A CORRIDA: UM QUASE DOMÍNIO DA JAGUAR NA E-PRIX DE NOVA IORQUE

Na segunda corrida de E-Prix de Nova Iorque, Sam Bird (Jaguar) foi o vencedor, com uma boa distância dos rivais. O homem da Virgin, Nick Cassidy, desta feita não deixou fugir o pódio, com o campeão em título António Félix da Costa (DS Techeetah) ficou no último degrau em terceiro, com ambos a aproveitar os problemas mecânicos de Mitch Evans (Jaguar) no final da corrida.

Após garantir os dois primeiros lugares da grelha na qualificação os homens da Jaguar confirmaram a velocidade prometida durante a corrida. Tirando as eventuais batalhas com Nick Cassidy, que os seguiu sempre de perto, a dupla britânica teve a corrida sob controlo.

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Mais atrás, António Félix da Costa teve de batalhar ao longo de toda a corrida com os Porsches de Andre Lotterer e de Pascal Wehrlein, após qualificar-se em sétimo. Contudo, uma boa estratégia da parte da DS, permitiu ultrapassar uma Porsche demasiado reticente em utilizar ordens de equipa para favorecer o resultado coletivo.

O piloto português, por outro lado, era o foco principal da DS, após Jean Éric Vergne não arrancar, devido a problemas no seu monolugar durante a volta de instalação. Já os homens da Porsche, terminaram em quarto (Wehrlein) e quinto (Lotterer), um dos resultados mais consistentes da equipa alemã.

Alexander Sims e o seu Mahindra ainda fizeram o que podiam para acompanhar os homens da frente, tendo a certo ponto batalhado com Félix da Costa, no entanto, o ritmo foi caindo, e o piloto britânico acabou por liderar um segundo pelotão.

Na sétima posição terminou Norman Nato, que após começar em 10.º e executar uma corrida com “peças a mais” no seu Venturi, conseguiu chegar ao sétimo lugar. Contudo, próximo de si, está um dos homens que realizou uma excelente corrida, em Robin Frinjs. O homem da Virgin começou em 21.º lugar, e confirmou a velocidade do carro, ao chegar aos pontos, na oitava posição.

O holandês era perseguido na linha final por Alex Lynn da Mahindra em nono, e pelo vencedor da corrida de sábado, Max Guenther (BMW) que mostrou mais uma vez ser rapidíssimo no circuito nova-iorquino, ao chegar ao último lugar dos pontos após começar na 23.ª posição do E-Prix.

Um dos homens de destaque de fora do Top 10, teria de ser Mitch Evans, que a par de Sam Bird, realizou uma corrida notável, que prometia dobradinha da Jaguar. No entanto, nas últimas voltas, começou a notar-se um problema com a suspensão do monolugar, que na última volta, se desfez por completo, e na reta da meta, numa tentativa desesperada de arrastar o carro para os pontos, o britânico apenas conseguiu um desapontante 13.º lugar na linha, com uma suspensão completamente destruída.

Nas contas do campeonato E-Prix, continua tudo em aberto, com destaque para a liderança de Sam Bird, que aproveita as duas más corridas de Mortara, e o segundo lugar do campeão em título, António Félix da Costa, que se encontra agora a apenas cinco pontos da liderança.

No entanto, nada está garantido, neste momento, apenas 22 pontos dividem o primeiro lugar do campeonato e o 11.º. Este tipo de margem pontual pode ser destruída facilmente em apenas duas corridas.

Do lado dos construtores, a luta é a três, com cinco pontos a separar a primeira classificada Virgin (146), segunda DS Techeetah (144) e Jaguar (141). Ambos campeonatos prometem ficar em aberto até à última corrida, e honestamente, não há nada mais Fórmula E do que isso.

PILOTO DO DIA:

E-Prix Nova Iorque
Fonte: Fórmula E

António Félix da Costa – Durante grande parte da prova não pareceu que António Félix da Costa fosse capaz de se desembaraçar dos Porsche, no entanto, o campeão em título foi além disso, e juntou-se à luta pelos lugares cimeiros.

Aproveitou os problemas de Mitch Evans para subir ao pódio, e nas últimas voltas, pressionou ao máximo o rookie Nick Cassidy, que se defendeu de forma notável. Mais uma boa corrida do português, que “do nada”, volta a estar na linha da frente da luta pelo campeonato, a apenas cinco pontos da liderança.

DESILUSÃO DO DIA:

Mercedes-EQ Formula E Team – A Mercedes não gostou da visita às Américas, e muito menos da “Grande Maçã”. Tanto Nyck de Vries como Stoffel Vandoorne não conseguiram extrair nada de performance dos monolugares.

Nem um ponto em ambas as corridas, e apenas oito como equipa nas duas anteriores. Para aquela que pareceu a equipa mais forte na primeira metade do campeonato, esta abrupta queda de forma levanta muitos pontos de interrogação.

 

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