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A ANTEVISÃO: «BAGNAIA, AS BANDEIRAS AMARELAS SÃO PARA SE RESPEITAR», DISSE QUARTARARO

Muitas vezes se diz que «é com certeza uma casa portuguesa!» e este Autódromo do Algarve não falhava à regra. Pena, não também conseguir estar cheio de adeptos nas bancadas, fossem eles portugueses (para combinar com a canção) ou não. Enfim, lamentações à parte o GP de Portugal estava de volta e, depois da grande aceitação de equipas e pilotos na temporada passada de MotoGP, a roller coaster do “Portimau” (à bela tradução inglesa) estava de volta.

Ainda assim, não era o único regresso ao mundial, pois, ele… sim, ele! Marc Marquez (Repsol Honda) estava de volta para mostrar que é um sério candidato a surpreender se ninguém não se mostrar competente o suficiente para segurar o seu lugar na classificação. Apesar de a imprevisibilidade que o mundial teve, é sempre bom voltar a ver um piloto que já tanto fez. Surpreendidos com o seu regresso? A classificação não tanto, porque logo na FP1 ficou em 3.º lugar, só atrás de Alex Rins (Suzuki) e Maverick Viñales (Yamaha).

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Com todos os recordes de pista pertencentes a Miguel Oliveira (sim, quem mais, não é?), a luta para se descobrir quem ficaria diretamente qualificado para o Q2 foi intensa. O piloto português foi em 9.º e guardava já essa presença. Além disso, os pilotos que ficaram para discutir dois lugares na Q1 mostravam que podíamos ter já alguns minutos de emoção, pois havia Joan Mir (Suzuki) e a dupla da Repsol Honda, Marc Marquez e Pol Espargaró.

Depois de uma boa performance no Qatar, o rookie Jorge Martin teve uma queda aparatosa que o retirou do Grande Prémio de Portugal. As quedas não ficaram por aqui, pois, também na FP3 Alex Marquez também caiu à entrada da curva três. Contudo, o piloto da LCR Honda regressou para o pit lane. O sábado não foi de todo um dia muito animado nas pistas do Algarve. Sábado era mesmo o dia das quedas, porque, nos FP4, Luca Marini (SKY VR46 Avintia) e também Pol Espargaró (Repsol Honda) acabaram por cair, mas, felizmente, sem qualquer tipo de mazelas físicas.

O FP4 mostrou um Fabio Quartararo (Yamaha) a voar com Miguel Oliveira na segunda posição a querer renovar a pole position em Portugal. Os grandes tempos levaram-nos até à Q1. Depois de um “picanço” muito interessante entre Marc Marquez e Joan Mir, os dois pilotos espanhóis passaram com distinção para a Q2. O mais novo Marquez (Alex) esteve perto dos dois campeões mundiais e também à frente de Pol Espargaró.

A Q2 voltava com muitas voltas rápidas e também com mais quedas: uma de Johann Zarco e de Miguel Oliveira. A Yamaha de Quartararo ia voando em Portimão, mas o único que ousou desafiar foi Pecco Bagnaia, mas a primeira vez a sua volta foi anulada devido às bandeiras amarelas da queda de Zarco. O italiano da Ducati penso: «ai é? então vou fazer outra!». E fez. Novo recorde de qualificação – com um 1:38.494 -, contudo, foi novamente cancelada a volta rápida por causa das bandeiras amarelas, após a queda de Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory).

Com as duas voltas canceladas de Bagnaia, Fabio Quartararo ficou com a pole position e seguido por Alex Rins (Suzuki) e também por Johann Zarco (Pramac Racing). Depois do Qatar, o francês da Yamaha continua um foguete incrível, mas é preciso ter muita atenção para este GP de Portugal, principalmente, por uma questão de gestão dos pneus e devido ao facto de a pista ser perigosa, caso não exista um à vontade necessário para liderar desde início.

Será uma corrida interessante de se acompanhar e esperamos que Miguel Oliveira tenha oportunidade de subir várias posições logo nas primeiras curvas. Acreditando seriamente que vamos ter muitas surpresas naquilo que diz respeito à classificação final e àquela que temos agora disponível devido à qualificação.

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