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A ANTEVISÃO: YAMAHA VOLTA A ESTAR NA FRENTE, MAS DUCATI ESPREITA ALGO EM JEREZ

O circuito de Jerez, em Espanha, não abria desta vez o campeonato, mas era o terceiro na temporada a receber o mundial de MotoGP. Fabio Quartararo tinha dominado em 2020, mas esperava-se mais alguma competição nesta temporada. Sem esquecer que foi nesta pista que Marc Marquez perdeu a época transata devido a uma queda.

Na sexta-feira, as KTM de fábrica estiveram muito bem – algo estranho de se ver ultimamente, exceto no GP de Portugal. Brad Binder foi primeiro no FP1 e Miguel Oliveira ficou em sétimo lugar nas duas sessões de treinos livres desse dia. Apesar do domínio laranja na primeira sessão, Francesco Bagnaia (Ducati) foi dominador no FP2 seguido por Fabio Quartararo (Yamaha) e Aleix Espargaró (Aprilia Esponsorama).

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A manhã de sábado em Jerez não trouxe boas notícias às KTM de fábrica que tinham estado tão bem na sexta. Brad Binder e Miguel Oliveira viram os seus tempos combinados levarem-nos para a Q1, juntamente com outros pilotos com pretensões a estar na Q2 (Marc Marquez e Franco Morbidelli, por exemplo). Takaaki Nakagami (LCR Honda) foi surpresa ao liderar o FP3, mas continuava Quartararo logo a seguir e depois Stefan Bradl.

Ainda de registar duas quedas aparatosas, que felizmente não ofereceram qualquer mazela aos pilotos. Na curva 7, Marc Marquez (Repsol Honda) teve uma queda muito grave. Por precaução, o espanhol foi avaliado no hospital e considerado “apto” para competir naquilo que resta deste Grande Prémio. Binder também não teve uma queda muito bonita durante a manhã.

A quarta sessão de treinos livres mostrava um domínio por parte da Yamaha de fábrica com Fabio Quartararo a ficar na liderança, mas a vir logo de seguida o colega de equipa Maverick Viñales. Alex Rins (Suzuki) a ficar com o último lugar do pódio no FP4. Contudo, nova queda para um dos piloto da Repsol Honda e desta vez para Pol Espargaró. O número 44 teve uma queda muito semelhante à de Marquez e na mesma curva. Dia horrível para a equipa que viria a ter mais uma prestação complicada na Q1, depois de ficarem fora dos dois primeiros lugares.

Já se sabia que íamos ter uma primeira qualificação muito intensa e depois de muitos terem passado pelos dois lugares da frente. Quem ficou com os bilhetes para a Q2 foram Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR) e Brad Binder.

Miguel Oliveira e por muito pouco não ficou à frente do colega de equipa, mas a sua volta acabou por ser anulada por ter ultrapassado os limites da pista. Acredito que uma saída de lugares mais atrás pode ser um estimulo tanto para a corrida do piloto português como para o resto da temporada.

Entrávamos na zona decisiva para saber quem ficaria com a pole position e não houve assim grandes novidades. Jack Miller (Ducati) começou a aproveitar muito bem a linha que o colega de equipa, Francesco Bagnaia, ia trançando à sua frente e conseguiu ficar na terceira posição de forma muito inteligente. Subindo no top três foi o segundo lugar para Franco Morbidelli, que esteve incrível nestas duas sessões de qualificação, e Fabio Quartararo ficou com o primeiro lugar.

Em suma, poucas surpresas naquilo que foi esta qualificação, mas acredito que neste GP de Espanha as duas Ducati vão fazer muita pressão às duas Yamaha que vão partir na primeira linha do grid. Fabio Quartararo vai ter aqui, muito provavelmente, o grande teste da temporada, pois, no GP de Portugal não teve a pressão de início ao fim, apenas a de Alex Rins. Vai ser um Grande Prémio muito interessante de se acompanhar.

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