Tão perto, mas tão longe

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Não há dúvidas de que o fim de semana de corridas na Malásia foi realmente impressionante e repleto de emoções fortes. Foram encontrados os campeões das categorias de Moto3 e Moto2. 

Em MotoGP, aparentemente, nada de novo. Marc Marquez (Honda Team) venceu a corrida e já é campeão desde a ronda japonesa. O mais interessante desta prova não foi Marquez – foi o piloto que o deixou ganhar.

Valentino Rossi (Movistar Yamaha MotoGP): o nome dispensa apresentações. Uma lenda viva no mundo do motociclismo. 39 anos e atual terceiro classificado no campeonato. Diz o ditado que “burro velho não aprende línguas”. Rossi tinha de ser a exceção à regra.

O italiano estava a ter o dia perfeito. Em Moto3, um dos seus “protegidos” (Marco Bezzecchi – Redox PruestelGP) esteve à beira de vencer o campeonato. Em Moto2, a SKY Racing Team VR46 – equipa que é propriedade de Rossi – conseguiu o melhor dos dois mundos. Luca Marini, meio-irmão de Rossi, venceu o seu primeiro Grande Prémio da sua carreira e Francesco Bagnaia venceu o campeonato. Como se não fosse já suficiente, Valentino Rossi conseguiu uma qualificação brilhante e saiu do segundo lugar da grelha de partida. A Yamaha estava a fazer melhorias e não poderia haver maior prova disso do que Rossi a liderar a corrida a 4 voltas do final.

O abraço entre Valentino Rossi e o Luca Marini depois de este vencer o seu primeiro Grande Prémio
Fonte: MotoGP

Teria sido realmente o fim de semana perfeito se o italiano não tivesse escorregado. Parecia estar tudo a acontecer em câmara lenta: enquanto caía, ainda conseguiu ver Marquez, que acabaria por vencer a corrida, passar por si. Aquele que poderia ter sido um grande duelo entre os dois pilotos terminou cedo demais.

Ana Rita Nunes
Ana Rita Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Acompanhante assídua de MotoGP e fã incondicional do piloto Miguel Oliveira. A paixão pelo desporto motorizado começou aos 16 anos no meu primeiro trabalho, no mundial de Superbikes, no Autódromo Internacional do Algarve. Foram apenas 3 dias mas foi o suficiente para deixar o fascínio pelo mundo das duas rodas.                                                                                                                                                 A Ana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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