GP Malásia: 20 anos e um dia

- Advertisement -

Cabeçalho modalidades

A 15 de maio de 2016, escrevi um texto que tinha o título “18 anos, sete meses e 16 dias”. Na altura, falava sobre a primeira vitória de Max Verstappen, no GP de Espanha, e da página escrita pelo jovem holandês na história, enquanto piloto mais novo de sempre a vencer um Grande Prémio. Hoje, celebro os 20 anos de Max. Numa época em que o azar tem sido superior ao talento, Max mostrou que ainda tem muito para dar; mostrou que é grande parte dos motivos pelos quais vamos continuar a ver Fórmula 1 nos próximos anos.

Lewis Hamilton foi 45 milésimos de segundo mais rápido do que Kimi Raikkonen e conquistou a 70.ª pole-position da carreira. Depois do finlandês da Ferrari, os dois Red Bull ficaram com a segunda linha da grelha – Verstappen mais rápido do que Ricciardo. Quando a Vettel, passou a Q1 a queixar-se de falta de potência e ainda trocou de motor, mas acabou por não conseguir registar qualquer tempo. Saiu, então, da última posição do grid. O segundo Mercedes, de Valtteri Bottas, saiu do quinto lugar.

Se as coisas já estavam difíceis para a Ferrari com Sebastian Vettel a sair de último, imagine como ficaram quando o monolugar de Raikkonen foi transferido da grelha de partida para as boxes, para tentar resolver um problema – também no motor. Quando a corrida começou, toda a gente esperava a saída de um Ferrari da pit lane. Mas nada aconteceu. Raikkonen não arrancou e Vettel estava em último.

No arranque, Hamilton saiu bem e agarrou a liderança. Bottas também começou bem e atacou de imediato os Red Bull para se juntar ao colega de equipa, enquanto que Vettel na terceira volta já era 12.º. Um dos momentos da corrida chegou logo na quarta volta, quando Max Verstappen – que com a ausência de Raikkonen tinha saído de segundo – ultrapassou Lewis Hamilton e assumiu o primeiro lugar do pelotão. Com mais uma ultrapassagem saída dos livros de poesia, o holandês mostrou todo o talento que lhe corre nas veias.

Duplo pódio para a Red Bull Fonte: Red Bull Racing
Duplo pódio para a Red Bull
Fonte: Red Bull Racing

A partir daqui, Hamilton nunca fez muito para vencer. Fez o resto da corrida com os olhos nos espelhos retrovisores, enquanto controlava Vettel, claramente mais preocupado com a classificação geral do que com a classificação deste GP. O alemão da Ferrari fez uma autêntica corrida de escalada e foi ganhando posições a cada volta, mas não conseguiu passar do quarto lugar, quando esbarrou em Daniel Ricciardo. Ainda tentou a ultrapassagem e um estrondoso pódio, a dez voltas do fim, mas os pneus supermacios já acusavam um tremendo desgaste e a tentativa acabou por se revelar apenas e só isso mesmo – uma tentativa. Ricciardo segurou o terceiro lugar até ao final e a Red Bull colocou os dois pilotos no pódio. Bottas ficou mesmo em quinto, atrás de Vettel, apesar de a ultrapassagem ter acontecido enquanto o Mercedes estava na box.

Nota positiva, obviamente, para a Red Bull e Max Verstappen. Chegamos a uma altura em que já não podemos dizer que a scuderia é “a melhor dos outros”. Quanto um piloto ganha um GP e o outro fica em terceiro, já não são os outros; já são parte ativa da competição. Destaque também para a McLaren, já que Stoffel Vandoorne ficou no top 10 e Alonso às portas dos pontos, em 11.º. Na Hungria, o sucesso dos McLaren foi atribuído ao chassis. Mas na Malásia, é tudo sobre o motor. Será que é agora, quando é tarde demais, que o motor Honda está a corresponder?

Nota negativa para a Ferrari. Desde 2015 que Raikkonen não realizava uma única volta num GP. O quarto lugar de Vettel deixa Hamilton fugir ainda mais na classificação geral e uma vitória do alemão no Campeonato do Mundo deste ano torna-se cada vez mais improvável.

Esta etapa ainda teve um caso insólito: já depois da bandeira axadrezada, na volta de desaceleração, Stroll e Vettel bateram e o Ferrari ficou destruído. O alemão acabou por regressar à pit lane à boleia do carro de Wehrlein.

Naquela que foi a despedida da Fórmula 1 do circuito de Sepang, Verstappen ganhou e Sebastian Vettel está agora a 34 pontos de Lewis Hamilton, quando faltam cinco corridas para o fim do campeonato. A Fórmula 1 regressa já no fim-de-semana de 6 a 8 de Outubro, com o Grande Prémio do Japão.

Foto de Capa: Red Bull Racing

Mariana Fernandes
Mariana Fernandes
O Desporto é o eixo sobre o qual gira o mundo da Mariana. Seja sobre futebol ou desportos motorizados, não dispensa um bom debate. Aos pontapés na bola ou sobre rodas, está sempre em cima das últimas notícias.                                                                                                                                                 A Mariana não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Francisco Conceição e o rótulo de espalha-brasas: «Quero ser conhecido como o Francisco Conceição»

Francisco Conceição marcou presença na sala de imprensa para fazer a antevisão do Portugal x Uzbequistão, relativo à segunda jornada do Mundial 2026.

Francisco Conceição e a influência de Cristiano Ronaldo na Seleção Nacional: «Nós não temos essa obrigação de lhe passar a bola»

Francisco Conceição marcou presença na sala de imprensa para fazer a antevisão do Portugal x Uzbequistão, relativo à segunda jornada do Mundial 2026.

Colega de Issa Doumbia no Venezia ruma à Premier League por 5 milhões de euros

O Brighton assegurou a contratação de Michael Svoboda por 5 milhões de euros. Defesa-central deixa assim o Venezia, onde jogou com Issa Doumbia.

Real Madrid: Fede Valverde fica e assume braçadeira de capitão

O Diario AS avança que, apesar de os rumores sobre uma potencial saída, Fede Valverde será o capitão do Real Madrid de José Mourinho.

PUB

Mais Artigos Populares

Imprensa espanhola rendida a alvo do FC Porto e Braga: «Racing esfrega as mãos com Gustavo Puerta»

Gustavo Puerta impressionou na sua estreia no Mundial pela Colômbia aos 22 anos. FC Porto e Braga foram associados ao médio do Racing Santander.

Sérgio Fonseca muito próximo de assumir o comando técnico do AVS SAD

Sérgio Fonseca chegou acordo com o AVS SAD e está muito próximo de assumir o comando técnico do clube da Vila das Aves.

André Villas-Boas: «Deixou de existir agentes preferenciais no FC Porto»

André Villas-Boas analisou o atual panorama dos agentes desportivos no futebol mundial e a influência destes no FC Porto.