Gentlemen, start your engines!

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Cabeçalho modalidadesE agora sim, começaram as corridas. Depois da chuva ter cancelado ontem as sessões de qualificação do Grande Prémio do Qatar, fazendo com que as grelhas de partida de todas as categorias tenham sido definidas pelo tempo combinado das três sessões dos treinos livres realizadas, Miguel Oliveira ficou com o quinto lugar em Moto2. A sair da pole position ficam Maverick Viñales, em MotoGP, Franco Morbidelli, em Moto2, e Jorge Martín, em Moto3.

Iniciando pelo Moto2, o português, no final da primeira volta, devido a um mau arranque, passou a rodar no sétimo lugar e teve de ir em busca do prejuízo. Ao longo das sessões de treinos livres, Oliveira rodou sempre bastante rápido e a aposta seria mesmo ficar entre os cinco primeiros. De relembrar que, apesar de ser o seu segundo ano no mundial de Moto2, é uma nova equipa.

À terceira volta, Oliveira sobe à sexta posição, ultrapassando o seu antigo companheiro de equipa, Danny Kent.
Após mais duas voltas, voltou ao lugar em que saiu da grelha, ultrapassou Xavi Vierge e ficou em quinto lugar até à décima volta, que foi quando passou por Alex Márquez (irmão de Marc Marquez) e subiu ao quarto lugar, atrás de Takaaki Nakagami.
Nesta altura, Franco Morbidelli liderava a corrida desde o início, Thomas Luthi era o segundo e Takaaki Nakagami o terceiro, e assim se manteve até ao final, apesar de na última volta o português ter tentado um ataque final para chegar ao ultimo lugar do pódio, mas a experiência do japonês acabou por levar a melhor.
Contudo, é o melhor resultado de sempre do português em Moto2, e agoira uma grande época para o Miguel Oliveira.

#44 Miguel Oliveira

 Fonte: KTM
#44 Miguel Oliveira


Fonte: KTM

Já no MotoGp, e após os resultados combinados terem dado o pódio a Viñales (Yamaha), Iannone (Suzuki) e Marquez (Honda), a chuva voltou a ameaçar estragar a festa. 
O arranque da corrida ficou adiado para as 19h30, mas quando as motos voltaram à pista, teve de ser adiada novamente. A pista ainda não estava suficientemente seca, nem muito molhada para pneus de chuva. Retiraram uma volta, e passaram a existir duas voltas de reconhecimento. No entanto, existia o aviso, poderia ser cancelada a qualquer momento.

Começo de corrida tremendo de Zarco, que mostrou realmente o porquê de ter sido o campeão de Moto2 do ano passado, Marc Marquez vinha logo atrás e Dovizioso acabava o pódio. A 15 voltas do fim, Dovizioso passa Marquez, Crutchlow tem um segundo despiste e foi o abandono. Na volta seguinte, um pequeno erro foi o suficiente para que o sonho de Zarco acabasse por culpa de uma queda. Dovizioso era o líder.
 A meio da corrida era este o cenário: 1º Dovizioso; 2º Márquez; 3º Iannone; 4º Viñales; 5º Rossi; 6º Pedrosa; 7º Redding; 8º Miller; 9º A. Espargaró; 10º Lorenzo.
 E nessa mesma volta, a queda do piloto da Suzuki, Iannone, quando tentava subir para segundo. Deu para perceber que Marc Marquez não estava muito confiante, e aos poucos e poucos as Yamaha’s iam ganhando terreno. E a oito voltas do fim, Viñales primeiro e Rossi a seguir, passam o campeão do mundo e vão atrás do líder. 
Não durou muito, na volta seguinte a liderança foi alterada, Dovizioso foi ultrapassado pelo novo piloto da Yamaha.

#25 Maverick Viñales Fonte: MotoGP
#25 Maverick Viñales
Fonte: MotoGP

A cinco voltas do fim, Viñales continuava em primeiro, a conseguir segurar os ataques na recta da meta de Dovizioso e a sua Ducati, e as voltas rápidas de Rossi. Nesta altura, Marquez perdia o contacto com o pódio, mas quando já ninguém acreditava naquele pneu traseiro da Ducati, eis que Dovizioso volta ao ataque. No entanto, acabou por não ser suficiente, Viñales, na última volta, acaba por fazer uma volta muito rápida, e acabou por conseguir a vitória, sendo mesmo o segundo mais novo a conseguir vencer com duas marcas diferentes, e a mostrar que a Yamaha não ficou nada a perder com a troca com Lorenzo, que acabou em 11º. 



Apesar de tudo, acabou por ser uma corrida com bastante emoção a abrir o campeonato do mundo. Acredito que, mesmo assim, tenha sabido a pouco para os verdadeiros adeptos, mas cada vez mais no desporto em geral, se prefere o dinheiro ao invés de agradar ao publico (que neste caso foi quase nulo).

Para finalizar em Moto3, Joan Mir (Leopard Racing) foi o grande vencedor ficando à frente de John Mcphee (British Talent). Acredito que no próximo Grande Prémio na Argentina (dia 09 de Abril), vamos ter outros vencedores porque existem muitos pilotos a querer mostrar o que valem.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Hugo Santos
Hugo Santoshttp://www.bolanarede.pt
Futebol por amor, motociclismo por paixão. Toda uma vida a acompanhar ambos, sempre a ansiar a luz verde.                                                                                                                                                 O Hugo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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