apesar de ser um excelente piloto, que certamente tem a velocidade, falta-lhe a experiência de alguém como Di Grassi. O brasileiro esperou até aos últimos momentos para atacar, poupando a bateria, sabendo onde a deveria gastar e como a regenerar melhor, uma demonstração espetacular de Lucas Di Grassi.

Quanto a Pascal, a velocidade está lá. Adaptou-se muito rápido ao carro. É tão bom que, apesar de ter menos uma corrida, se vencesse, subia para o primeiro lugar do campeonato. Tudo isto, num rookie da Formula E. Com lições destas é que se aprende e parece-me que o alemão vai ser um candidato inesperado no final do campeonato.

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