GP Azerbaijão: Volta 40 – o início do fim diabólico

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Se em 2017 tivemos um GP do Azerbaijão imensamente divertido e cheio de peripécias, 2018 reservou um GP ainda mais rico em termos de animação e imprevisibilidade.
Sebastian Vettel fez uma volta canhão e conquistou a sua 53.ª Pole Position da carreira, com Raikkonen a errar na última tentativa quando era mais rápido que o alemão, viria a partir da 6.ª posição. Hamilton partiu de 2.º e Bottas 3.º, com os dois Red Bull logo a seguir.

A corrida iniciou-se com Vettel a liderar e os dois Mercedes a perseguir. Raikkonen chocou com Ocon, mas o finlandês manteve-se em pista, ainda que tenha que ir à box para mudar a asa dianteira. Logo nas primeiras voltas, Alonso foi encurralado e sofreu um furo que o levou à box, simultaneamente, o sucedido com Sirotkin.

Sebastian Vettel liderava e conseguia afastar-se de Hamilton, o inglês sob pressão teimava em chegar à traseira do Ferrari e cometia sucessivos erros. Na única paragem para mudanças de pneus, Hamilton foi o primeiro dos da frente a parar, e Vettel logo a seguir, ficando Bottas em 1º.

Rapidamente os três primeiros ficaram isolados do resto do pelotão. Os Red Bull andaram entretidos com os Renault, que tinha pneus ultra soft, o que fez com que os austríacos perdessem o contacto com os lugares de pódio. De referir, que Verstappen e Ricciardo trocaram sucessivas vezes de posição entre eles, desde início da corrida.

Bottas era 1.º e o único que ainda não tinha efectuado a paragem na box. A vantagem que o finlandês tinha para Vettel era insuficiente, mas em relação a Hamilton era bastante satisfatória para sair e ficar à frente do inglês, sendo essa a estratégia montada.

Mas o melhor estava para vir. Decorria a volta 40, quando os dois pilotos da Red Bull protagonizaram o momento da corrida, ao colidirem entre eles no final da recta da meta.
Era o cenário perfeito para Bottas, aproveitar o safety car para ir à box e sair à frente de Vettel. E assim foi, com a nuance de que Vettel, Raikkonen e Hamilton também resolveram mudar de pneus (para ultra soft). Era a desforra de Bottas para Vettel depois do sucedido no GP da Austrália.

Grosjean ainda protagonizou um momento insólito, ao aquecer os pneus com safety car em pista, colidiu nos muros de Baku, o que atrasou o recomeço da corrida. Bottas liderava, Vettel 2.º, Hamilton 3.º e Raikkonen 4.º. Era o golpe de azar para Vettel que tinha a corrida controlada, e a cereja no topo do bolo para Bottas.

Um pódio inesperado
Fonte: F1

No recomeço da corrida e com apenas 4 voltas para o fim, Vettel ultrapassou Bottas mas travou tarde e queimou a travagem, o que fez com que de 1.º saltasse para 3.º, e assim ficavam os dois Mercedes na frente da corrida. O alemão da Ferrari apostou tudo na ultrapassagem mas exagerou no momento de travar, o estado dos pneus não ficou nas melhores condições e Perez ultrapassou o alemão.

Os dois Mercedes lideravam e Raikkonen era 3.º. Nunca um pedaço de fibra de carbono causou tantos danos. Bottas na recta da meta passou por cima e ficou com o pneu direito furado, o que viria a provocar o abandono. Era o culminar de uma corrida que era liderada e controlada por Vettel que de um momento para o outro passava da normalidade para o altamente inesperado.

Hamilton foi o vencedor escolhido pelas ocorrências de Baku, Vettel o mais azarado, Bottas provou do próprio veneno e a Red Bull ganhou asas para a autodestruição. Hamilton lidera o campeonato de pilotos e a Ferrari nos Construtores.

Foto de Capa: Essentially Sports

Duarte Machado
Duarte Machadohttp://www.bolanarede.pt
O Duarte é licenciado em Sociologia e é natural de Portimão, sendo um acompanhante activo principalmente do Desporto motorizado, acompanha, desde cedo, a Fórmula 1. Não perde nenhum Grande Prémio e se o cavalinho rampante agarrar primeiro a bandeira de xadrez ainda melhor!                                                                                                                                                 O Duarte não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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