Testes de MotoGP: Quem começou melhor o ano?

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Depois de dois meses de pausa, os pilotos da categoria rainha de MotoGP regressaram às pistas. Os primeiros testes do ano tiveram lugar em Sepang, na Malásia, nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro.

Logo no primeiro dia, a curiosidade aguçava-se para ver o campeão do mundo, Marc Marquez (Repsol Honda Team), regressar às pistas depois de uma operação ao ombro, no final do ano passado. O piloto espanhol fez um duro trabalho de reabilitação após a cirurgia para poder estar presente nestes primeiros testes.

Marc Marquez deixou todos, uma vez mais, de queixo caído. Terminou o primeiro dia em primeiro lugar e foi um dos três pilotos que conseguiram baixar da marca dos dois minutos por volta. O atual campeão mundial terminou cedo para recuperar de todo o esforço. No dia seguinte, conseguiu o quinto melhor tempo e último desceu ao 11º posto, deixando a pista quatro horas antes do final da sessão. O espanhol diz ter conseguido sensações muito positivas, apesar de não se encontrar ainda a 100%.

Marc Marquez está de volta às pistas depois de uma operação ao ombro
Fonte: MotoGP

Destaque ainda para a ausência do novo companheiro de equipa de Marquez, Jorge Lorenzo. A ausência do piloto deve-se a uma fratura no braço, que não lhe permitiu testar com a sua nova mota. Espera-se que Lorenzo regresse para os testes no final do mês, no Qatar. 

Quem também regressou às pistas, desta feita devido a uma lesão no tornozelo, foi Cal Cruchlow. O britânico da LCR Honda ainda está em recuperação, mas conseguiu um início sólido com o 14º melhor tempo. Crutchlow foi melhorando os seus tempos ao longo dos três dias, apesar de ainda não se sentir totalmente confortável em cima da mota. No segundo dia, atingiu o quinto melhor tempo, baixando da marca dos dois minutos. No último dia, conseguiu baixar da marca dos 1.59 minutos e terminou no sexto lugar. O britânico está satisfeito com a sua prestação durante estes três dias, mas assume que poderá ter de alterar os seus objetivos para a próxima temporada devido à lesão.

Outra das grandes surpresas do primeiro dia de testes do ano foi Alex Rins (Suzuki Ecstar), que estabeleceu o segundo melhor tempo, abaixo da marca dos dois minutos. No segundo dia, melhorou o seu tempo por volta e manteve-se em segundo. No último dia, apesar de ter terminado em 12º lugar, melhorou o seu tempo. O espanhol apresentou-se em grande forma, fazendo prever ainda melhores resultados na temporada que se aproxima. O colega de equipa de Rins, o estreante Joan Mir, apesar de ter ficado mais para baixo na tabela dos tempos, como seria de esperar, também saiu satisfeito com a sua prestação. O jovem piloto espanhol conseguiu bons tempos, à semelhança dos outros rookies.

Mais importante do que conseguir boas marcas é mostrar melhorias nos tempos ao longo dos dias. Todos os estreantes conseguiram fazê-lo. Fabio Quartararo (Petronas Yamaha), à semelhança de Mir, teve três dias de testes bastante positivos e consistentes, apesar de um pouco abaixo dos adversários, como se fazia prever.

O português Miguel Oliveira não foi exceção, tendo conseguido melhoras significativas desde os últimos testes do ano passado, em Valência e Jerez. Oliveira conseguiu também melhorar ao longo dos dias e terminar a escassos 0.3 segundos da melhor KTM em pista, desta feita de Johan Zarco, que caminha para o seu terceiro ano na categoria rainha. O piloto de Almada terminou o último dia de testes a 1.7 minutos do melhor tempo, apontado por Danilo Petrucci. O piloto italiano da equipa oficial da Ducati conseguiu, para além do melhor tempo no último dia de testes, bater o record do circuito por quase seis décimos de segundo. A marca pertencia antes a Jorge Lorenzo.

Ana Rita Nunes
Ana Rita Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Acompanhante assídua de MotoGP e fã incondicional do piloto Miguel Oliveira. A paixão pelo desporto motorizado começou aos 16 anos no meu primeiro trabalho, no mundial de Superbikes, no Autódromo Internacional do Algarve. Foram apenas 3 dias mas foi o suficiente para deixar o fascínio pelo mundo das duas rodas.                                                                                                                                                 A Ana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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