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GP Europa: Ganhou Baku

Mariana Fernandes · 3 min

GP Europa: Ganhou Baku

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Chegou o tão anunciado Grande Prémio da Europa! Baku, no Azerbaijão, foi o palco da estreia do circuito. Nico Rosberg foi o grande vencedor, num fim-de-semana recheado de críticas à falta de segurança da nova prova.

Na qualificação, Lewis Hamilton não conseguiu corresponder às boas indicações que tinha dado nos treinos livres e acabou por entregar de não beijada a pole-position – e logo a Rosberg. O inglês bateu nos últimos instantes da Q3 e não conseguiu melhor do que a décima posição da grelha. Rosberg aproveitou e nem precisou de voltar à pista depois do acidente do colega de equipa. A grande surpresa da qualificação foi Sergio Perez, que conseguiu o segundo melhor tempo. Contudo, a mudança da caixa de velocidades do Force India relegou o piloto para a sétima posição do grid. Rosberg partilhou, então, a primeira linha com Ricciardo, seguidos dos dois Ferrari.

No arranque, a Mercedes não vacila. Nico Rosberg agarra a liderança para nunca mais a largar. Atrás, Ricciardo não aguenta a pressão de Vettel e acaba por perder a segunda posição.  Depois de uma paragem mal calculada, o australiano da Red Bull perdeu muitos lugares e deixou o último degrau do pódio entregue a Raikkonen. Quando a Ferrari já sonhava com um duplo pódio, o experiente finlandês pisou a linha branca à entrada do pit-lane e foi penalizado em 5 segundos. A partir daqui, a scuderia italiana deu primazia à garantia do segundo lugar para Vettel.

Kimi tinha uma penalização para cumprir e era difícil alcançar tempos que lhe garantissem uma margem de erro suficiente para a classificação final. Quando já estava em segundo, a equipa pediu-lhe para deixar passar Vettel: o alemão era quem tinha a maior chance, ainda que ínfima, de lutar pela vitória. Raikkonen foi então o protagonista de uma morte anunciada; esteve muito tempo em terceiro, sabendo que iria terminar em quarto. Acabou por ser ultrapassado por Sergio Perez antes da linha da meta.

Rosberg fez um autêntico passeio domingueiro e nunca teve de se preocupar com os perseguidores. Hamilton terminou na quinta posição, baralhado com as afinações do mapa de motor. O inglês perdeu demasiado tempo a conversar com o engenheiro, a exigir explicações, mas a falta de respostas concretas deixou-o longe da luta pelo pódio.

Sebastian Vettel garantiu o segundo lugar para a Ferrari Fonte: Scuderia Ferrari
Sebastian Vettel garantiu o segundo lugar para a Ferrari
Fonte: Scuderia Ferrari

Nota negativa para a Toro Rosso. Daniil Kvyat e Carlos Sainz abandonaram, ambos com a suspensão partida. Azar, também, para Pascal Wehrlein. O estreante chegou a rodar nos pontos, no nono lugar, mas foi obrigado a desistir depois do Manor ficar sem travões. Ainda assim, deixou boas indicações e promessas de possíveis surpresas. A Red Bull volta a errar na estratégia: Ricciardo e Verstappen foram os únicos da linha da frente a fazer duas paragens. Ficaram atrás dos Mercedes, dos Ferrari, de Perez e Bottas. Se o objectivo é ser a segunda equipa da competição, algo tem de ser repensado.

Nota positiva para Nico Rosberg e o total controlo que demonstrou. Mas mais do que isso, nota muito positiva para o Grande Prémio da Europa. Apesar das críticas dos pilotos, ainda que bem fundamentadas, a F1 fica a ganhar com esta prova. É arriscada, difícil, ondulada, cheia de carácter e personalidade. E se raramente o faço, aqui fica a excepção: tenho de dar toda a razão a Bernie Ecclestone. “Este é um circuito que exige coragem. Se eles não querem pilotar, não têm de o fazer”. Ámen.

Sergio Perez alcançou um valioso pódio para a Force India e Vettel mostrou que a Ferrari ainda está viva. Nico Rosberg conquistou a quinta vitória do ano e já tem um fosso de 24 pontos para Lewis Hamilton. Este é, cada vez mais, o ano de Nico. A Fórmula 1 volta no fim-de-semana de 1 a 3 de Julho, com o Grande Prémio da Áustria.

Foto de capa: Mercedes AMG Petronas

Mariana Fernandes

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