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A CORRIDA: A UM PASSO DE O MUNDIAL PASSAR DE ESPANHOL PARA ESPANHOL E DA HONDA PARA A SUZUKI

Viagem curta de Aragão até Valência, para que o circuito valenciano se tornasse representativo de todos os europeus e se corresse o GP da Europa. Antes mesmo da partida já se sabia de algumas condicionantes para a partida, visto que Maverick Viñales (Yamaha) partiria do pit lane e Brad Binder (KTM Factory) tinha destinado para sido uma long lap penalty.

Tirando o supramencionado, “lights out and away we go to rescaldo of BnR!”. A partida foi calma e sem grandes percalços nas primeiras curvas, não fossem Aleix Espargaró (Aprilia) e Fabio Quartararo (Petronas Yamaha STR) deixarem as suas motas e escaparem, ficando logo fora das contas para este GP da Europa. A verdade é que as Suzuki de Joan Mir e Alex Rins voltaram a encabeçar a corrida e de lá não mais saíram.

Pol Espargaró (KTM Factory) já nos habituou, esta temporada, a que «Pole» não passa só de uma miragem, pois na corrida a conversa é outra. As primeiras voltas mostraram as Suzuki a grande nível e na mesma curva (mas em voltas diferentes) o espanhol da KTM foi ultrapassado por Rins e por Mir. Dois erros valeram duas posições.

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De realçar também o facto de que houve muitas quedas e/ou problemas de motor. Valentino Rossi (Yamaha Factory), Aleix Espargaró, Tito Rabat (Esponsorama Racing) não terminaram por problemas na moto. Já, Cal Crutchlow (LCR Honda), Francesco Bagnaia (Pramac Racing) e Alex Marquez (Honda Factory) tiveram quedas um pouco mais graves e da gravilha não saíram mais as suas motos.

A corrida teve sempre controlada pelos homens da Suzuki com Rins a liderar na maior parte do GP. Contudo, Joan Mir vinha com tudo para ser primeiro na corrida e alargar a sua vantagem para os homens atrás de si, que iam deslizando como se a pista fosse de gelo. Rins errou e Mir aproveitou. Até ao final, não houve alteração nas primeiras cinco posições.

Uma corrida calma e as pretensões da Suzuki de voltar a ter um campeão do mundo e de ser campeã de construtores, já que a última vez que ambos os cenários coincidiram foi em 2000 com Kenny Roberts Jr, são cada vez mais reais. Joan Mir foi um justo vencedor pela calma que teve ao longo de 27 voltas e foi esperto quando ultrapassou o seu colega de equipa. O piloto espanhol tornou-se no NONO piloto diferente a vencer nesta temporada atípica, mas emocionante! O pódio ficou fechado com Alex Rins e Pol Espargaró.

Miguel Oliveira (Red Bull Tech3) foi 5.º lugar numa corrida onde partiu de 7.º e esteve grande parte do GP em 4.º. Contudo, Takaaki Nakagami (LCR Honda) estava num “dia sim” e acabou por roubar a posição importante para o piloto português.

O mundial está a um pequeno passo para Joan Mir, visto que abriu uma vantagem de 37 pontos para Fabio Quartararo e para Alex Rins. Miguel Oliveira ocupa um sólido 10.º lugar com 90 pontos, apenas menos dois do que Jack Miller (Pramac Racing), e com ainda dois grandes prémios por se correr (um deles o português) podemos ainda vê-lo numa posição mais alta. Veremos!

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