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10 – Fabricio Werdum

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O recém campeão de pesos pesados tem feito uma carreira de vitórias improváveis – a vitória contra Fedor Emelianenko, provavelmente o melhor lutador de MMA de sempre, foi algo de espetacular -, pelo que merece um lugar nesta lista. Para além do óbvio poder característico de um peso pesado, Werdum é dotado de um jiu jitsu acima da média, o qual usou para derrotar nomes como “Minotauro” Nogueira, ambos os irmãos Emelianenko, Alistair Overeem e, mais recentemente, Cain Velasquez. Para além de ter derrotado um dos mais temíveis campeões da UFC, fê-lo com uma classe que era característica de (precisamente) Velasquez. Merece, por isso, um lugar nesta lista.

9 – Donald Cerrone

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Cerrone está nesta lista ao invés de Dos Anjos, o campeão da sua categoria, por uma simples razão: luta quando quiserem, como quiserem, com quem quiserem. Essa característica permitiu-lhe ser o dono de uma das ondas vitoriosas mais escaldantes da UFC. É, também por isso, o lutador mais popular da sua divisão e um favorito dos fãs. Cerrone será o próximo adversário de Dos Anjos, um combate que deverá acontecer para o final do ano… Isto se Cerrone não decidir que lhe apetece lutar antes.

8 – Joanna Jedrzejczyk

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Joanna “Champion” rapidamente ascendeu na UFC: a antiga campeã de mundial de Muay-Thai chegou em Julho de 2014 à UFC e em menos de um ano já era campeã, feito que atingiu ao derrotar a campeã inaugural da divisão de Peso Palha, Carla Esparza, na sua primeira defesa de título. Dois meses foi a vez de Joanna fazer a sua primeira defesa e não desiludiu: derrotou Jessica Penne de forma contundente e afirmou-se, graças ao seu sentido de humor fora do octógono e dominância dentro dele, como uma das figuras mais interessantes dos últimos tempos na UFC.

7 – Daniel Cormier

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Na história mais recente da UFC não há ninguém que tenha aproveitado uma segunda oportunidade tão bem quanto o antigo olímpico: após ter perdido pela primeira vez na sua carreira, contra Jon Jones, na sua primeira disputa pelo título, no que foi um combate bastante unidirecional, Cormier sabia que iria ter de recolher um considerável número de vitórias para que lhe fosse dada outra chance de ser campeão. Quando foi retirado o título e atribuída uma suspensão indefinida a Jones, que iria defender o seu título contra Anthony Johnson (derrotou Gustafsson para lá chegar), por um envolvimento num acidente rodoviário do qual fugiu, Cormier foi chamado ao palco e não desiludiu: tornou-se campeão e mostrou que, enquanto Jones estiver longe, ele é o patrão da divisão de Peso Meio Pesado.

6 – Robbie Lawler

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Poucos tiveram uma ressurgência na sua carreira como Lawler. O agora campeão de Peso Médio voltou à UFC depois de uma passagem pouco impressionante pela Strikeforce (cinco derrotas e três vitórias) e, desde o regresso, tem sido uma força a temer, perdendo apenas uma vez, contra Johny Hendricks. Sou sincero: era ligeiramente cético em relação a Lawler enquanto campeão. Venceu o título na desforra contra Hendricks via decisão separada, num combate que, conforme indica a decisão, poderia ter dado para qualquer lado. Posto isto, faltava a Lawler um combate de afirmação, o qual ele fez favor de dar no início deste mês: a vitória sobre Rory MacDonald foi fantástica, naquela que será certamente a luta do ano, senão a do século, milénio, por aí adiante. Foi uma verdadeira guerra, a qual Lawler venceu via KO técnico, depois de ter estado a perder durante grande parte do combate. Merece, por esta vitória “à Rocky”, o 6.º lugar desta lista.

5 – Demetrious Johnson

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O “Mighty Mouse” é o 5.º desta lista puramente devido à sua capacidade enquanto lutador. É certo que não é o mais carismático fora do octógono, mas isso tem uma razão de ser: o campeão prefere falar dentro da arena, através da sua linguagem. Alguém cujas vitórias são tão dominantes deveria ter esse direito sem que lhe fosse dito vezes e vezes sem conta que é um campeão “sem sal”. A luta contra Kyoji Horiguchi é um excelente portefólio para quem não conhece o campeão, que é, na minha opinião, o mais versátil e frenético de todos os campeões na UFC.

4 – José Aldo

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Aldo não perde há 10 anos e, ao ver qualquer uma das suas lutas, percebe-se porquê: o brasileiro é assustador, bestial, a força inamovível da categoria de Peso Pena. Vejam o combate contra Urijah Faber na WEC e quase conseguem sentir os golpes do brasileiro, no conforto das vossas casas (sem exagero…). Está classificado como o número um do ranking “pound-for-pound” da UFC e com razão. Desde que existe categoria de Peso Pena na UFC que Aldo é campeão, vencendo nomes como Chad Mendes e Frankie Edgar. No entanto, Aldo já não é o rei da sua categoria, pelo que arrecada apenas o 4.º lugar da lista.

3 – Chris Weidman

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Weidman começou a sua carreira de lutador em 2009. Passados quatro anos derrotou Anderson Silva, um dos melhores de todos os tempos, e venceu o título de Peso Médio. Cinco meses depois fê-lo de novo. Pouco mais é necessário para descrever o “All American”, que, combate após combate, vitória após vitória, se mostra cada vez mais dominante e dá cada vez mais a acreditar que poderá terminar a sua carreira invicto e escrever uma página de história no MMA. Abre, assim, o pódio deste top 10.

2 – Conor McGregor

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O que há a dizer de Conor McGregor que o próprio não possa dizer? É, inegavelmente, o ativo mais valioso da UFC desde Brock Lesnar. Vale milhões. Desde que chegou à organização que a varreu como uma tempestade, mostrando ser o melhor no microfone e correspondendo dentro do octógono. Não há uma conferência de imprensa de McGregor que não seja genial, assim como não há um combate que não o seja. O campeão interino de Peso Pena (venceu Chad Mendes, que substituiu o campeão Aldo no evento principal do UFC 189) trata até de prever os desfechos dos seus combates e, estupidamente, acerta a maioria das vezes. É o lutador que todos adoram odiar, mas uma coisa é certa: McGregor previu o começo da “Era McGregor” e, depois de ter encabeçado um pay-per-view que vendeu um milhão de subscrições, é correto dizer que mais uma previsão se concretizou, a la “Mystic Mac”.

1 – Ronda Rousey

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O primeiro lugar desta lista não poderia ser ocupado por mais ninguém que não Ronda Rousey. A campeã de Peso Galo nunca perdeu na sua carreira e, de todos os 11 combates que já fez, apenas por uma vez a levaram para além da primeira ronda. Os seus últimos dois combates têm um tempo acumulado de 30 segundos… Os últimos três de um minuto e 36 segundos. É, sem dúvida, a mais dominante de todos os campeões da UFC. Ainda está para chegar uma mulher que faça verdadeiramente frente a Ronda Rousey, pelo que muitas vezes se fala, em tom de brincadeira, da (impossível) possibilidade de combater contra homens. Rousey é não só a rainha do MMA feminino, que não estaria onde está hoje não fosse ela, mas também do MMA no geral. E esta é uma verdade que, como Ronda, é incontornável.