GP de Espanha: duelo de titãs

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Cabeçalho modalidadesUma batalha à antiga. Foi assim o GP da Catalunha, que consagrou Lewis Hamilton depois de uma luta intensa com Sebastian Vettel. A Fórmula 1 – a Mercedes e a Ferrari – voltou a mostrar que está viva e pronta para as curvas. Há muito tempo que não víamos uma corrida decidida, em alguns momentos, roda a roda.

Lewis Hamilton conquistou a pole-position e, logo aí, tivemos indícios de que esta seria uma etapa renhida. O inglês foi mais rápido do que Vettel mas com uma diferença de apenas alguns milésimos; Bottas colocou o outro Mercedes na terceira posição e Raikkonen fechou a segunda linha do grid.

Mas o arranque destruiu qualquer mínima vantagem que a Mercedes pudesse ter. Vettel investiu tudo nos primeiros metros e rapidamente se apoderou da liderança. Um bocadinho mais atrás, Raikkonen encostou Bottas aos limites da pista, eliminando todo o espaço que existia entre os dois. O Mercedes tocou no Ferrari e Raikkonen perdeu todo o controlo do monolugar. Danos colaterais? Verstappen estava a tentar fazer uma curva larga e chegar-se aos homens da frente quando o Ferrari descontrolado foi ter consigo. Verstappen e Raikkonen ficaram fora do GP, Bottas continuou (por tempo limitado, como vamos ver mais à frente).

Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport
Hamilton encurtou a distância para Vettel na classificação geral
Fonte: Mercedes-AMG Petronas Motorsport

Mas este GP de Espanha já era atípico desde o princípio. Desta vez, as indicações da Pirelli obrigavam à utilização dos compostos médios e macios, sendo que a diferença entre eles era de dois segundos. Os pneus médios não eram os mais indicados para este tipo de pista e as equipas teriam de saber usá-los durante o menor tempo possível.

Sete voltas depois do arranque, Vettel tinha mais de 2s de vantagem sobre Hamilton. A estratégia da Mercedes era fazer menos uma paragem do que a Ferrari e, quando Sebastian parou na volta 15, Lewis continuou em pista durante mais algum tempo.
Vettel regressou atrás dos Mercedes e deu espaço ao piloto inglês para, finalmente, mudar de pneus. E aqui, Valtteri Bottas foi importantíssimo. Teve um papel crucial na retenção do alemão, sendo absolutamente intransponível durante a paragem de Hamilton. Com uma bonita manobra, Vettel acabou por recuperar a liderança, mas havia um problema: Hamilton tinha pneus melhores, estava com um ímpeto incrível e tinha o caminho livre para ir atrás do Ferrari. E assim fez.

Hamilton aproveitou o safety-car, acionado para retirar o McLaren de Vandoorne de pista, para voltar a parar e trocar para macios. E, a partir daqui, dependia tudo da estratégia da Ferrari. Vettel ainda tinha de ir à box e, apesar dos mais de 20 segundos de vantagem, estava tudo por decidir.

Mariana Fernandes
Mariana Fernandes
O Desporto é o eixo sobre o qual gira o mundo da Mariana. Seja sobre futebol ou desportos motorizados, não dispensa um bom debate. Aos pontapés na bola ou sobre rodas, está sempre em cima das últimas notícias.                                                                                                                                                 A Mariana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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