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Gaming: Review – FIFA 16

Redação BnR · 3 min

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Na apresentação este FIFA continua a estar excelente, com uma enorme banda sonora, imensas licenças, muitos estádios e, a juntar à Barclays, a Bundesliga está também com apresentação original. O ambiente no estádio é fenomenal e pormenores são a cereja no topo do bolo numa apresentação em aspeto televisivo muito próxima da realidade. Na versão europeia temos os menus em português com os comentários em inglês. Mas será que tudo isto é suficiente para disfarçar o realismo e a diversão que se vinha a perder nas edições anteriores perante tal atletismo selvagem?

Este FIFA 16 é melhor que o seu antecessor, sem dúvida, mas também não deixa de ser uma espécie de filme onde as suas melhores partes tinham sido mostradas no trailer em forma de demo. Com uma melhoria significativa na jogabilidade e a classe das senhoras do futebol como bandeira eleitoral, este não é um FIFA do “joga bonito”, mas sim um FIFA, mais lento, que te obriga a pensar antes de executares uma jogada, que te devolve o prazer de jogar futebol virtual e onde o azul dos menus não esconde a falta de atenção que a maioria dos modos de jogo teve. O futebol feminino foi a grande novidade anunciada para este FIFA e onde o grande desafio seria oferecer uma experiência diferente, uma experiência onde o jogador sentisse que estava a jogar com uma Maria e não com um José. Essa experiência é bem conseguida e há de facto diferenças na jogabilidade quando se joga com as senhoras. Existe uma sensação de mais espaço, o campo parece maior, assim como a relação da baliza com a guarda-redes; a agilidade também é maior, certos movimentos são mais fáceis de executar, como mudanças de direção. Contudo, quanto ao nível da equipa em relação à dos homens, é como se de uma equipa de 3 estrelas se tratasse, e por isso muitos lances são mal executados por falta de qualidade no passe, remate ou força. Mas isso não é mau; é realista.

Cristiano Ronaldo é uma das estrelas do jogo
Cristiano Ronaldo é uma das estrelas do jogo

Se dentro de campo este é um modo de jogo com aspetos positivos, fora dele acaba por ser curto, com apenas doze seleções e duas formas de jogar em amigáveis e numa espécie de Mundial. Já online apenas podemos jogar nos amigáveis. No Ultimate Team houve uma grande melhoria: não só o jogo ganhou muito da nova jogabilidade e está mais lento, o que é excelente, como também ganhou um novo modo de jogo, o Draft, que veio dar ainda mais dinâmica a este tão popular modo. No Draft temos de pagar entrada, 15K ou 150 FIFA Points, fazer uma equipa na sua maioria de grandes jogadores, tendo assim a oportunidade de jogar com um Ronaldo ou até com um Ronaldo IF, e jogar num sistema de quatro jogos sem margem para derrotas ou empates, tentando obter o maior número de vitórias, onde quatro vitórias podem dar 27 jogadores raros e zero vitórias apenas três. Os prémios e os jogadores que nos calham nem sempre são os mesmos e isso permite que cada Draft tenha a sua própria história. No Pro Clubs nada foi alterado diretamente, havendo um total desprezo por este modo de jogo, o único que permite ao FIFA alcançar um nível de realismo nunca antes visto num simulador de futebol, pois jogado 11vs11 o Pro Clubs é futebol virtual no seu estado mais puro.

Contudo, a nova jogabilidade sente-se também neste modo de jogo. Melhorou a experiência e tornou a linha de aprendizagem maior mas mais gratificante. A juntar a estes três modos de jogo, as novidades no modo carreira com torneios de pré-época e treino individual dos jogadores, o regresso do FIWC, o modo “épocas online” individual ou a dois. Podemos dizer que há formas de jogar para todos os gostos, sendo que apenas o Ultimate Team teve uma melhoria significativa. Ainda assim, todos os modos de jogo ganham muito com a nova jogabilidade e essa jogabilidade é o caminho que a EA Sports deve seguir. Este é um novo caminho, e novo é notícia quando se trata de FIFA, mas é um novo caminho positivo com uma jogabilidade mais realista, uma curva de aprendizagem maior e no fim um sabor a futebol como já não estávamos habituados a ter.

Nota – 8.5/10

Testado na Xbox One

Artigo escrito por Raúl Faria da página ‘Somos Gaming‘

Redação BnR

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