McGregor – Cerrone: Sim, mas em main event!

- Advertisement -

Após a luta contra Floyd Mayweather o regresso de Conor McGregor ao UFC era muito esperado por todos os fãs do desporto. Foi então que decidiu enfrentar Khabib Nurmagomedov, em outubro de 2018, num combate a valer o título mundial de peso-leve. McGregor foi dominado durante toda a luta até ser finalizado com a submissão mata-leão.

Após este evento, os fãs ficaram na dúvida acerca do que o irlandês iria fazer com a sua carreira. As possibilidades eram muitas: voltar ao Boxe, completar a trilogia com Nate Diaz, uma desforra com Khabib ou até lutar contra Tony Ferguson, antigo campeão interino.

Há cerca de um mês e meio surgiram os rumores que Conor McGregor podia enfrentar Donald “Cowboy” Cerrone, que está de regresso à divisão de peso-leve. Esta notícia entusiasmou bastante os fãs e inclusive o presidente do UFC, Dana White. Este admitiu em conferência de imprensa que “se eles querem lutar, e os fãs querem vê-la, é a luta a fazer”.

Cerrone tem 27 finalizações (10 nocautes e 17 submissões) em 35 vitórias na sua carreira. É o lutador com mais vitórias na história do UFC, com 22. É, também, conhecido pelo seu muay-thai letal, e pelo famoso pontapé alto que vitimou Rick Story, Matt Brown, entre outros.
O americano regressou à divisão de peso-leve e venceu a jovem promessa Alex Hernandez por nocaute técnico, com um pontapé na cabeça, na segunda ronda. Foi na entrevista pós-luta que “Cowboy” afirmou que gostaria de lutar com McGregor e que os rumores começaram.

Khabib dominou McGregor no último combate do irlandês
Fonte: MMA Fighting

Apesar de intrigante, a história a envolver estes dois atletas foi-se desvanecendo e perdendo o entusiasmo. No episódio #58 do seu podcast de MMA, Joe Rogan explicou o porquê do combate ainda não se ter materializado. Rogan informou que o UFC pretendia que a luta fosse o “co-main event”, ou seja, não fosse o combate principal, mas sim o anterior a esse. Pelos vistos, o UFC quer que os eventos principais de um PPV (Pay-Per-View) sejam com um combate de título, e não um regular. Essa intenção provocou um descontentamento por parte da equipa McGregor, e até hoje não houve nenhum avanço em relação ao tema.

A ideia de não colocar Conor como o evento principal não faz sentido. A realidade é que atualmente um combate onde McGregor esteja inserido vende mais que qualquer luta de título que o UFC possa organizar. Não há maior estrela que o irlandês, e prova disso são os números. Nos seis eventos com mais compras de PPV do UFC, McGregor foi cabeça de cartaz em cinco, e dois deles não foram combates por título. Trata-se das duas lutas contra o rival Nate Diaz.

O possível combate contra Cerrone vende-se por si só, é uma combinação perfeita de estilos. Ambos têm preferência pela luta em pé, têm um variado leque de habilidades, e instinto finalizador. Para além disso, é a luta perfeita para os dois. Se Cerrone ganha, torna-se imediatamente uma estrela e fica com fortes possibilidades de lutar pelo título. Se Conor vence, é certo que o Khabib-McGregor 2 acontece.

Pensar em colocar a principal atração do UFC em segundo lugar é atirar dinheiro pela janela fora, principalmente numa altura em que a WME-IMG (empresa que comprou o UFC por 4 biliões de dólares) pretende recuperar o investimento e organizar as “super-lutas”. Atualmente, Jon Jones e Khabib Nurmagomedov podem, juntamente com Conor, serem considerados as maiores estrelas da promoção. E mesmo eles não têm combates que se aproximem dos números que McGregor provoca. Só com ele é que faz sentido um evento principal ser uma luta não título. Conor não vende tanto por lutar por títulos. Vende pela emoção, energia e entusiasmo que traz para cada combate.

Concluindo, McGregor-Cerrone só faz sentido como evento principal. Seria uma luta que ia captar a atenção de todos os interessados pelas artes marciais mistas, mesmo sem um título em jogo.

Foto de Capa: UFC

Eduardo Pedrosa Costa
Eduardo Pedrosa Costahttp://www.bolanarede.pt
Desde criança que os desportos de combate o fascinam. Antigo praticante de boxe, é fã de UFC, Conor McGregor e Mike Tyson. É estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Lusófona do Porto, e é na análise desportiva que se revê.                                                                                                                                                 O Eduardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Al Diriyah de Bruno Lage empata na Arábia Saudita: eis os resultados do dia

O Al Diriyah de Bruno Lage empatou 1-1 com o Al Kholood na terceira jornada da Liga da Arábia Saudita. Vê os resultados do dia.

Carlos Vicens: «Temos de jogar com personalidade, ser ambiciosos e agressivos para tentar ganhar o jogo»

O Braga vai enfrentar o Áustria Viena na segunda mão do playoff de acesso à Conference League. Fica com a antevisão de Carlos Vicens.

Newcastle oficializa Nico González: eis quanto dinheiro o FC Porto encaixa

Nico González deixou o Manchester City e reforçou o Newcastle neste verão. FC Porto ganha cerca de 560 mil euros com a mudança.

Al Hilal fecha avançado internacional inglês por mais de 60 milhões de euros

Ollie Watkins vai deixar o Aston Villa e reforçar o Al Hilal numa transferência de 58,4 + 2 milhões de euros em variáveis.

PUB

Mais Artigos Populares

Nigel de Jong revela: Xavi Hernández foi a terceira opção para selecionador dos Países Baixos

Nigel de Jong revelou que Xavi Hernández foi apenas a terceira escolha da federação dos Países Baixos para o cargo de selecionador. Pep Guardiola e Arne Slot eram as primeiras opções.

Eis o mais recente reforço do Sporting (para a equipa B): «O meu objetivo final é chegar à equipa A e ajudar aí também»

O Sporting oficializou a contratação de Bidu para a equipa B. Extremo brasileiro de 19 anos já prestou declarações.

Marco Silva aborda baixa de peso do Benfica: «Não é nada de grave»

Marco Silva realizou a conferência de antevisão ao encontro decisivo entre Aarhus e Benfica, que vale a entrada na Europa League.