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A Fórmula E (F.E) é o mais recente campeonato da FIA (Federação Internacional do Automóvel) e, como é descrito por vários dos pilotos participantes, é quase como esquecer tudo o que foi visto no mundo das corridas de carros até agora.

Esta nova competição marca a diferença por ser a primeira com carros elétricos e apresentará algumas novidades nas corridas de fórmulas. A principal novidade é que durante as provas os pilotos precisam de trocar de monolugar devido à capacidade de bateria dos carros não dar para a corrida toda; todos os circuitos (10 na temporada inaugural) serão urbanos, uma tradição mais americana e que é muito boa para chegar ao público, algo que também é uma novidade; por fim, nas principais alterações ao que estamos habituados a ver temos um dia de prova em vez do habitual fim de semana. Nesse mesmo dia temos um treino, a qualificação e a corrida.

São 20 pilotos – entre eles o nosso António Félix da Costa – divididos por 10 equipas, que competirão na estreia desta competição que começou no passado sábado em Pequim. Sendo esta uma competição totalmente nova, os carros são todos iguais, estando previsto que na próxima temporada cada equipa já possa fazer mudanças em alguns componentes. Desta forma vão ser a qualidade da equipa a nível de mecânicos e a mais valia dos seus pilotos que vão ditar os resultados. Outra ajuda para a luta pelas vitórias será a do FanBoost. Esta é uma particularidade desta competição, em que os três pilotos mais votados no site ou na aplicação para dispositivos móveis da F.E terão ao seu dispor durante cinco segundos mais 50 cavalos de potência.

No início do ano escrevi um texto em que mostrava o meu desagrado com o barulho que os carros  de F1 faziam com os novos motores; também já disse aqui num texto que me tinha “apaixonado” pelo barulho dos novos Peugeot T16, e, como devem imaginar, nesta competição o barulho dos carros é menor, sendo mais fraco do que uma camioneta. Como tal, só por aí já é um fator que me faz perder um pouco o interesse na competição, apesar de reconhecer que esta pode vir a ser muito importante para o futuro das competições motorizadas.

Para ver o vídeo do acidente entre Nick Heidfeld e Nicolas Prost carregue AQUI

Quanto à corrida de Pequim, que aconteceu no passado fim de semana, o vencedor foi Lucas di Grassi, que apenas obteve a vitória depois do acidente entre Heidfeld e Prost (vídeo acima). A acompanhar o brasileiro no pódio estiveram Montagny e Bird; Félix da Costa não esteve nesta corrida por estar a fazer uma do DTM. É de destacar ainda que aqui a volta mais rápida e ficar em primeiro na qualificação dão pontos.

Rodrigo Fernandes
Rodrigo Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
O Rodrigo adora desporto desde que se lembra de ser gente. Do Futebol às modalidades ditas amadoras são poucos os desportos de que não gosta. Ele escreve principalmente sobre modalidades, por considerar que merecem ter mais voz. Os Jogos Olímpicos, por ele, eram todos os anos.                                                                                                                                                 O Rodrigo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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