GP de Espanha: a ambição de Hamilton e a consistência de Rosberg

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Este fim-de-semana, a F1 esteve de regresso à Europa. Com o sol e o calor de Barcelona a emoldurar o espectáculo, Rosberg surpreendeu ao conquistar a pole – a primeira da temporada. Como já vem sendo hábito, os Mercedes dominaram a qualificação, rejeitando a implícita ameaça do Ferrari de Vettel, que saiu da segunda linha. Mas a grande surpresa desta qualificação foi o quinto lugar de Carlos Sainz (Toro Rosso), seguido bem de perto pelo colega de equipa, Max Verstappen. Os Toro Rosso estão a ser a equipa sensação deste Mundial 2015, principalmente o jovem Verstappen. Sainz conseguiu o feito de bater o Ferrari de Raikkonen e o Red Bull de Kvyat.

Com uma qualificação bem animada, a corrida em si foi, ao contrário do esperado, aborrecida. No arranque, Vettel ultrapassou Hamilton e conquistou a segunda posição, com Rosberg a fugir, consolidando a liderança. E se na qualificação não se havia imposto, aqui Raikkonen fez questão de mostrar o que vale: com um arranque fora de série, ultrapassou os dois Toro Rosso logo na primeira volta, conseguindo a quinta posição. Kimi Raikkonen é dos poucos pilotos do meu imaginário de criança que ainda se mantêm em prova, e, assim sendo, rejubilo com estes pequenos feitos do finlandês.

A Mercedes continua a acertar na estratégia de paragem nas boxes, e foi exactamente dessa maneira que Lewis Hamilton recuperou o segundo lugar. Na 51ª volta, Hamilton saiu das boxes à frente de Vettel e practicamente confirmou mais uma dobradinha para a Mercedes. O Mundial de F1 2015 continua dividido: os três da frente demarcam-se, com notável distância, dos outros pilotos. E com a frente da corrida decidida, o interesse deslocou-se para os lugares mais abaixo na classificação.

Os 3 primeiros Fonte: Facebook da Mercedes AMG Petronas
Os 3 primeiros da prova
Fonte: Facebook da Mercedes AMG Petronas

Sainz e Raikkonen protagonizaram os momentos mais emocionantes da recta final da prova. Raikkonen, com os pneus mais macios desde o início, esteve a 0.7s de Valtteri Bottas (Williams), tendo então a possibilidade de colocar dois Ferraris a seguir aos dois Mercedes. Apesar do esforço e da excelente prestação do piloto da Ferrari, Bottas defendeu bem o quarto lugar para a Williams. Já Carlos Sainz conseguiu, quase heroicamente, posicionar-se nos lugares pontuados, ultrapassando Kvyat (Red Bull) num momento quase aparatoso, tendo os dois carros chegado a embater um no outro.

Nota negativa para Pastor Maldonado, que por pouco não conseguiu pontuar pela primeira vez este ano. Depois de uma boa corrida, o venezuelano foi forçado a abandonar. Lewis Hamilton ainda pediu, via rádio, para se aproximar de Rosberg; o inglês chegou mesmo a insinuar que a equipa poderia pedir ao alemão para deixar o companheiro de equipa vencer. Mas a Mercedes mostrou-se irredutível: Nico Rosberg ia mesmo, tal como aconteceu, vencer o GP de Espanha. E agora está a menos de uma vitória de ultrapassar Lewis Hamilton na liderança do campeonato…

Foto de capa: Facebook da Mercedes AMG Petronas

Mariana Fernandes
Mariana Fernandes
O Desporto é o eixo sobre o qual gira o mundo da Mariana. Seja sobre futebol ou desportos motorizados, não dispensa um bom debate. Aos pontapés na bola ou sobre rodas, está sempre em cima das últimas notícias.                                                                                                                                                 A Mariana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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