Testes concluídos… e agora? | MotoGP

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No passado domingo, concluíram-se dois dias de testes oficiais da MotoGP, com todos os pilotos oficiais a entrarem na pista do Autódromo Internacional do Algarve, para preparar mais uma temporada. É precisamente aqui, que se dará início ao campeonato do mundo com o Grande Prémio de Portugal, onde Miguel Oliveira, a correr em casa, levará consigo a esperança de toda uma nação, em ver um português sagrar-se Campeão do Mundo de MotoGP.

Nos dois dias de testes, todas as equipas apresentaram novidades nos seus pacotes aerodinâmicos, algumas apresentaram mesmo chassis novos, sempre com o objetivo de descobrirem aquela vantagem competitiva que as ajudará a conquistar o título.

DIA 1

Os destaques do primeiro dia vão para o desempenho excecional das Ducati oficial e das suas equipas satélite, somente a Aprilia, com o 3º lugar de Viñales, o 5º e 6º lugares de Raul Fernandez e Miguel Oliveira, e o 12º de Aleix Espargaro, conseguiu se intrometer neste enorme domínio da construtora italiana, que só viu Enea Bastianini e Michele Pirro ficarem abaixo do 13º lugar de Johann Zarco.

É evidente a diferença das motos de 2022 para as de 2023, com um chassis e uma carenagem mais magra, todas as equipas apostam na colocação de asas na frente ou na traseira da moto, para conseguirem alterações aerodinâmicas importantes para o ótimo funcionamento das suas motos.

Enea Bastianini teve problemas técnicos com a sua moto, tendo mesmo caído durante a sessão, mas sem qualquer lesão a registar. Fabio DiGiannantonio sofreu uma queda aparatosa que o obrigou a um “check-up” no hospital e o retirou do segundo dia de testes. Jorge Martin utilizou um chassis diferente que fazia parte de um teste planeado pela Ducati. Aleix Espargaro também caiu e ressentiu-se da lesão contraída no GP da Grã-Bretanha. A Yamaha experimentou dois chassis diferentes com Franco Morbidelli. Marc Marquez e Joan Mir testaram um chassis novo e realizaram um grande número de voltas que serão importantes para a captação de dados e melhoria de performance da moto. Por fim, na KTM foi testado um motor novo.

DIA 2

No segundo dia, a Ducati manteve o bom andamento demonstrado, tanto pela sua equipa principal, como pelas suas equipas satélite, o maior destaque vai para a melhoria de ritmo demonstrada por Fabio Quartararo e Brad Binder.

Com alguns pilotos a efetuarem uma simulação de corrida “sprint”, as equipas já tiveram um vislumbre da novidade introduzida para este ano. A ascensão de Fabio Quartararo dá esperanças à equipa japonesa, no entanto, as fracas performances por parte de Franco Morbidelli, são preocupantes para as aspirações da Yamaha no que diz respeito ao campeonato de equipas. O campeonato de construtores e de equipas deverá permanecer uma miragem para as restantes equipas do “paddock” com todas as equipas da Ducati a mostrarem-se com um ritmo muito forte, destacando-se, como seria de esperar, a equipa principal.

O ano de 2023 adivinha-se um ano de novo domínio da Ducati, a Yamaha não mostra grandes sinais de melhoria, com a Aprilia a assumir o seu lugar na luta com a Ducati, a Honda não aparenta ter capacidade para lutar com as restantes equipas. Nesta altura, a repetição da conquista do “Triple Crown” por parte da Ducati é cada vez mais provável.

João Magalhães
João Magalhães
Desde pequeno a seguir Futebol, Fórmula 1 e MotoGP, apaixonado pelo desporto, com Licenciatura em Gestão do Desporto e com o grau um de Treinador de Futebol. Ambicioso, lutador e sempre com vontade de saber mais, espera tornar o desporto mais simples e ainda mais interessante para os seus leitores.

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