Depois de uma previsão meteorológica instável para o fim-de-semana em Termas de Río Hondo, chegado o dia da corrida, a sorte esteve do lado dos pilotos que acabariam por rodar em piso seco.

O vencedor da prova anterior, Andrea Dovizioso, sabia que não teria a vida facilitada no traçado argentino. Sabendo que a Honda é superior neste circuito, o seu grande objetivo era arrecadar o máximo de pontos possível para não perder terreno no campeonato. Apesar das dificuldades, o italiano da Ducati conseguiu garantir um lugar na primeira linha da grelha. Ao seu lado, em segundo, partiu Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha MotoGP) e na frente, Marc Marquez (Repsol Honda Team).

O espanhol manteve uma performance consistente durante todo o fim-de-semana e era esperado que assim permanecesse na corrida. Depois de um mau arranque de Viñales e um arranque perfeito de Marquez, o piloto da Honda aproveitou para tentar escapar. Dovizioso também arrancou bem e iniciou a perseguição, seguido de perto por Valentino Rossi (Monster Energy Yamaha MotoGP). Enquanto os dois lutavam pelo segundo lugar, Marquez aproveitou para ganhar vantagem. Poucas voltas depois, a vantagem era já de três segundos. O gap entre Marquez e os restantes pilotos foi aumentando mas a luta pelo pódio continuava acesa entre Andrea Dovizioso, Jack Miller (Pramac Racing), Valentino Rossi e Franco Morbidelli (Petronas Yamaha SRT).

A 13 voltas do final, Marquez já tinha mais de oito segundos de vantagem e parecia nem ter baixado o ritmo. A disputa pelos restantes lugares do pódio continuou até ao final numa das corridas mais dominantes da história do MotoGP.

Na última volta, Morbidelli e Viñales acabaram por se envolver numa queda e Rossi acabaria por ultrapassar Dovizioso (que terminaria em terceiro), segurando o segundo lugar até ao final da corrida. Marquez garantiu a vitória, os 25 pontos e a liderança do campeonato com mais de 12 segundos de vantagem.

Oliveira soma e segue na segunda ronda do MotoGP
Fonte: RedBull KTM Tech 3

É de ressalvar o trabalho de dois pilotos que tiveram uma prestação brilhante durante toda a corrida: Alex Rins e Miguel Oliveira.

Alex Rins (Suzuki Ecstar Team) tinha-se mostrado confiante na conferência de imprensa mas acabou por não conseguir cumprir os seus objetivos para a qualificação, acabando por sair do 16º lugar da grelha de partida. O espanhol batalhou durante toda a corrida e terminou num honroso quinto lugar. O seu objetivo inicial era, claramente, o pódio, mas, devido aos obstáculos que foram surgindo acabou por não o conseguir cumprir.

Quem também se mostrou à altura foi Miguel Oliveira (RedBull KTM Tech 3). O piloto português partiu para o traçado argentino com um objetivo bem definido: terminar dentro dos pontos. Oliveira foi evoluindo ao longo do fim-de-semana e acabaria por ficar às portas da Q2. Conseguiu qualificar-se em 14.º lugar, garantindo assim um lugar na quinta linha da grelha de partida. Depois de conseguir fazer um bom arranque, manteve-se concentrado durante toda a prova disputando algumas posições com outros pilotos. Acabaria por terminar em 11.º lugar e cumprir o seu principal objetivo ao somar com cinco pontos. Um trabalho notável do português na sua segunda corrida na classe rainha do MotoGP.

O piloto mais azarado desta corrida terá de ser Cal Crutchlow (LCR Honda Castrol). O britânico, vencedor do ano passado no traçado argentino sofreu uma penalização pouco depois do início da prova. Segundo a direção de corrida, Crutchlow ter-se-á precipitado no arranque e avançado antes de as luzes se apagarem. Este erro custou-lhe a luta pelo pódio pois, teve de passar pelo pit lane, perdendo tempo precioso. Apesar de tudo consegui terminar dentro dos pontos, em 13.º.

A próxima corrida terá lugar em Austin, Texas nos dias 12, 13 e 14 de abril. No circuito das Américas, Marc Marquez é o piloto com mais vitórias e mais pole positions, somando seis de cada. Resta saber se o espanhol da Honda irá fazer justiça às suas capacidades na terceira ronda ou se deixará escapar a liderança do campeonato.

Foto de Capa: MotoGP

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