Cabeçalho modalidadesO mundial das duas rodas chega este fim-de-semana a Motegi, no Japão, para aquela que é a primeira das últimas quatro provas da temporada, e com o campeonato quase decidido. A matemática não engana e não precisamos de ser peritos em futurologia para prever o destino final do mundial: Marc Márquez vai em primeiro, e os seus oponentes directos não parecem ser capazes de contrariar o rumo dos acontecimentos

Marc Márquez chega ao circuito de Motegi depois de ter vencido o grande prémio de Aragón, onde nem Valentino Rossi nem Jorge Lorenzo tiveram ritmo para acompanhar o piloto espanhol da Honda Repsol que aumentou a vantagem para 52 pontos sobre o italiano e 66 pontos para Jorge Lorenzo.

Os mais distraídos podem questionar-se sobre a vantagem de Marc Márquez perante os seus opositores, já que as oito últimas corridas tiveram cada uma delas vencedores diferentes, mas a verdade é que o piloto da Honda Repsol tem sido bastante consistente durante todas as provas e tem-se mantido à margem das polémicas, enquanto Valentino Rossi e Jorge Lorenzo teimam em insultarem-se um ao outro.

O título de campeão mundial é o destino provável de Marc Márquez Fonte:  Marc Márquez
O título de campeão mundial é o destino provável de Marc Márquez
Fonte: Marc Márquez

Além das polémicas nada agradáveis, os pilotos da Yamaha não alcançam a vitória há já sete corridas. A última vez que as cores da Yamaha estiveram no lugar mais alto do pódio foi em Montmeló, através de Valentino Rossi. Por outro lado, a Honda Repsol ganhou cinco provas, quatro delas com o selo de Marc Márquez.

O piloto espanhol tem assim o caminho aberto para o terceiro título mundial da carreira e as contas não são assim tão difíceis de fazer. Para ser campeão já neste grande prémio, em Motegi, Marc Márquez precisa de vencer a corrida, esperar que Valentino Rossi não faça melhor do que a 15ª posição e Jorge Lorenzo não vá além do quinto posto, contudo, não me parece que os pilotos da Yamaha vendam o campeonato tão facilmente e, como tal, vão lutar contra este desfecho quase inevitável. Nas restantes provas do campeonato, o piloto espanhol da Honda Repsol só precisa de ficar no quarto lugar para se sagrar campeão na última prova, em Valência.

O final da temporada 2016 está a chegar e o desfecho é cada vez mais provável, mas esperemos que o mundial não perca a emoção até Novembro.

 Foto de capa: MotoGP

Texto revisto por: Carlos Valente

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