Latvala e Toyota: a junção perfeita?

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Cabeçalho modalidadesJari-Matti Latvala foi o grande vencedor do Rali da Suécia, na que foi a primeira vitória da Toyota desde 1999, quando Didier Auriol venceu o Rali da China.

Latvala esteve sempre nos lugares cimeiros da prova e ontem, quando Thierry Neuville desistiu, aproveitou a porta aberta para um triunfo que mostra o bom início do finlandês e da marca nipónica neste seu regresso ao WRC. O piloto do Yaris ganhou seis especiais, incluindo a Power Stage, pelo que fez os 30 pontos em disputa, o máximo que se consegue ganhar, e, desta forma, lidera agora o Mundial de Ralis com 48 pontos, mais quatro que Sébastien Ogier.

Assumo que Latvala está a surpreender-me pela positiva. Quem leu o meu artigo de antevisão talvez se lembre que disse que Juho Hänninen ia ser melhor que Latvala na Toyota; sabia que esta era uma aposta muito arriscada, mas não esperava estar a ver o que se passa neste momento, ou seja, um líder do WRC e o outro com apenas três pontos, depois de duas desistências.

Neuville é para já o piloto com mais azar do WRC, por duas vezes ia em primeiro e por duas vezes desiste na última especial de sábado. O belga da Hyundai teve um acidente em Karlstad – a super especial espetáculo da prova – e cumpriu o que se diz destes especiais, “não se ganham ralis, mas perdem-se”. Bastou um momento de desconcentração, que levou a um toque, e lá se foi uma provável vitória.

Ott Tanak é outro piloto que me está a surpreender, o estónio da M-Sport é bom piloto, sem sombra de dúvidas, mas dois pódios em duas provas é uma estreia de sonho em 2017. Tanak é um piloto já com experiência e, aos 29 anos, parece que vai lutar pelos lugares principais do WRC. A primeira vitória deve estar para breve, depois de já o ano passado ter ameaçado conseguir.

Neuville tem voado, mas ainda não venceu Fonte: WRC
Neuville tem voado, mas ainda não venceu
Fonte: WRC

O seu colega de equipa fechou o pódio, mas o principal destaque vai para Ogier, para o facto de, pela primeira vez desde o Rali de Espanha 2012, não ter ganho qualquer especial. Na altura, o francês já era piloto da Volkswagen mas ainda corria com o Skoda Fabia S2000. Aliás, Ogier ainda só ganhou três especiais em 2017, algo raro, mas que pouco quer dizer, afinal, quem ganhou mais especiais em 2017 (Neuville) ainda não terminou nenhum rali, ou melhor, não terminou nenhum rali sem desistir primeiro.

O Rali da Suécia trouxe uma coisa no mínimo caricata: a especial 12, Knon 2, foi cancelada por ser muito rápida; ou seja, aumentou-se a velocidade dos carros para serem mais espetaculares, mas depois cancela-se especiais por estas serem muito rápidas… A FIA tem de explicar melhor o que quer, se não corre-se o risco de isto voltar a acontecer no futuro.

O destaque negativo tem de ir para a Citroen, mais um rali totalmente afastados da luta da liderança, Kris Meeke continua desastroso, Stéphane Lefebvre abaixo das expectativas e Craig Breen a ser o melhor ao repetir o quinto lugar de Monte Carlo.

Dia 9 de março, o WRC volta às estradas, desta vez no México, no primeiro rali de terra da temporada. Tendo em conta o que se viu até agora, vou arriscar da seguinte forma: Latvala vence, Neuville faz segundo e Ogier fecha o pódio, com Tanak a dar muita luta na procura do pódio.

Foto de capa: Toyota

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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