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Dez rondas e trinta corridas. Foi assim o segundo ano da Taça do Mundo de Carros de Turismo da FIA. Em 2019, Gabriele Tarquini iria defender o título conquistado em 2018 com o Hyundai i30 N TCR. 2019 também foi o regresso de Tiago Monteiro, a tempo inteiro, à competição, a bordo de um Honda Civic Type R da KCMG.

Tiago Monteiro continua na Honda em 2019. Desta vez com a equipa de Hong Kong da KCMG
Fonte: Honda Racing WTCR

Uma das grandes novidades para 2019 era a entrada do grupo sueco-chinês Lynk & Co. A Cyan Racing, equipa que esteve com a Volvo no WTCC, fazia parte da parceria, por isso Thed Bjork voltava ao carro azul. Yvan Muller e o seu sobrinho Yann Ehrlacher também faziam parte da formação de quatro carros. Finalmente, a marca trouxe de volta à Taça do Mundo o experiente piloto britânico, três vezes campeão do WTCC e uma do ETCC, Andy Priaulx.

O campeão voltou. Priaulx já venceu por três vezes consecutivas o WTCC, num BMW 320si
Fonte: FIA WTCR

Johan Kristoffersson também era um dos atrativos para esta temporada. O bicampeão do mundo de ralicross pilotou em 2019 um Volkswagen Golf GTI TCR da Sébastien Loeb Racing.

Com as apresentações mais importantes feitas, vamos ao resumo da temporada, que começou nas ruas de Marrocos. Três corridas e três vencedores diferentes, Esteban Guerrieri, Gabriele Tarquini e Thed Bjork, garantiram vitórias para a Honda, Hyundai e Lynk & Co, respetivamente.

Com uma grelha grande, na qual o máximo de carros possível eram 32, a ronda da Hungria mostrou que havia mais pilotos a querer vencer. Néstor Girolami, companheiro de equipa de Guerrieri no Honda da ALL-INK.COM Munnich Motorsport venceu as duas primeiras corridas, com Tarquini a arrecadar a vitória na terceira corrida, mas era Thed Bjork, que com a conjugação de resultados da primeira ronda e desta segunda ronda, continuava na frente do campeonato.

Só na terceira ronda, na Eslováquia, é que o sueco da Lynk & Co foi destronado, e aí os Honda da Munnich e ambos os argentinos passaram para a liderança do campeonato. Mas o grande destaque da terceira ronda foi a primeira vitória dos Alfa Romeo Giulietta TCR na Taça do Mundo, pelas mãos do chinês Ma Qing Hua.

Ma deu a primeira vitória à Romeo Ferraris no WTCR
Fonte: FIA WTCR

Em Zandvoort, Guerrieri assumia a liderança do campeonato, com a vitória na segunda corrida do fim de semana, na qual Thed Bjork saiu com duas vitórias, num circuito muito difícil para os carros de turismo. Aqui, o ‘caldo’ entornou um pouco. O Balance of Performance a que os carros do WTCR são sujeitos parece não ter sido do agrado de todos.

Segundo avançou o site touringcartime.com, várias equipas estiveram prestes a não ir para a pista, caso não fosse feita uma mudança no BoP. Em cima da mesa estava a última mudança efetuada, que tinha aumentado o peso dos Lynk & Co em 10kg, mas aumentando a potência para os 100%, ao contrário dos 97.5%. Esta mudança deu frutos na qualificação em Zandvoort, mas com o descontentamento das equipas a ser mostrado para as corridas o BoP foi alterado para o que existia nas rondas anteriores, dos carros chineses.

Da ‘pequena’ pista de Zandvoort passamos para o “Inferno Verde” que é Nurburgring Nordschleife. Aqui, as corridas são feitas no circuito grande e histórico e foram os carros ‘da casa’ que estiveram em destaque. Os Volkswagen de Kristoffersson e Benjamin Leuchter venceram as duas corridas, enquanto Norbert Michelisz triunfava pela primeira vez em 2019 com o Hyundai i30 N TCR.

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