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GP Dell’Emilia Romagna: A redenção de Maverick Viñales

João Pedro Barbosa · 4 min

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A CORRIDA: ORA CAI UM E A SEGUIR CAI OUTRO. DEPOIS CAI OUTRO QUE SÓ UM É POUCO

Se isto fosse um daqueles jogos de Taken, havia aquela intro meio que a gritar “ROUND 2”. Porquê? Porque era dia de mais uma corrida em São Marino, Itália, e tínhamos mais uma vez Maverick Viñales (Yamaha) na pole. Porém, já sabemos como acabou a brincadeira a semana passada e aposto que havia fantasmas a passar pela cabeça do espanhol.

O arranque do GP Dell’Emilia Romagna foi, à semelhança do último, péssimo para Vinãles e Jack Miller (Pramac Racing) chegou-se à frente nas primeiras curvas. Contudo, o número 12 não queria deixar fugir nova vitória de corrida e prontamente se meteu à frente do australiano.

As primeiras curvas foram de quedas constantes. Primeiro, foi Aleix Espargaró (Aprilia) a perder o controlo da sua moto e a levar consigo Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR), último vencedor de um GP. Depois, foi Valentino Rossi (Yamaha) a deixar escapar a frente da moto e a perder diversos lugares até que desistiu. Faltava Brad Binder (KTM Factory Racing) cair não uma, mas duas vezes!

Passadas todas as quedas, foi tempo de ver emoção lá na frente. Francesco Bagnaia (Pramac Racing) fez o que quis de Viñales e disse adeus de uma forma muito fácil ao espanhol. Uma vantagem que chegou perto de um segundo, não fosse também cair perto das últimas voltas finais. O italiano ia de forma isolada na frente e acabou por ter um problema na mota e parar à gravilha. Ainda assim, dar destaque ao que o piloto italiano estava a fazer durante o GP.

Com a queda de Bagnaia, Maverick Viñales disse “sim” à liderança e de lá não mais saiu. Era a redenção que se precisava para o espanhol, depois do desastre que tinha sido na semana passada. Foi à 10.ª vez a partir da pole que Viñales conseguiu ganhar finalmente uma corrida.

Contudo, aquilo que emocionava a corrida era a luta pelo 2.º, 3.º e 4.º lugares. Pol Espargaró vinha em 2.º, Fabio Quartararo em 3.º e Joan Mir em 4.º.

Adivinham como ficou? Não? Bem, Mir já tinha dado um ar de sua graça a semana passado ao ficar no pódio na última curva e agora, a três voltas do final, tirou mais um coelho da cartola. Passou ambos os pilotos à sua frente e terminou em 2.º. Quartararo demorou até passar Espargaró, mas quando passou acabou com uma penalização de três segundos… Óbvio que o italiano cedeu o lugar no pódio ao Espargaró, sendo o primeiro pódio da carreira.

Em 5.º lugar, terminou Miguel Oliveira (RedBull Tech3) numa corrida incrível. Partiu de 13.º e está a dar novamente mostras de que pode lutar com «os meninos lá de frente». Mas também dar o devido destaque a Iker Lecuona (RedBull Tech 3), que vinha perto de Miguel Oliveira, mas acabou por ter uma queda. Por fim, Alex Marquez (Honda) terminou em 7.º lugar e deu os primeiros pontos à Honda!

O campeonato fica ao rubro com Andrea Dovizioso (Ducati) ainda em 1.º, mas com uma pequena vantagem de um ponto para Quartararo e Viñales. De destacar, ali a bandeirinha portuguesa no 8.º lugar (!). Enfim, o que seria do campeonato agora se não em duas corridas não tivesse de abandonar…

O PILOTO DO DIA

Joan Mir – Tenho de tirar o chapéu ao piloto espanhol da Suzuki, pois já tinha feito das suas no último GP e agora sai mais uma. Partiu de 11.º lugar e acaba na 2.ª posição. É certo que muitos pilotos beneficiaram das quedas dos restantes, mas é assim que o Desporto Motorizado também se caracteriza. As últimas voltas no Circuito de Misano foram mais uma bela obra de arte. Vinha a mais de três segundos de distância e com dois movimentos incríveis meteu no bolso Quartararo e Espargaró.

Menção honrosa para Miguel Oliveira e Alex Marquez.

A DESILUSÃO DO DIA

Pramac Racing – Tantos que podiam estar aqui, mas escolhi a equipa que devia ter feito muito melhor. Jack Miller estava na 2.ª posição e teve de acabar por abandonar por, aparentemente, problemas de motor. Francesco Bagnaia esteve em 1.º lugar por diversas voltas, mas acabou por perder o controlo da sua moto e deitar por água abaixo todas as esperanças de uma vitória da Pramac. Um dia para esquecer.

João Pedro Barbosa

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