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Naquela que era considerada uma das piores pistas do calendário para a Ferrari, os “Cavallinos Rampantes” conseguiram uma surpreendente dobradinha, liderada por Sebastian Vettel (Ferrari), seguido de um Charles Leclerc (Ferrari) muito desiludido, com Max Verstappen (Red Bull) a fechar o pódio.
O alemão tetracampeão do mundo de Formula 1 venceu esta corrida com uma mistura de estar no sitio certo à hora certa, e uma estratégia muito vantajosa comparativamente à do colega de equipa. Com o ritmo extremamente lento do início da corrida, as estratégias das equipas eram uma incógnita. A Ferrari decidiu apertar o gatilho primeiro com Sebastian Vettel, que teve a sorte de apanhar uma estrada aberta à sua frente, o que fez com que Charles Leclerc, que ficou mais uma volta na pista, não fosse capaz de acompanhar o ritmo de Sebastian Vettel em pneus novos em folha. Quando Leclerc parou uma volta depois saiu atrás de Vettel, que controlou a corrida a partir da frente, como ele tanto gosta.
No meio de todas estas estratégias, os favoritos para vencer esta corrida tentaram arriscar, mas sem resultado, com Lewis Hamilton (Mercedes) a ter muita sorte de não cair para quinto, ficando-se por quarto, após a equipa não permitir que Valteri Bottas (Mercedes) conseguisse a ultrapassagem nas boxes, parece que Bottas 2.0 que vimos no início da temporada finalmente desapareceu por completo, ficando apenas o “wingman”.

Fonte: Formula 1
Daí para a frente a corrida foi controlada por Vettel muito facilmente, com Leclerc a não ter argumentos ou pneus para reverter o resultado estratégico.
Apesar de a corrida acalmar na frente, no pelotão era cada um por si, sendo uma corrida de drama do início ao fim para os pilotos da “Formula 1.5”. Nico Hulkenberg (Renault) bateu em Carlos Sainz (Mclaren), Romain Grosjean (Haas) a ter mais um acidente, desta vez a colocar George Russel (Williams) na parede, e Daniil Kvyat (Toro Rosso) a ser agressivo demais, eliminando Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) da corrida. Todo este caos criou três Safety Cars, sendo que Bernd Mayländer (Piloto do Safety Car) já conhece muito bem esta pista, tendo em conta a quantidade de vezes que é chamado para liderar os pilotos.
A fechar o top seis temos Alexander Albon (Red Bull), que não fez uma corrida espectacular, mas sempre colado a Valteri Bottas e acompanhar o ritmo dos homens da frente. Com o título de “melhor dos restantes” ficou Lando Norris (Mclaren), que passou ao lado de toda a confusão atrás de si, com mais uma sólida performance e mais uma boa dose de pontos para a Mclaren confirmar o quarto lugar no campeonato.
Pierre Gasly (Toro Rosso) renasceu desde que voltou à Toro Rosso e teve mais uma performance muito sólida, para ficar na oitava posição. A fechar o top 10 temos Nico Hulkenberg (Renault) que teve uma corrida com vários incidentes, mas acaba em nono e Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo), que chegou a liderar a corrida, em décimo.

Fonte: Formula 1
E com esta vitória de Vettel temos o maior número de vitórias seguidas da Ferrari desde 2008, já vão três no bolso, e tendo em conta que as atualizações que foram feitas no carro o tornaram competitivo numa área onde sentia mais dificuldades, deixa a pensar se a parte final da época não vai ser caracterizada por um domínio da Ferrari.
Talvez não chegue a domínio, mas, pelo menos, será muito mais equilibrado, e com esta vitória, que deixou Sebastian Vettel em lágrimas, pode ser que o alemão volte a descobrir a sua forma antiga. Charles Leclerc não ficou nada satisfeito com a decisão estratégica da equipa, o que é normal, após conseguir a pole position e liderar uma boa parte da corrida, mas a decisão acabou por ser muito benéfica para a equipa, que colecionou uma rara dobradinha nesta era híbrida.
Tudo indica que vai ser um final de ano extremamente competitivo, agora que a Ferrari apresentou um carro capaz de competir com a Mercedes em todas as áreas, só é pena que não tenha descoberto isso antes de Março…

O PILOTO DO DIA

Fonte: Formula 1
Sebastian Vettel – Houve vários pilotos do pelotão que mereciam destaque, mas o alemão, apesar de muito ajudado pela estratégia, não cometeu nem um erro durante a corrida toda. Após erro atrás de erro, de estar a ser dominado pelo seu colega de equipa nas últimas corridas, todos sentíamos após o GP de Itália que isto era o começo do fim, mas olhem quem voltou a sorrir atrás da viseira do capacete? Apesar de toda a pressão, provou que consegue lidar com ela, e fez uma corrida impecável, agora é canalizar isto para o resto da época, tentar acabar 2019 em grande, para começar 2020 em grande.











