Última horaCristian Ferreira após FC Porto x Académico de Viseu: «Saímos tristes porque o jogo se desenrolou de uma forma que não esperávamos»
Publicidade

Horácio Franco, a morte de uma referência

Rodrigo Fernandes · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesHoje de manhã, andava pelo Facebook quando uma notícia me chamou a atenção. Primeiro não acreditei, mas era mesmo verdade: tinha morrido o Horácio Franco.

Para os mais distraídos, Horácio Franco foi um piloto de ralis de São Miguel, nos Açores, local onde foi campeão regional por oito vezes, e ainda uma vez campeão nacional de produção, em 2002. Talvez uma das grandes referências dos ralis portugueses.

Lembro-me de muito novo ir ver ralis em São Miguel, onde ele era um dos grande animadores. Se a prova fazia parte do regional, as suas lutas com Gustavo Louro eram fantásticas; se se tratava do Rali dos Açores – ou a Volta à Ilha, como chamava – o seu sonho e objetivo de a vencer enquanto piloto (ganhou por duas vezes como co-piloto) duraram até à sua última participação, era um sonho difícil mas que por várias vezes ficou perto de acontecer.

Franco durante a sua participação na Alemanha em 2013 Fonte: TAC
Franco durante a sua participação na Alemanha em 2013
Fonte: TAC

Não era um ídolo, nem perto disto, mas era uma das referências que tinha e uma das pessoas que me fez gostar de ralis, e quem diz a mim diz a muitas outras pessoas, numa região em que se os ralis não são o desporto rei, andam muito perto. Como micaelense, claro que preferia que ganhasse ao Gustavo Louro – piloto da Terceira que não deu tudo o que podia ao desporto automóvel, infelizmente -, mas apenas por dois anos o conseguiu (2000 e 2001). A sua temporada de 2003 foi uma das mais desafiantes, visto ter feito três provas do WRC, três provas em que levou longe o nome de Portugal e dos Açores, com boas presenças para quem se estreava naquelas andanças.

Competiu até 2008, mas foi em 2006 que fez o seu último regional de ralis. Foi um exemplo e uma referência para todos os pilotos açorianos e gosto de pensar que não só.

Foto de capa: Eduardo Resendes/Açoriano Oriental

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Enquanto houver estrada para andar Rui Borges vai continuar | Sporting 2-1 Marítimo

Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.