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GP do Mónaco: Hamilton e a serenata à chuva

Mariana Fernandes · 3 min

GP do Mónaco: Hamilton e a serenata à chuva

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Cabeçalho modalidadesO fim-de-semana mais aguardado do Mundial de F1 chegou e com ele, a emoção a que já nos habituou. O Grande Prémio do Mónaco pauta por não desiludir e manter a adrenalina em todas as curvas apertadas, rectas levadas ao máximo e ultrapassagens perigosas. Na edição deste ano, a chuva foi protagonista e causou muitos dos incidentes que fizeram este GP. Hamilton saiu vencedor; mas não foi fácil.

Daniel Ricciardo confirmou o bom momento da Red Bull e garantiu a pole-position logo na primeira tentativa. Nico Rosberg e Lewis Hamilton não foram capazes de superar o australiano e completaram o pódio da grelha. Já a Ferrari, voltou a desiludir: Sebastian Vettel não conseguiu melhor do que o quarto melhor tempo e Raikkonen deixou-se ficar pela sexta posição. Os dois pilotos da scuderia italiana queixaram-se de um decréscimo de rendimento do carro.

Hamilton garantiu a primeira vitória do ano Fonte: Mercedes AMG Petronas
Hamilton garantiu a primeira vitória do ano
Fonte: Mercedes AMG Petronas

O Grande Prémio começou debaixo de chuva e atrás do safety-car. A corrida só começou, em boa verdade, à oitava volta. Ricciardo aguentou-se e manteve a liderança, perseguido bem de perto pelos dois Mercedes. Hamilton atirou-se a Rosberg desde logo, e acabou por ser beneficiado pela estratégia da equipa. Depois de o inglês ter finalmente ultrapassado o colega de equipa, a Mercedes confirmou que pediu a Rosberg que deixasse passar Hamilton. Segundo a equipa das “flechas de prata”, o bicampeão estava mais rápido naquela altura da corrida, e a decisão de o colocar numa posição mais avançada era uma aposta a longo prazo. Aposta essa que, como se veio a confirmar, era a acertada.

E se uns parágrafos acima disse que a Red Bull está a atravessar uma boa fase, já Ricciardo não deve partilhar da mesma opinião. Ainda antes da 30ª volta, Hamilton adiava a primeira paragem para manter o australiano atrás de si durante o maior período de tempo possível; assim, frustrava Ricciardo e criava uma margem de tempo para que a pista secasse. Quando, finalmente, parou, o piloto da Red Bull aproveitou e voltou à liderança da corrida – mas o impensável aconteceu. Já em primeiro, Daniel Ricciardo foi chamado à box para mudar para ultramacios. Mas quando chegou, a equipa não tinha os pneus preparados e causou, tal como os pneus, um pit-stop ultra demorado. Lewis Hamilton aproveitou e recuperou o primeiro lugar, para nunca mais o deixar fugir.

Pelo meio de paragens, desistências e safety-cars virtuais, Rosberg foi perdendo posições e caiu com estrondo no sexto lugar. Já Sergio Perez, de mansinho, agarrou o último degrau do pódio para a Force India. Até ao final da corrida, Ricciardo pressionou Hamilton e ainda causou uma situação de possível penalização para o inglês. Mas já estava tudo decidido: este ano, Monte Carlo era de Lewis Hamilton. Em cima da meta, Rosberg ainda deixou fugir o sexto lugar para Hulkenberg.

Nota muito positiva para a Force India: a equipa conseguiu colocar os seus dois pilotos em terceiro e sexto lugares. Digna de nota, também, a quinta posição de Fernando Alonso. Depois de surpreender ainda na qualificação, por passar à Q3, o espanhol alcançou um excelente resultado para a McLaren.

A desilusão visivel de Ricciardo Fonte: F1
A desilusão visível de Ricciardo
Fonte: F1

Nota negativa, por outro lado, para Max Verstappen. Depois de vencer o GP de Espanha, o jovem piloto teve um fim-de-semana para esquecer. Bateu na qualificação, não conseguiu melhor do que a penúltima posição da grelha e acabou por sair do pit-lane, por ter trocado de chassis. E como se isto não fosse ainda suficiente, despistou-se durante a corrida e acabou por desistir. Também a Ferrari viu a corrida passar-lhe ao lado: Raikkonen abandonou e Vettel esteve desaparecido durante todo o GP, aparecendo apenas para pressionar Perez já na recta final.

Destaque ainda para o desastre nas boxes da Red Bull. A desorganização valeu a vitória a Lewis Hamilton e Ricciardo não podia estar mais desiludido. A postura do australiano no pódio era a imagem do desalento. O piloto relembrou que é a segunda vez consecutiva que a estratégia da equipa o prejudica e disse que não havia nada que pudesse solucionar a situação: “Não há nada que vocês possam dizer para melhorar isto”. Ricciardo não decidiu parar, foi chamado; a este nível, não podem existir erros destes. A Red Bull entregou de bandeja o Grande Prémio do Mónaco à Mercedes.

A magia da Fórmula 1 vive no Mónaco e apareceu em cada curva. Hamilton ganhou mas Rosberg continua em primeiro na geral – 2016 está ao rubro. A F1 volta no fim-de-semana de 10 a 12 de Junho, com o Grande Prémio do Canadá.

Mariana Fernandes

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