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Em 2018, a WWE decidiu inovar e fazer algo nunca antes feito: realizar eventos especiais em países estrangeiros. Com a diferença de querer utilizar uma arena enorme, que serviria como palco da Wrestlemania, e criar um card que estivesse à altura desse evento anual. O problema deste conceito começou a partir do momento em que escolheram a localização para o realizar.

Foi anunciado em Março o Greatest Royal Rumble, um evento épico e único à escala mundial a ter lugar na Arábia Saudita. Com ele, foi também anunciado um acordo no qual a WWE se comprometeu a realizar mais eventos deste género naquele país nos próximos 10 anos. E cedo se percebeu as proporções que ambas as partes queriam que este evento tivesse, quando foram anunciadas as participações de John Cena, Undertaker e Triple H, assim como o maior Royal Rumble da história da empresa. Este negócio prometeu revelar-se extremamente útil à empresa norte-americana e ao governo saudita.

Começando pela WWE, estima-se que o evento rendeu entre 40 e 50 milhões de dólares à empresa. Perante estes valores, não é de admirar que esta tenha vontade de cumprir o acordo até ao fim e, quem sabe, renová-lo. Para o governo árabe, estes eventos têm um papel político e económico. 

O actual príncipe saudita tem o objetivo de aumentar a sua popularidade, trazendo anualmente as maiores estrela de wrestling do mundo. E devido ao valor que o povo saudita estará disposto a pagar, este acordo trará também alguma estabilidade às finanças daquele país, que têm sofrido com a redução do preço do petróleo. No entanto, este negócio representa vários problemas para ambas as partes.

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