Horácio Franco, a morte de uma referência

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Cabeçalho modalidadesHoje de manhã, andava pelo Facebook quando uma notícia me chamou a atenção. Primeiro não acreditei, mas era mesmo verdade: tinha morrido o Horácio Franco.

Para os mais distraídos, Horácio Franco foi um piloto de ralis de São Miguel, nos Açores, local onde foi campeão regional por oito vezes, e ainda uma vez campeão nacional de produção, em 2002. Talvez uma das grandes referências dos ralis portugueses.

Lembro-me de muito novo ir ver ralis em São Miguel, onde ele era um dos grande animadores. Se a prova fazia parte do regional, as suas lutas com Gustavo Louro eram fantásticas; se se tratava do Rali dos Açores – ou a Volta à Ilha, como chamava – o seu sonho e objetivo de a vencer enquanto piloto (ganhou por duas vezes como co-piloto) duraram até à sua última participação, era um sonho difícil mas que por várias vezes ficou perto de acontecer.

Franco durante a sua participação na Alemanha em 2013 Fonte: TAC
Franco durante a sua participação na Alemanha em 2013
Fonte: TAC

Não era um ídolo, nem perto disto, mas era uma das referências que tinha e uma das pessoas que me fez gostar de ralis, e quem diz a mim diz a muitas outras pessoas, numa região em que se os ralis não são o desporto rei, andam muito perto. Como micaelense, claro que preferia que ganhasse ao Gustavo Louro – piloto da Terceira que não deu tudo o que podia ao desporto automóvel, infelizmente -, mas apenas por dois anos o conseguiu (2000 e 2001). A sua temporada de 2003 foi uma das mais desafiantes, visto ter feito três provas do WRC, três provas em que levou longe o nome de Portugal e dos Açores, com boas presenças para quem se estreava naquelas andanças.

Competiu até 2008, mas foi em 2006 que fez o seu último regional de ralis. Foi um exemplo e uma referência para todos os pilotos açorianos e gosto de pensar que não só.

Foto de capa: Eduardo Resendes/Açoriano Oriental

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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